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Edição de 30-09-2020
Jornal Online

SECÇÃO: Editorial


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Um ano atípico

A pandemia continua a ser uma marca indelével dos nossos dias. Começou em março (já lá vão seis meses) e ninguém sabe ainda quando termina nem o que aí vem, no que respeita a número de infetados e de vítimas mortais. Acredita-se que no início do próximo ano esteja disponível uma vacina que pode vencer a Covid-19. Oxalá.

Tal como é habitual, a redação do jornal “A Voz de Ermesinde” esteve de férias no mês de agosto, como tantos outros ermesindenses e portugueses. Umas férias que para a maioria também assumiram características completamente diferentes daquelas a que estava habituada. Algumas pessoas, por medo do alastramento da pandemia, rumaram ao interior do país, outras continuaram a dirigir-se para as praias do Litoral e, sobretudo, para o Algarve. Outras, ainda, pela baixa de rendimentos que a falta de trabalho lhes acarretou, ficaram em casa.

Findas as Férias de Verão, independentemente da forma como foram vividas, cá estamos, com o contributo dos nossos colaboradores e anunciantes, a dar notícias aos nossos fiéis leitores daquilo que vai acontecendo, embora a atividade das coletividades e de muitas instituições ainda se encontre semiparalisada, por efeito direto e indireto da pandemia.

O nosso regresso em setembro coincide normalmente com um novo ano letivo e este ano, no que respeita ao calendário, tudo se mantém igual.

Mas, a realidade é significativamente diferente: desta vez os alunos entram de máscara na escola e lá permanecem todo o dia assim. Têm de cumprir mais uma série de regras que decorrem do plano de contingência que cada escola, seguindo as diretrizes emanadas do Governo e do respetivo Ministério, teve de elaborar, procurando assegurar o distanciamento social e evitar os ajuntamentos.

Mais de um milhão e 300 mil alunos regressaram às várias escolas de todo o país, no decurso da 2.ª quinzena de setembro. No momento em que escrevemos estas linhas, ainda nem passaram duas semanas de aulas, mas já há notícia de que pelo menos uma dúzia de escolas tem surtos ativos de Covid-19, envolvendo meio milhar de pessoas. Nestes casos, conforme as circunstâncias, assim as turmas e os professores podem ser enviados para quarentena, ou apenas aqueles que se encontram infetados. O Governo tem repetido com insistência que as aulas presenciais são para manter e só em casos de particular gravidade poderá haver confinamento que leve os alunos para casa e às aulas à distância. Pelas informações que nos têm chegado à redação, essa é também a vontade dos profissionais do nosso sistema de ensino e dos próprios alunos, pois nada consegue superar, em termos de eficácia das aprendizagens, o ensino presencial. Por outro lado, a economia do país não pode sofrer outro embate como aquele que conheceu a partir de meados do 3.º mês do ano, por isso, as crianças em idade escolar não podem ficar em casa, impedindo os pais de se deslocarem para os respetivos trabalhos.

Em Ermesinde, nos estabelecimentos de ensino público e privado mais de 4000 alunos frequentam as várias escolas da cidade e, para já, não temos informação de grandes complicações. Já a Universidade Sénior de Ermesinde, dada a média de idades dos seus alunos, se viu obrigada a adiar as aulas presenciais, ficando por ora por aulas à distância, com recurso a várias plataformas digitais de comunicação.

Como também é costume no início de cada ano letivo, “A Voz de Ermesinde” sondou os vários estabelecimentos escolares da cidade, para saber o número de alunos que temos, nos vários níveis de ensino, ouviu professores e alunos para saber das suas preocupações e expetativas para o corrente ano letivo. A todos, professores, alunos, funcionários, pais e famílias desejamos um bom ano letivo, apesar das contingências do momento.

Por: Manuel Augusto Dias

 

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