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Edição de 31-03-2021
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    Arquivo: Edição de 28-02-2021

    SECÇÃO: Ciência


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    A chave está no equilíbrio

    Com a enorme quantidade de informação que está disponível hoje em dia, torna-se crucial saber filtrar essa informação. Segundo a Direção-Geral da Saúde (DGS), uma alimentação saudável deve ser completa, variada e equilibrada, conseguindo proporcionar a uma pessoa a energia necessária para o seu bem-estar físico. Para a obtenção desse equilíbrio devemos ter em atenção que há alimentos que devemos consumir em maior quantidade em detrimento de outros cujo consumo deve ser mais espaçado. Neste aspeto, os nutricionistas são unânimes em dizer que as frutas e os vegetais devem estar na base da pirâmide alimentar por fazerem parte do grupo de alimentos que fornece uma quantidade significativa de fibras, vitaminas e minerais, nutrientes importantíssimos para o adequado funcionamento do nosso metabolismo.

    Entre os frutos, um que tem vindo a ganhar cada vez maior protagonismo na alimentação dos portugueses são os mirtilos, principalmente pela sua reconhecida capacidade antioxidante. Os antioxidantes são substâncias que existem naturalmente nos alimentos sob a forma de vitaminas, minerais e outros compostos. Acredita-se que ajudam a prevenir certas doenças ao combaterem os radicais livres. Estes radicais livres são formados em processos orgânicos do dia-a-dia como a respiração, sendo intensificados em ambientes pouco saudáveis pelos contaminantes atmosféricos e o fumo do tabaco. Diversos estudos indicam que as quantidades adequadas de antioxidantes ajudam a evitar danos nas células, tendo um papel importante na redução do risco de diversos cancros, problemas cardiovasculares e doenças degenerativas, como o Alzheimer e o Parkinson.

    O mirtilo, cujo nome científico é Vaccinium corymbosum, é uma espécie norte-americana, com origem no leste do Canadá e Estados Unidos, tendo hoje uma grande relevância económica em diversas partes do mundo onde é cultivada. Esta espécie caracteriza-se pelas suas pequenas bagas de cor azul escura, desenvolvendo-se sob a forma de um arbusto de pequenas dimensões que pode alcançar cerca de 1 a 1,5m de altura. Considerado o “rei dos antioxidantes” é também rico em vitaminas, A, B e C, sais minerais, magnésio, potássio, cálcio, fósforo, ferro, manganês, açucares, pectina, tanino, ácido cítrico, málico e tartárico. Além desta riqueza nutricional, o mirtilo é extremamente versátil em termos culinários encontrando-se cada vez mais na gastronomia portuguesa.

    Como refere o artigo que apresentamos este mês, o impacto de todas estas propriedades no organismo humano ainda carecem de estudo sendo, no entanto, o seu consumo equilibrado uma mais-valia para a nossa alimentação. Como em tudo na vida, no equilíbrio é que está a chave para uma alimentação correta.

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    “O consumo continuado de mirtilo tem um forte impacto no fígado

    Uma equipa multidisciplinar de cientistas da Universidade de Coimbra (UC) descobriu que o consumo continuado de mirtilo em doses diárias de cerca de 240 gramas tem um forte impacto hepático, fornecendo pistas importantes para orientar um consumo saudável e seguro destas bagas muito ricas em antioxidantes.

    A descoberta, já publicada na revista Pharmaceutics, aconteceu no decorrer de um estudo que pretende avaliar os possíveis efeitos benéficos do sumo de mirtilo no contexto da pré-diabetes, em modelo animal.

    Considerando a composição fitoquímica enriquecida do mirtilo, numa diversidade de compostos bioativos «que parecem poder conferir inúmeros efeitos protetores em distintas condições, pareceu-nos muito pertinente perceber igualmente qual o impacto do consumo deste “superalimento” de forma prolongada, numa condição saudável», explicam os coordenadores do estudo, Flávio Reis e Sofia Viana, do Instituto de Investigação Clínica e Biomédica de Coimbra (iCBR), da Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra (FMUC).

    Para tal, os investigadores avaliaram um conjunto de parâmetros metabólicos, com destaque para o fígado, e em particular para as funções mitocondriais, em ratos adultos submetidos durante 14 semanas a um consumo regular de sumo natural de mirtilo (equivalente no homem a um copo e meio de sumo por dia).

    No final da experiência, ao analisar os resultados, nomeadamente ao nível da mitocôndria – a casa energética da célula – hepática, observou-se que nos ratos pré-diabéticos «havia uma proteção da esteatose hepática (acumulação de gordura no fígado) e um impacto enorme ao nível da mitocôndria», afirma Sara Nunes, aluna de doutoramento no âmbito deste projeto. No caso dos ratos saudáveis, destaca, «verificámos que o consumo de sumo de mirtilo não teve impacto no perfil metabólico e não foram registadas alterações a nível intestinal. No entanto, o impacto hepático foi surpreendente, particularmente na função mitocondrial, semelhante a um efeito de uma dieta hipercalórica».

    Os resultados observados nos ratos saudáveis sugerem que o consumo continuado de mirtilo força uma reprogramação metabólica, cujas consequências (benéficas ou nefastas) permanecem por esclarecer. A equipa acredita que «o forte impacto hepático gerado pelo consumo continuado de mirtilo pode permitir prevenir ou atenuar contextos de doença, como, por exemplo, a diabetes e a obesidade, mas não podemos descartar a hipótese de poder provocar algum tipo de desequilíbrio e ter consequências nocivas para a saúde».

    Por isso, o passo seguinte do estudo vai centrar-se em clarificar ambas as hipóteses, de modo a contribuir para um consumo de mirtilo seguro, «no sentido de melhor elucidar se esta resposta adaptativa resultante do consumo prolongado de mirtilo se traduzirá em benefícios ou se, pelo contrário, poderá estar associada a efeitos nefastos. No contexto dos hábitos atuais de uma parte da população, esta investigação reveste-se de particular relevância», assinalam Flávio Reis e Sofia Viana.

    Os benefícios do mirtilo para a saúde estão intimamente relacionados com a atividade antioxidante, «principalmente devido ao seu alto teor em compostos fenólicos.

    (...)

    leia este artigo na íntegra na edição impressa.

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    Cristina Pinto

    - Assessoria de Imprensa

    - Universidade de Coimbra

    - Comunicação

    de Ciência/Ciência

    na Imprensa Regional

    – Ciência Viva”

    Por: Luís Dias

     

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