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    Arquivo: Edição de 30-12-2007

    SECÇÃO: Destaque


    REUNIÃO DA ASSEMBLEIA DE FREGUESIA DE ERMESINDE

    Plano de Actividades e Orçamento para 2008 foi ausência bastante notada na última Assembleia de Freguesia de 2007

    Foi sob um clima de paz e quase harmonia – ou não estivéssemos nós na quadra natalícia – que decorreu a reunião da Assembleia de Freguesia do passado dia 20 de Dezembro. Tal cenário ter-se-á ficado a dever à ausência de assuntos de um grau de interesse e discussão maior, caso do Plano de Actividades e Orçamento para o ano de 2008. Um ponto que não constou da Ordem de Trabalhos desta sessão pelo facto de o Executivo da Junta de Ermesinde ainda não ter apresentado um novo documento para ser posto à discussão e votação, pois, como é sabido, o anterior documento foi chumbado pela maioria do Executivo na reunião pública de Novembro.

    Artur Pais, ausente desta sessão por motivos de doença, foi apontado pelos elementos da oposição da Assembleia como o principal responsável pela ausência deste importante documento.

    Fotos MANUEL VALDREZ
    Fotos MANUEL VALDREZ
    Foi com os votos de um bom Natal e de um ano novo cheio de paz e saúde, expressos pelo paroquiano António Vasques, que se deu início à sessão.

    O ambiente ficaria um pouco mais agreste alguns minutos depois com as intervenções dos membros das quatro forças políticas representadas na assembleia.

    Raul Teixeira, do PSD, foi o primeiro a usar da palavra, para tecer duras críticas ao executivo por este não apresentar naquela assembleia o documento do Plano de Actividades e Orçamento de 2008. Luís Santos, do Bloco de Esquerda, também criticou à ausência do documento, tendo dito que tal atitude espelha a incapacidade do executivo da Junta em arranjar/propor uma proposta sólida à Assembleia de Freguesia [de Ermesinde] (AFE).

    Apesar de ausente Artur Pais enviou um comunicado à AFE onde prestava contas sobre a ausência deste ponto na ordem de trabalhos desta sessão. Comunicação essa que seria severamente criticada pelo PS, que na voz de Carlos Ricardo apresentou à assembleia o seguinte comuniciado: «A presente comunicação do Sr. Presidente da Junta de Freguesia a esta Assembleia, em jeito de sacudir a água do capote, atesta a sua incapacidade de gerir e liderar este executivo, facto que se vem verificando ao longo deste mandato. Deveria, isso sim, dizer a esta Assembleia que não quis ou não soube lidar com o acordo celebrado entre o seu partido e a coligação que o tem suportado e que acaba de lhe retirar o tapete. Nós socialistas, já não estranhamos estas trapalhadas. (...) Restringir os seus esforços pessoais a uma reunião (se fomos bem informados inter-partidária e não pessoal) com a representante da CDU como nos diz, sendo muito pouco é dar-nos mais do mesmo. De resto, tomando uso das vossas palavras, nós ganhámos, somos nós que mandamos (sic). Devolvemos: quem manda que resolva. (...)».

    Em substituição de Artur Pais esteve o tesoureiro da Junta Américo Silva, que sem entrar em rotura, digamos assim, com o seu presidente lamentou igualmente que um novo documento não fosse apresentando nesta assembleia. Depois de pedir desculpas à AFE pelo sucedido disse esperar que no início do novo ano este problema seja resolvido com a elaboração de um novo documento.

    OUTROS ASSUNTOS...

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    Outros assuntos mereceram igualmente uma chamada de atenção por parte das forças partidárias representadas na AFE. O bloquista Luís Santos, um dos mais intervenientes na sessão, começou por relembrar um velho – e com um cheiro nauseabundo – problema que teima em não abandonar a Rua 5 de Outubro, onde prevalece há mais de dois anos. Trata-se da tampa de saneamento (em frente às Galerias Peixoto) que por alturas de chuva levanta e deixa sair do buraco todo o tipo de porcaria. Este problema já havia sido colocado pelo BE na AFE de Dezembro de 2005, só que até hoje pouco ou nada foi feito para resolver a questão. Como tal esta força partidária da esquerda apresentou uma proposta de moção (ver página do painel partidário) a enviar à Câmara de Valongo para alertar uma vez mais para a resolução do mesmo.

    A colocação de mais parquímetros na Rua de S. Silvestre também foi amplamente criticada pelo BE, tendo o partido apresentado também neste ponto uma moção (ver também página do painel partidário) em jeito de protesto contra a apropriação do espaço público em favor – dos lucros – de uma empresa privada. A primeira moção seria aprovada por unanimidade, ao passo que a segunda foi aprovada por maioria com a abstenção do PSD/PP.

    A bancada da coligação, pela voz de Alexandra Machado, voltou a focar o assunto da necessidade da construção de uma nova esquadra para a PSP de Ermesinde, projecto cuja verba não foi incluida no PIDDAC para 2008 como o PSD/PP havia já solicitado na anterior AFE.

    Como tal apresentaram uma nova moção, a ser enviada às entidades governamentais, exigindo que estas repensem a sua decisão e que incluam o projecto no PIDDAC do novo ano.

    Sobre este tema Manuel Costa, do PS, frisou que como qualquer pessoa gostaria que a nova esquadra da PSP fosse uma realidade, referindo no entanto que a doação do terreno para essa construção é da responsabilidade da Câmara de Valongo, entidade esta que até à data nada disse sobre a doação de um eventual terreno.

    Alexandra Machado não perderia tempo a responder ao socialista tendo dito que este assunto não é da competência da autarquia. O socialista usaria então de novo da palavra para lembrar que «se o próprio Ministro da Tutela disse publicamente que ia haver uma nova esquadra faz-nos um pouco de confusão que a verba para a sua construção não seja agora incluída em PIDDAC. Há aqui qualquer coisa há mais que gostaríamos de ver esclarecido».

    Na resposta Alexandra Machada apenas disse que «se o Ministro da Tutela assumiu, agora só tem de cumprir...». A moção sobre este assunto apresentada pelo PSD seria aprovada por unanimidade.

    No período dedicado à ordem de trabalhos há apenas a salientar o ponto referente à discussão e votação do regulamento para a concessão de apoios a entidades e organismos, tema que depois de algumas alterações propostas pelo socialista Raul Santos seria aprovado por unanimidade.

    Por: Miguel Barros

     

     

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