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Edição de 25-06-2024
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    Arquivo: Edição de 31-10-2023

    SECÇÃO: Património


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    ACONTECEU N'' A VOZ DE ERMESINDE (19)

    Escola Técnica de Ermesinde (II)

    Retomamos nesta edição um tema que se viria a tornar tão caro para a comunidade ermesindense, a criação da Escola Técnica. Na passada edição demos conhecimento de alguns dos argumentos que eram tidos em conta para esta criação, nomeadamente a contabilização do número de crianças do concelho de Valongo e limítrofes que se tinha de deslocar até à cidade do Porto, se quisessem que lhes fosse permitido ter continuidade nos seus estudos. Entre os vários argumentos a favor da criação da Escola Técnica encontrávamos, ainda, a acrescida preocupação que muitos pais sentiam, porque se quisessem garantir a continuidade dos estudos dos seus filhos, teriam de permitir que estes, muitas vezes, com idades inferiores aos 10 anos de idade, se deslocassem de forma isolada para a cidade do Porto.

    O tema viria a ser mencionado nas seguintes edições d’A Voz de Ermesinde (AVE), recuperamos, neste momento, a edição n.º 82, de outubro de 1964, num artigo assinado por Manuel Correia Simões, inserido na rubrica “Progresso e Inovação”, que já mencionámos, em alguns dos nossos artigos para a AVE. Este artigo tem o seu início, desde logo, na capa do jornal, dando noção da sua importância e menciona, ainda no primeiro parágrafo, que o periódico “O Primeiro de Janeiro” tinha publicado que entre os concelhos limítrofes da cidade do Porto, só na Maia e Valongo é que ainda não existia nenhum liceu ou escola técnica.

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    A Voz de Ermesinde defende logo de seguida que, caso se pensasse em fazer a criação de uma escola técnica no concelho de Valongo, esta teria de ser em Ermesinde, pois este é o local que defende a sua criação e que mais urgia dela. Justifica-se pelo crescimento cada vez maior, de ano para ano, na população escolar e na falta dos vários graus de ensino. O que dificultava o crescimento do nível de habilitações escolares no concelho. Tal como verificámos no nosso artigo anterior, Manuel Correia Simões viria a socorrer-se dos números como forma de comprovar a necessidade que existia da criação de uma escola técnica no concelho. Apostando ainda em demonstrar como os liceus existentes na cidade do Porto, destinados aos diferentes géneros, se encontravam sobrelotados e sem capacidade para albergar o número crescente de crianças em idades escolares. Após uma longa exortação sobre a sobrelotação das diferentes escolas salienta que “Chegou finalmente a apresentação de números que são documentos para que fiquemos esclarecidos e bem esclarecidos que a escola técnica em Ermesinde terá muito mais que suficiente para funcionar em melhores condições de justificação do que outras que têm sido criadas” (SIMÕES in AVE, 1964a, 7).

    Justifica, ainda, que considera que os números que já tinham sido apresentados na edição passada da AVE, de alunos que frequentavam escolas na cidade do Porto, viriam a duplicar ou a triplicar, a partir do momento em que se criasse um estabelecimento de ensino em Ermesinde. Não só pela população do concelho de Valongo, mas também porque viria a gozar da sua boa situação geográfica, encontrando-se interligada a três concelhos pela via de transportes.

    É já na edição seguinte da AVE, em novembro de 1964, que Manuel Correia Simões retoma o tema da Escola Técnica de Ermesinde, inserida na mesma rubrica de Progresso e Inovação. Desta vez, são dedicadas curtas linhas ao tema, mas que se tornam profícuas pela relevância que inserem. No mês de novembro de 1964 foi anunciada a criação da Escola Técnica de Amarante, um dado que não foi alheado das páginas da AVE, esta escola ia contar com a frequência de 132 alunos. Manuel Correia Simões aproveitou este dado para deixar novamente uma noção de como à época a vila de Ermesinde, poderia ultrapassar em larga escala este número de alunos, deixando nas suas palavras como esta escola viria e teria de ser tornada uma realidade, uma vez que, só de Ermesinde a deslocar-se para a cidade do Porto diariamente era ultrapassado este número de alunos.

    O tema viria a tornar-se recorrente, começado o ano de 1965, edição n.º 85, encontraríamos desde logo Manuel Correia Simões a mencionar que era necessária a criação da Escola Técnica e que as crianças e pais de Ermesinde, assim como dos concelhos limítrofes ansiavam pela sua criação. Já no mês seguinte, aproveitaria para mencionar a criação de um liceu de uma forma diferenciada, baseado no plano de atividades da Câmara Municipal de Valongo para o ano de 1965, aproveitou o facto de estarem previstas as criações de creches e novas escolas primárias em S. Paio e em Ermesinde, para salientar que apesar de a comunidade escolar justificar essas criações, se deveria questionar o porquê de a Câmara Municipal de Valongo não pensar desde logo, na adaptação de um desses edifícios para a Escola Técnica, podendo desde logo aproveitar-se essas inaugurações vindouras de escolas primárias e creches, para acrescentar a inauguração de um novo nível de ensino.

    Depois de um período de relativa acalmia em relação ao assunto da Escola Técnica, quatro meses depois, já no mês de junho, o tema voltaria a fazer correr tinta nas páginas d’A Voz de Ermesinde. Pelas mãos do mesmo autor e na mesma rubrica, Manuel Correia Simões aproveita o facto de se

    (...)

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    Por: Mariana Filipa Lemos

     

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