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Edição de 30-09-2020
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    Arquivo: Edição de 30-04-2008

    SECÇÃO: Destaque


    COMEMORAÇÕES DO 25 DE ABRIL (Assembleia Municipal de Jovens)

    Problemas de Valongo discutidos pelos mais novos

    O Auditório António Macedo foi palco da Assembleia Municipal de Jovens (AMJ), que se realizou no passado dia 24 de Abril. Os jovens expuseram os problemas do concelho que os preocupam, criticaram e denunciaram situações, mas não só. Apresentaram também sugestões práticas de forma a solucionar os problemas.

    A segunda edição da AMJ, presidida por Sofia de Freitas, contou com uma plateia repleta de jovens; já o mesmo não se pode dizer da classe política, cujos representantes da Câmara Municipal de Valongo (CMV), apenas se ficaram pelo vereador José Luís Pinto e a assessora do Presidente, Eunice Neves.

    VALONGO

    E O AMBIENTE

    Fotos MANUEL VALDREZ
    Fotos MANUEL VALDREZ
    O ambiente foi sem dúvida o tema mais abordado na AMJ. Os jovens da Escola Secundária de Alfena e da EB 2,3 de Alfena apontaram como problemas existentes os ecopontos que escasseiam na cidade de Valongo e consequentemente estão sempre cheios. As lixeiras a céu aberto são outras das preocupações apresentadas, bem como a falta de informação da população no que diz respeito à reciclagem e reutilização. Por fim, foi abordado o mau funcionamento da recolha do lixo que deveria, no entender destes jovens, ser feita diariamente.

    Sugeriram a implementação da recolha selectiva do lixo porta a porta em todo o concelho, propondo também o desenvolvimento de acções de formação de maneira a sensibilizar a população para a importância de reciclar e reutilizar.

    As soluções apresentadas passam pela distribuíção de folhetos informativos. Criação de um blogue onde os munícipes pudessem denunciar situações de deposição de lixo em locais inadequados e disponibilização de recipientes adequados à recolha selectiva porta a porta sem custos adicionais para a população. Acrescentam ainda que os custos cobrados ao município pela implementação do programa de recolha selectiva porta a porta deveriam ser minimizados, porque tal como funciona, o serviço desencoraja a adesão dos munícipes, e exemplificam com o caso da Bela.

    No final da intervenção os estudantes ofereceram dois jarros de vidro com água da torneira para serem usados nos eventos públicos da Câmara, evitando o uso de garrafas de plástico.

    A EB2,3 de Valongo levou também a debate questões relacionadas com o ambiente, nomeadamente com a importância de preservar o Parque Paleozóico, e fez referência à necessidade de prevenir os fogos florestais..

    Em resposta a estes problemas, José Luís Pinto argumentou que «a Câmara Municipal de Valongo tem vindo a desenvolver um bom trabalho na recolha do lixo». Justificou que a União Europeia aconselha a distribuição de um ecoponto para cada 500 pessoas e em Valongo existe um ecoponto para cada 300 habitantes. Quanto às lixeiras a céu aberto o vereador declarou que esse problema tem mais a ver com a actuação da população do que com os meios disponíveis. No que diz respeito à recolha selectiva, José Luís Pinto revelou que o «programa não funciona em lado nenhum porque as pessoas não colaboram».

    PROBLEMAS

    EXISTENTES

    EM CAMPO

    Os jovens da EB2,3 de Campo reclamaram espaços de diversão, naquela freguesia, mas também, espaços de lazer para os mais velhos que apenas dipõem, para o efeito, de um lugar sem as mínimas condições.

    A solução apresentada passa pelo aproveitamento de um terreno situado junto à Igreja Paroquial de Campo. É uma quinta que devidamente aproveitada poderia servir de espaço de lazer para a população.

    MODERNIZAÇÃO

    TECNOLÓGICA

    NAS AUTARQUIAS

    A Escola D.António Ferreira Gomes decidiu levar a debate a questão das novas tecnologias fazendo uma abordagem dos problemas existentes nos sites das autarquias e das várias juntas de freguesia do concelho de Valongo.

