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Edição de 30-04-2022
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    Arquivo: Edição de 30-03-2007

    SECÇÃO: Destaque


    “A Voz de Ermesinde”: 47 anos de vida, dois anos de publicação on line (*)

    “A Voz de Ermesinde” acaba de fechar um inquérito online que apurou o perfil etário dos seus leitores na net.

    A data da consumação deste inquérito coincide praticamente com a comemoração de dois anos da nossa publicação online, e permite-nos concluir da existência de um público leitor de “A Voz de Ermesinde” diversificado pelos vários escalões etários.

    Quase ao mesmo tempo, o nosso jornal comemora também os seus 47 anos de vida (com o título actual), embora já em 1958 se publicasse o “Sopa dos Pobres” que antecedeu “A Voz de Ermesinde” (surgido em Fevereiro de 1960), e curiosamente cujo primeiro número é o 26.

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    Faz agora cerca de dois anos que “A Voz de Ermesinde” deu início à sua edição on line. Desde aí diversificou e atingiu novos públicos, atingindo leitores e locais (dentro e fora de Portugal) que nunca sonharia atingir unicamente através da sua edição em papel.

    A edição on line, por escassez de meios, não é ainda o que gostaríamos que fosse, particularmente no que respeita à produção de notícias que, idealmente, deveria ser contínua, a um ritmo no mínimo diário.

    A edição digital tem permitido também uma maior interactividade com o nosso público, que nos vai fazendo chegar críticas e sugestões, subscrevendo a assinatura da edição em papel, participando no fórum online e por aí fora.

    A propósito, relembramos aos nossos leitores que os desafiamos, recentemente, no referido fórum on line, a enviar um seu testemunho sobre a figura ímpar do cantor José Afonso, agora que passaram vinte anos da sua morte. Os leitores que não o possam fazer digitalmente são também convidados a fazê-lo através de fax ou do correio normal.

    Além do fórum digital, tem “A Voz de Ermesinde” lançado com alguma regularidade, inquéritos aos seus leitores on line. Por exemplo, sobre a periodicidade desejada dos leitores para o nosso jornal, que no seu ver deveria ambiciosamente tornar-se num semanário, o que infelizmente, não temos qualquer possibilidade viável de, pelo menos por agora, cumprir.

    Ou sobre as preocupações principais dos cidadãos acerca da política municipal, em que apontaram os temas do Ambiente e do Urbanismo como as questões mais sensíveis.

    Ou ainda, por exemplo, com a velha questão da autonomia autárquica, tendo a maioria dos nossos leitores on line defendido, por maioria, que Ermesinde deveria ser sede de concelho.

    Nos inquéritos mais recentes, ficámos a conhecer, com mais precisão, qual o perfil dos nossos leitores online, acontecendo, curiosamente, que entre os leitores da edição na net, 55,6% não costumam ler a nossa edição em papel, enquanto 44,4% deles lêem quer a edição digital quer a edição on line.

    Outro inquérito levado a cabo pel’”A Voz de Ermesinde” na net, sobre o escalão etário dos nossos leitores online, permitiu apurar um grande equilíbrio de sectores, o que muito nos orgulha numa publicação de informação geral como a nossa, que tradicionalmente tocava sobretudo os escalões etários de maior idade.

    Tirando cerca de 2% de leitores que preferiram não dar a conhecer a sua idade, apurámos uma grande homogeneidade entre os vários escalões que pré-definimos (menos de 20 anos, entre 20 e 29 anos, entre 30 e 39 anos, entre 40-49 anos e mais de 50 anos de idade). Assim distribuídos: 16,8% de leitores digitais com menos de 20 anos; 21,3% de leitores entre os 20 e os 29 anos; 26,2% para o escalão dos 30 aos 39; 15,9% para o escalão seguinte, até aos 49 anos de idade; e, finalmente, 17,8% para o escalão dos maiores de 50 anos.

