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Edição de 31-07-2019
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    Arquivo: Edição de 15-10-2007

    SECÇÃO: Destaque


    2º Fórum de Etnografia e Folclore do Distrito do Porto

    Fotos MANUEL VALDREZ
    Fotos MANUEL VALDREZ
    Decorreu no Fórum Cultural de Ermesinde, nos passados dias 6 e 7 de Outubro, o 2º Fórum de Etnografia e Folclore, levado a cabo pela Federação das Colectividades do Distrito do Porto (FCDP).

    Do evento constou o fórum propriamente dito, que teve lugar no auditório do Fórum Cultural de Ermesinde, no dia 6, e um Festival de Folclore, com a presença do Rancho Folclórico da Casa do Povo de Ermesinde e do Rancho Folclórico de Paranhos, no auditório ao ar livre do Parque Urbano de Ermesinde, no dia 7.

    No decorrer do Fórum foram abordados vários aspectos ligados à temáticas da Etnografia e Folclore, com passagem pela cultura cigana e ainda a aspectos organizacionais da Federação das Colectividades.

    Particularmente importantes foram as intervenções de Ludgero Mendes e Armando Dourado, cujos resumos o jornal “A Voz de Ermesinde” publica neste número.

    A sessão de abertura contou com a presença do presidente da Junta de Freguesia de Ermesinde, Artur Pais, do presidente da FCDP, Domingos Martins, e de Carlos Faria, presidente da Direcção da associação cultural ermesindense Ágorarte, que esteve envolvida na organização do evento.

    Após a recepção aos participantes e a sessão de abertura, deu-se início aos trabalhos com a comunicação de Ludgero Mendes, vice-presidente da FFP (Federação do Folclore Português), uma das mais pertinentes do Fórum, e cujo resumo publicamos na última página deste número de “A Voz de Ermesinde”.

    Seguiu-se-lhe Fernando Pino, do Rancho Folclórico de Paranhos e da FAFIF (Fundação de Apoio a Festivais Internacionais de Folclore), que abordou o tema “Cultura e Tradição, Antropologia-Cultural-Tradicional, Metodologias das Ciências Etnológicas”. Fernando Pino abordou questões como Cultura e Tradição (significado e semelhanças), Antropologia (análise do seu objecto), Etnologia, Etnografia e Folclore.

    Ainda da parte da manhã, fora algumas intervenções do público e o indispensável intervalo para café, ocorreu a comunicação de Armando Dourado, do NEFUP (Núcleo de Etnografia e Folclore da Universidade do Porto, sobre o tema “Etnografia e Folclore Ontem e Hoje”, cujo resumo publicamos na página seguinte. Intervenção crítica de alguns dos aspectos mais imobilistas e “fatais” da forma como se olha e se apresenta o Folclore, esta foi outra das mais incisivas e valiosas contribuições para este 2º Fórum de Etnografia e Folclore.

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    Seguiu-se um intervalo para almoço, tendo os trabalhos da tarde sido abertos com uma muito interessante comunicação de Victor Marques, presidente da União Romani Portuguesa, que abordou precisamente o tema da cultura romani em “Ciganos: Uma Abordagem Etnográfica à História e Cultura de um Povo Errante”.

    Victor Marques esclareceu aspectos da origem histórica dos ciganos, a sua chegada a Portugal e a sua vida por estas bandas desde então até aos dias de hoje, a noção de família (os papéis atribuídos no seu seio e o seu poder social), a actividade económica (as formas de sobrevivência), cerimónias e rituais (em particular o casamento e o luto), transmissão de valores, conceitos, a habitação, a festa e os hábitos alimentares.

    Cristina Vieira, que inicialmente estava prevista para abrir os trabalhos da tarde com uma comunicação sobre “A Cultura em Suporte Digital”, com base na experiência de um portal sobre o Folclore no concelho de Marco de Canaveses, acabou por não confirmar a presença.

    Após novas intervenções do público e intervalo para café, os trabalhos prosseguiram com o tema “Organização Administrativa e Contabilidade”, uma espécie de aula ou de aconselhamentos às associações presentes, se se quiser, ministrada por Domingos Martins e Mário Ramos, responsável do Gabinete de Contabilidade da Federação das Colectividades do Distrito do Porto.

    Após novas intervenções do público presente, procedeu-se à leitura das conclusões e ao encerramento dos trabalhos.

    FESTIVAL

    DE FOLCLORE

    NO DOMINGO

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    Integrado no 2º Fórum de Etnografia e Folclore, na tarde do dia seguinte, domingo, teve lugar, no auditório ao ar livre do Parque Urbano de Ermesinde, um festival de folclore que contou com a presença de dois grupos, o Rancho Folclórico da Casa do Povo de Ermesinde e o Rancho Folclórico de Paranhos (cidade do Porto).

    A primeira exibição coube ao Rancho da Casa do Povo de Ermesinde, tendo na sua apresentação, António Vasques, presidente da Direcção da Casa do Povo de Ermesinde, respondido à questão da existência ou não de tradições etnográficas e culturais específicas de Ermesinde, a que logo de seguida respondeu que embora não existindo aquelas, existia, todavia, uma rica tradição e cultura etnográfica das terras da Maia, nas quais Ermesinde se inseria [antes de ter sido integrado administrativamente no concelho de Valongo]. Por isso, o folclore de Ermesinde era o folclore das terras da Maia.

    O que acabou por ser muito curioso neste Festival, mas também merecedor de alguma crítica pelo apertar da diversidade num evento de cunho distrital, foi que Fernando Pino, apresentador da exibição do Rancho Folclórico de Paranhos, também esclareceu o público sobre o carácter da tradição etnográfica do seu grupo, começando por lembrar que só muito recentemente a freguesia de Paranhos foi integrada no concelho do Porto, fazendo até então, parte das ricas terras da Maia.

    Acabamos assim, curiosamente como dissemos, por assistir à exibição de dois ranchos folclóricos de raiz etnográfica idêntica (ambos das velhas e poderosas terras da Maia), que interpretaram, um e outro, as danças e cantares, o trajar e os aspectos da vida quotidiana – muito extensivamente encenados pelo Rancho Folclórico de Paranhos – quer na rua, quer na feira, quer no rio.

    Por: LC/AVE

     

     

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