    Começaram por reivindicar mais e melhor informação no site da Câmara Municipal . Criticaram o facto de este não possuir um mapa; algumas páginas estarem inactivas e faltar informação, além do facto de algumas hiperligações não funcionarem. Outra das críticas recaiu no facto de a Assembleia Municipal não ter ainda uma página autónoma.

    No que diz respeito aos sites da juntas de freguesia do concelho, os alunos não lhes poupam críticas. De uma forma geral falta-lhes organização, um layout atractivo e a abertura das ligações é muito lenta.

    CRIAÇÃO

    DE UM MUSEU

    DE HISTÓRIA

    LOCAL

    A Escola Secundária de Ermesinde propôs a criação de um Museu de História Local, justificando com o facto de diversas entidades terem vindo a alertar para a sua necessidade. A insuficiência do Museu Municipal e a falta de apoios a particulares e instituições na preservação dos espólios é outro dos argumentos apresentados por estes alunos. A par disso, referem o facto de os jovens não terem relação com o local onde vivem nem com o passado.

    Estes alunos sugeriram um museu com brinquedos, registos das actividades tradicionais e registos etnográficos. Concluem a sua intervenção salientando os pontos fortes de um projecto deste tipo: seria uma forma de alargar a oferta cultural, e perpetuaria a memória do passado nas populações.

    VIAS

    E ARRUAMENTOS

    O Núcelo do Cenfim alertou para o excesso de velocidade e perigo nas passadeiras, ruas com piso em mau estado, dando como exemplo a Avenida Eng. Duarte Pacheco. Como forma de resolução destes problemas os alunos sugerem a colocação de semáforos de controlo de velocidade e a repavimentação das ruas.

    Em resposta a estes problemas o vereador José Luís Pinto referiu que já está em execução um plano para solucionar esta situação.

    A EB 2,3 de Campo alertou também para este tipo de problemas, acrescentando a falta de passeios em determinadas zonas da freguesia de Campo, passadeiras colocadas junto a curvas e circulação de veículos pesados pelo centro da freguesia, (acesso à zona industrial), bem como a falta de uma boa rede de transportes.

    VALONGO,

    UMA CIDADE EM

    DESENVOLVIMENTO

    – SERÁ?

    A intervenção feita pelos alunos da EB 2,3 de Valongo destacou a desorganização urbanística que se verifica na cidade de Valongo, e a insegurança que se faz sentir no concelho, dando como o exemplo a situação em que se encontra o Parque Radical: curso de água sem protecção adequada e área dos skates em mau estado.

    O tema da segurança também foi abordado pela EB2,3 de Campo, que salientou a falta de patrulhamento da GNR na freguesia de Campo e a existência de ruas mal iluminadas.

    PARQUE

    DA CIDADE

    DE VALONGO

    foto
    Os alunos da Escola Secundária de Valongo chamaram a atenção para a necessidade de revitalizar Valongo, começando por reabilitar o parque da cidade que não se encontra vedado conforme as normas de segurança e, no entanto, continua a ser utilizado. O equipamento desportivo é muito escasso e as paredes encontram-se vandalizadas.

    Os jovens chamaram a atenção para a necessidade imediata de interdição do espaço, para posteriormente se fazerem as devidas alterações e enriquecer o espaço com outros equipamentos desportivos.

    Relativamente ao parque infantil as críticas recaem no facto de a plateia não ter assentos e encontrar-se em cimento bruto; a par disso, o anfiteatro não possui cobertura.

    ACESIBILIDADES

    NA ESCOLA

    SECUNDÁRIA

    DE VALONGO

    Os alunos da Escola Secundária de Valongo começaram por apelidar as acessibilidades da escola de conflituosas, impróprias e insuficientes. A rua que lhe dá acesso é uma via estreita e de sentido único, sendo que os passeios já estão muito desgastados, e em época de precipitação acumulam água.

    As soluções apresentadas pelos alunos passam pela introdução de um novo eixo viário que permita o acesso seguro ao estabelecimento de ensino. Apontam como terreno mais indicado para o efeito, o que se situa a poente, uma vez que dispõe de bastante espaço e encontra-se bem situado.

    A par desta proposta os estudantes sugeriram a construção de um outro parque de estacionamento, para uso da comunidade escolar. Além disso propuseram ainda a criação de lombas na via que dá acesso à escola.

    Por: Teresa Afonso

     

     

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