    Esta distribuição de leitores dá-nos fundadas esperanças de que um dos objectivos traçados para “A Voz de Ermesinde”, o rejuvenescimento e rotação dos seus públicos está a ser alcançada, o que era um objectivo estratégico nesta era em que cada vez mais se questiona o futuro da imprensa em papel e se abrem novos desafios para a edição na net e para a sua sustentabilidade.

    A RENOVAÇÃO

    DO PÚBLICO

    LEITOR

    Recorde-se que “A Voz de Ermesinde” é uma publicação quase cinquentenária e que foi conservando na esfera local um público atento e fiel, mas que, pela lei natural da vida, foi amadurecendo e envelhecendo sem que se pudessem criar novos públicos que assegurassem o seu próprio futuro.

    A criação há cerca de dez anos, do suplemento “Ermesinde Desportivo” foi uma das primeiras iniciativas que veio contrariar essa tendência para um esmorecimento que, embora lento e paulatino, apontaria para um fim inexorável, vindo recuperar muitas das camadas jovens de leitores que antes estavam arredadas da nossa publicação.

    O surgimento da edição online marcou decisivamente essa viragem, como os números que apontámos visivelmente expressam.

    Também os últimos estudos de audiência elaborados de forma completamente independente e fora de iniciativa de “A Voz de Ermesinde”, por entidades reconhecidas e competentes nos estudos de opinião e nas sondagens, têm dado à “A Voz de Ermesinde” um sólido e continuado crescimento da sua audiência, colocando-nos, nesse aspectos num lugar invejável de liderança quanto a essa progressão entre os quinzenários do distrito do Porto.

    E finalmente, para encerrarmos a questão da penetração de “A Voz de Ermesinde”, referiremos que a audiência online tem crescido de forma absolutamente sustentável e continuada, tendo-se entretanto, numa fase inicial, aproximado da edição em papel, para depois a ultrapassar em muito, definitivamente e cada vez multiplicando aqui os seus leitores, o que nos obrigará, naturalmente, a dar, também do ponto de vista comercial, mais atenção a esta edição.

    Esta progressão tem sido ininterrupta, raros sendo os meses em que não se suplantam os números da edição anterior. Por isso, mais uma razão para estarmos confiantes e seguros da correcção da via que traçámos.

    UM POUCO

    DA NOSSA

    HISTÓRIA

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    “A Voz de Ermesinde”, recorde-se também, foi lançada em Janeiro de 1958, tendo como director Manuel Ribeiro e como título “Sopa dos Pobres”, o que reflectia bem os seus propósitos e a sua propriedade, já então da Obra da Sopa dos Pobres que se viria, mais tarde, a tornar no Centro Social de Ermesinde e que entretanto, nos anos 50, se tinha constituído com propósitos de assistência social aos mais desvalidos.

    Tinha, pois, desde o seu início, uma perspectiva de compromisso para com um jornalismo responsável, alheio a orientações de carácter empresarial, perspectiva essa que conservou sempre e que continua a ser a nossa orientação, evidentemente – com o correr do tempo e as transformações vividas – com olhos e formas talvez diferentes de encarar as perspectivas da solidariedade.

    A partir do seu número 26, o anterior “Sopa dos Pobres”, ainda tendo na direcção o mesmo Manuel Ribeiro, transforma-se n’”A Voz de Ermesinde”, o que aconteceu em Fevereiro de 1960. Tarefa impossível, pois, para os coleccionadores, diga-se como curiosidade, será encontrar uma “A Voz de Ermesinde” n.º 1, pois o primeiro número do nosso jornal que encontrariam seria, como já apontámos, o n.º 26.

    Aqui ficam pois registados dois marcos da vida da nossa publicação e esclarecida para alguns dos nossos leitores, a questão da nossa situação actual.

    Evidentemente não queremos dizer que tudo esteja bem ou que não haja muitos aspectos a melhorar. Precisamente para isso contamos com todos os nossos leitores. As suas críticas e sugestões fundamentadas não cairão nunca em saco roto.

    (*) Com o título “A Voz de Ermesinde”. Seriam 49 anos contando o período do título “Sopa dos Pobres”.

    Por: AVE

     

     

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