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Edição de 20-07-2022
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    Arquivo: Edição de 30-07-2005

    SECÇÃO: Editorial


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    O nosso jornal

    É bom, de vez em quando, parar e olhar um pouco para o que fizemos, para o que devíamos ter feito, para os erros que cometemos, de modo a encontrar novos caminhos, melhorar outros, enfim crescer.

    A última feira do livro, onde participámos, foi para a redacção deste jornal um pretexto para essa reflexão.

    Dela saiu reforçada a nossa convicção de como é importante para a nossa cidade, a existência de “A Voz de Ermesinde”, a voz dos que não têm voz, como dizia uma das quadras premiadas em recente concurso que promovemos.

    É muito curioso como os nossos leitores se sentem cúmplices do seu jornal, ao afirmarem-se assinantes, ao comentarem determinada notícia ou acontecimento, ao mostrarem aos amigos com orgulho uma frase ou uma fotografia. A forma como nos dão informações ou apontam pequenas imprecisões no sentido da sua correcção, numa perspectiva de solidariedade e de inter-ajuda.

    O sentir dos jovens junto da nossa banca também foi muito importante, o jornal está atento a esta faixa etária, o seu interesse pelo desporto, pelas novas tecnologias, pela banda desenhada, tem sido notório a partir da nossa edição na Internet.

    “A Voz de Ermesinde” continua atenta aos problemas da cidade, e tem que dar voz às questões mais silenciadas pelos grandes meios de comunicação social, preocupando-se e pondo em evidência as notícias de carácter local.

    Foto Ursula Zangger
    Foto Ursula Zangger
    Mas um jornal da periferia da segunda cidade do País pode e deve ter um papel cultural que faça a ligação entre um passado rural e um presente urbano. Passado, que aos poucos foi destruído por um crescimento acelerado e caótico que originou um território desintegrado onde se desenvolveu uma diversidade de interesses económicos difíceis de gerir e combater. Presente, cujos objectivos não existem ou não são conhecidos das populações. Esta falta de conhecimento, de perspectiva, arrasta muitos jovens para um vazio onde a qualidade de vida não existe nem se desenvolvem capacidades para lutar por ela. A organização da cidade pode e deve dar resposta a muitas questões que exigem uma intervenção atenta de todos nós.

    A nova população é muito heterogénea, apresentando algumas dificuldades de integração nas escassas actividades existentes.

    Um jornal como este pode agregar interesses muito díspares, quer ao nível do seu principal papel – o de informar –, quer alargando os seus interesses de intervenção a uma maior diversidade de temas, de modo a contribuir para a destruição de barreiras, sociais e culturais, existentes.

    Aproximam-se as eleições autárquicas, o jornal vai mais uma vez cumprir o seu dever de informar com isenção, dando a esta actividade lugar de destaque, esperando dos políticos e dos cidadãos em geral a maior das colaborações, esclarecendo as populações com seriedade, levantando e apresentando soluções para os problemas mais prementes desta terra. Dentro desta perspectiva julgo que o jornal prestará um bom serviço aos Ermesindenses.

    Para além das questões políticas e sociais é também urgente desenvolver uma consciência ecológica que nos leve a uma sensibilização para uma sociedade sustentável.

    Temos de aprender a gostar de Ermesinde! Dêem-nos então, boas razões para isso.

    Por: Fernanda Lage

     

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