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Edição de 20-09-2021
Jornal Online

SECÇÃO: Ciência


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A inteligência tem vindo a aumentar?

Depois de uma pequena paragem no mês de agosto, voltamos com um tema novo que ainda suscita algumas dúvidas aos investigadores: a inteligência. Como podemos definir a inteligência e, mais importante, como a podemos medir? Será a evolução da sociedade acompanhada por um aumento da inteligência do ser humano?

Na realidade, a definição da própria palavra inteligência tem sido um desafio. Ao longo da história a definição foi mudando com a evolução da sociedade e a palavra foi adquirindo significados diferentes. Hoje podemos definir a inteligência como a capacidade de alguém, ou algo, para o exercício da lógica, da abstração, da memorização, da compreensão, do autoconhecimento, da comunicação, da aprendizagem, do planeamento e, por fim, da resolução de problemas.

Assim como a procura da correta definição de inteligência tem sido um enorme desafio, também a investigação no desenvolvimento de testes e métodos para mensurar a inteligência tem sido alvo de controvérsias e discordâncias pela comunidade científica. Hoje em dia existem vários métodos diferentes para medir a inteligência, sendo o método padrão e mais amplamente aceite a medição do “Quociente de Inteligência”, conhecido como o QI.

Os testes de QI também tiveram a necessidade de serem reformulados uma vez que a comunidade científica tem encontrado evidências de uma melhoria do QI geral da população, ao longo do tempo. O pioneiro cientista político James Flynn foi o primeiro a sustentar esta ideia provocadora: a de que a humanidade fica mais inteligente a cada nova geração, fenómeno conhecido atualmente como o Efeito Flynn. Este efeito defende que o QI médio da população aumenta cinco pontos a cada 15 anos. Flynn defende que se testássemos seres humanos que viveram há cerca de cem anos atrás utilizando os atuais testes de QI atingiriam um valor médio de 70. Já esses mesmos testes se fossem testados hoje na população o resultado médio atingiria os 130. Numa palestra em 2013, Flynn lançou o desafio à audiência em forma de provocação: “A diferença nos resultados significaria que eles eram mentalmente retardados e nós, superdotados?”. Não, sugere Flynn no seu livro, ainda sem publicação em Portugal, “Are We Getting Smarter?”. O cientista explica que as diferenças de valores seriam explicadas pela evolução das sociedades mundiais, num mundo que cada vez exige mais habilidades mentais e, ao mesmo tempo, consegue dar condições para que essas mesmas habilidades surjam. Entre as possíveis causas para esse efeito, estão as melhorias na assistência médica, na alimentação, na educação e no acesso à informação, com o desenvolvimento da internet. Como explica Flynn no seu livro, uma criança subnutrida e com problemas de saúde, por exemplo, não terá tantas calorias disponíveis para abastecer o cérebro, um órgão que exige até 25% de toda a energia consumida pelo corpo.

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“O que torna a inteligência humana excepcional?

Cientistas lançam um jogo denominado hexxed, desenhado para mapear a inteligência humana, este jogo está disponível gratuitamente para todo o mundo.

Num curto espaço de tempo e com muito poucas instruções, conseguimos resolver problemas complexos a partir do zero como, por exemplo, encher o porta-bagagens de um carro com carga que é aparentemente excessiva para o espaço disponível. Esta é a essência da inteligência humana - a sua natureza rápida e flexível. Mas qual é o processo mental que nos permite criar estratégias novas e complexas? E as máquinas “inteligentes”, será que utilizam processos semelhantes ou serão estes fundamentalmente diferentes?

Para responder a estas questões, cientistas do Centro Champalimaud, em Lisboa, Portugal, e da Universidade da Califórnia, Berkeley, criaram o hexxed - um jogo para telemóvel que consiste numa série de puzzles desafiantes e divertidos e que foi desenhado para fornecer uma visão única sobre como funciona a inteligência. A app é gratuita e tem versões compatíveis com iphone e android.»

Levar a ciência para fora do laboratório

“O hexxed junta-se a uma tendência global dos denominados jogos de ciência cidadã - onde, ao jogar, indivíduos em todo o mundo podem contribuir para descobertas científicas”, diz Gautam Agarwal, um dos cientistas que desenvolveu o jogo como parte do seu projeto de investigação no laboratório liderado por Zachary Mainen, na Fundação Champalimaud.

Qual o motivo para levar estas experiências para fora do laboratório? De acordo com Agarwal, os jogos online são a forma ideal de obter conjuntos de dados, diversificados e de dimensão grande o suficiente para permitir explorar questões difíceis, entre elas - como é que a idade e o background cultural influenciam as diferentes formas de pensar?

“As experiências em ambiente laboratorial têm um número limitado de sujeitos e são, geralmente, repetitivas e enfadonhas. Por outro lado, os jogos online podem ser jogados por um número ilimitado de pessoas, em qualquer parte do mundo, e conduzir os jogadores a uma total entrega e participação, ficando como que imersos numa cadência constante de experiências novas e evolutivas”.

(...)

leia este artigo na íntegra na edição impressa.

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Centro Champalimaud – comunicação de ciência Ciência na Imprensa Regional – Ciência Viva”

Por: Luís Dias

 

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