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Edição de 31-01-2024
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    Arquivo: Edição de 30-04-2023

    SECÇÃO: Ciência


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    Antártida - o “nosso” continente

    Neste mês de abril trazemos a este espaço de partilha de ciência um dos verdadeiros ex-libris da ciência mundial: a Antártida. Sendo ainda um verdadeiro mistério em diversas questões, este continente é partilhado por todos os países da Terra com a finalidade de desenvolver a investigação e o trabalho científico. Caso raro no nosso planeta, tendo em conta as dificuldades que tantas vezes temos de unir os diversos países para causas comuns.

    A Antártida é um continente localizado no extremo sul da Terra, em torno do Polo Sul. É cercada pelo Oceano Antártico e é a quinta maior massa de terra do planeta, com uma área de cerca de 14 milhões de quilómetros quadrados. A Antártida é o continente mais frio e mais ventoso da Terra e é conhecida pelas suas paisagens com glaciares deslumbrantes e por ser o lar de uma grande variedade de vida selvagem.

    Sendo um dos ambientes mais inóspitos da Terra, ainda assim, abriga uma grande variedade de vida animal, adaptada às condições extremas do continente. As águas ao redor da Antártida são muito ricas em nutrientes, o que permite a existência de uma grande quantidade de plâncton e krill, que são a base da cadeia alimentar marinha. Isso, por sua vez, atrai uma grande variedade de animais, como baleias, focas, leões-marinhos, pinguins e aves marinhas, todos encontrados na Antártida.

    Este continente é também um importante local de reprodução para muitas espécies de animais, que migram para a região para acasalar e colocar os seus ovos. Os pinguins, por exemplo, dependem da Antártida para a sobrevivência das suas colónias. Além disso, muitas espécies de animais encontradas na Antártida são endémicas, o que significa que não são encontradas em mais nenhum lugar do mundo. Portanto, a Antártida é extremamente importante para a biodiversidade global e para a compreensão da evolução das espécies.

    Por estarmos a falar de um dos lugares mais extremos e isolados do planeta, é, ainda, o ambiente ideal para o desenvolvimento de investigações científicas em diversas áreas como a climatologia, a geologia, a biologia, a física e a astronomia.

    A nível climático, a região da Antártida desempenha um papel fundamental na regulação do clima global, pois as correntes oceânicas e atmosféricas que circulam no continente têm uma grande influência no clima do planeta na sua globalidade. Investigações realizadas na Antártida ajudaram a perceber como as mudanças climáticas estão a afetar a região e como isso pode influenciar o clima global de todo o planeta Terra.

    Já em termos geológicos sabemos que a Antártida é uma das poucas áreas do mundo que preserva uma grande quantidade de informações sobre a história geológica do planeta. A região oferece um registo geológico contínuo que abrange cerca de 500 milhões de anos e que pode ser utilizado para estudar a evolução da Terra e a dinâmica das placas tectónicas.

    Além disso, a Antártida é o maior deserto do mundo fazendo do continente o local ideal para a realização de investigações ao nível da astronomia, pois o ar seco e sem nuvens proporciona excelentes condições para observação do céu. A região também é importante para o estudo de fenómenos como a aurora austral, que pode ajudar a entender a interação entre o campo magnético da Terra e o vento solar.

    Todos estes factos tornam a Antártida um importante laboratório natural para o desenvolvimento científico, ajudando a expandir o conhecimento sobre o nosso planeta e os seus processos naturais, e fornecendo conhecimentos valiosos para a tomada de decisões sobre questões globais importantes, como as mudanças climáticas que estamos a enfrentar.

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    “PORQUE É QUE A ANTÁRTIDA É O ÚNICO CONTINENTE DO NOSSO PLANETA QUE NÃO PERTENCE A NINGUÉM?

    Pense um pouco. Se o Homem teve sempre o desejo de ter terra para si, porque será que a Antártida não pertence a ninguém? Poderá pensar que não tem interesse para ninguém. Se pensa assim, prepare-se…

    A Antártida corresponde a cerca de 10% da superfície do planeta, e as mudanças do clima no continente e do Oceano antártico podem afetar o resto do planeta. É o continente mais frio, mais alto e mais ventoso do planeta. É tão remoto que nem mesmo o famoso explorador James Cook conseguiu chegar ao continente quando o tentou 2 vezes no século XVIII. A Antártida é um continente rico em recursos marinhos e terrestres: sabemos hoje que poderá possuir diamantes, ouro, petróleo e os seus mares possuem camarão e peixes abundantes. Esta abundância é traduzida em haver muitas focas, pinguins e baleias, que foram caçadas pelo Homem principalmente nos séculos XIX e XX.

    As movimentações de vários países com interesse sobre a Antártida é notória com expedições nacionais a esse continente principalmente a partir do séc. XIX. No início do séc. XX, exploradores como Admundsen, Scott, Dawson e Shackleton tiveram papéis muito importantes para aumentar a visibilidade deste continente. Com o fim da Segunda Guerra Mundial, as tensões sobre aquela região aumentaram… Para resolver a situação, as maiores potências mundiais decidiram que este continente deveria ser de toda a humanidade. E assim surgiu o Tratado da Antártida, que Portugal assinou em 2010.

    O Tratado da Antártida, inicialmente redigido em 1959, defende que este continente deverá ser para a ciência e para a Paz, sem fins militares, e explicita que todas a reclamações de áreas da região Antártica ficassem sem efeito. Concluindo, que a Antártida seja para toda a Humanidade. Com este Tratado, vieram medidas ambientais importantes como as convenções sobre a proteção da fauna e flora, do estabelecimento de uma comissão para a conservação dos recursos marinhos vivos (CCAMLR) e, mais recentemente, da Comissão para a Proteção Ambiental (CEP). Esta última comissão, surgiu através do Protocolo de Proteção Ambiental, também conhecido pelo Protocolo de Madrid (onde foi assinado), que Portugal assinou em 2014. Este Protocolo é extremamente

    (...)

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    José Xavier

    Associação Portuguesa de Imprensa”

    Por: Luís Dias

     

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