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Edição de 31-07-2020
Jornal Online

SECÇÃO: Saúde


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Verão também é tempo de insetos – o que fazer?

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Chegado o tempo mais quente, não tardam em surgir diversos insetos que podem incomodar bastante o nosso dia-a-dia e até provocar situações mais complexas. Assim, é importante ter noção dos insetos que originam picadas, que mais comummente se encontram no nosso país, bem como o que deve ser feito para cada um deles, de modo a evitar complicações.

QUAIS OS INSETOS QUE MAIS COMUMMENTE NOS PICAM OU MORDEM?

São eles: abelha, vespa/vespa asiática, mosquito, melga, pulga, carraça, aranha e percevejos.

AS PICADELAS/MORDEDURAS SÃO PREOCUPANTES?

A maioria das mordeduras e picadas de insetos não são graves e resolvem-se em algumas horas ou dias. Contudo, ocasionalmente, estas podem infetar, causar reações alérgicas de gravidade variável (potencialmente graves como a anafilaxia) ou provocar doenças graves como a malária, a doença por vírus Zika, a Dengue (todas transmitidas por mosquitos) ou a doença de Lyme (transmitida por carraças).

QUAIS OS SINAIS/SINTOMAS DE UMA PICADA/MORDEDURA?

As mordeduras de inseto geralmente levam ao surgimento de uma região avermelhada e inchada na pele, que pode ser dolorosa e/ou provocar comichão. Estes sintomas geralmente melhoram em horas ou dias, mas em alguns casos podem perdurar por mais tempo.

COMO TRATAR UMA MORDEDURA OU PICADA DE INSETO?

A maior parte das situações de picada ou mordida pode ser tratada em casa, sem recorrer aos serviços de saúde. Os cuidados a ter variam consoante o inseto e os sintomas que ocorrem:

- Remover o ferrão ou parte do inseto se ainda estiver na pele;

- Lavar o local da picada com água corrente;

- Aplicar uma compressa fria (ou pano com água fria) ou gelo se o inchaço permanecer por mais de 10 minutos;

- Se surgir dor, como nas picadas de abelha ou vespas, pode ser tomado um analgésico, como o paracetamol, na dose recomendada conforme a idade/o peso;

- Se possível, elevar a área afetada para reduzir o inchaço; aplicar gelo também pode ajudar;

- Evitar coçar a zona afetada, de modo a reduzir o risco de infeção. Se a comichão for intensa, pode-se aplicar gelo ou uma pomada refrescante de venda livre nas farmácias;

- Evitar utilizar remédios caseiros como vinagre e bicarbonato.

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QUANDO DEVO RECORRER A CUIDADOS DE SAÚDE?

- Se os sintomas (dor, comichão ou inchaço) não melhorarem dentro de alguns dias, ou se se agravarem;

- Se a picadela for na boca, garganta ou próximo dos olhos;

- Se uma grande área de pele (aproximadamente 10 cm ou mais) circundante à ferida ficar avermelhada ou inchada;

- Se no local da picada surgir pus ou dor, inchaço ou vermelhidão progressivamente mais intensos;

- Se tiver sintomas de uma infeção generalizada, como febre alta ou inchaço de gânglios.

De notar que há alguns sinais/sintomas considerados de alarme e que indicam que está a ocorrer uma reação alérgica: se esta for ligeira, a pele fica inchada, vermelha e dolorosa (o que provavelmente resolve dentro de uma semana); se for grave, pode causar sintomas como falta de ar, tonturas e inchaço da face ou da língua, o que requer tratamento médico imediato. Assim, caso surjam os sintomas abaixo descritos, é obrigatório recorrer a um serviço de urgência:

- Dificuldade em respirar;

- Respiração ruidosa;

- Face ou boca/língua inchadas;

- Mal-estar geral;

- Palpitações (coração a bater muito depressa);

- Tonturas;

- Dificuldade em engolir;

- Perda de consciência (desmaio).

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COMO PREVENIR MORDEDURAS E PICADAS DE INSETO?

Existem algumas medidas simples que podem ser adotadas para reduzir o risco de ser picado por um inseto, nomeadamente:

- Permanecer calmo, distanciando-se lentamente de vespas, abelhas ou abelhões (não agitar os braços ou tentar afastar os insetos);

- Cobrir a pele exposta usando mangas compridas e calças, assim como sapatos fechados;

- Aplicar repelente de insetos na pele exposta - os que contêm entre 20%-50% de DEET (dietiltoluamida) são os mais eficazes;

- Evitar perfumes fortes nos sabonetes, champôs e desodorizantes;

- Não perturbar ninhos de insetos;

- Estar atento se permanecer em zonas com flores, lixo, águas paradas (lagos e pântanos) e em zonas onde a comida é servida no exterior. Deve manter-se os alimentos e bebidas cobertos enquanto se está a consumi-los ao ar livre (especialmente os doces);

- Em zonas de risco, manter portas e janelas do carro fechadas, especialmente ao final do dia;

- Utilizar uma rede mosquiteira para prevenir a entrada de insetos;

- No caso particular das carraças: optar por caminhar em trilhos e evitar zonas de erva alta, usar camisolas de manga comprida e entalar as calças nas meias em zonas infestadas, optar por tecidos claros para conseguir identificar a carraça, aplicar repelente de insetos na pele exposta e inspecionar a pele (cabeça, pescoço e pregas como axilas, virilhas e zona da cintura), após os passeios, especialmente ao final do dia. Inspecionar a roupa usada no exterior e o pêlo dos cães.

- Em viagem: Ficar particularmente atento se em zonas onde existe o risco de contrair doenças graves através de picadas ou mordidas de insetos. Em alguns casos poderá ser necessário fazer tratamento para prevenir o desenvolvimento destas doenças (por exemplo, a malária). É muito importante recorrer à Consulta do Viajante em viagens ao estrangeiro.

O CASO PARTICULAR DA VESPA ASIÁTICA!

A vespa Velutina Nigrithorax, conhecida por vespa asiática, presente em Portugal desde 2011, representa riscos para a saúde pública. O principal impacto desta espécie é a predação das abelhas e outros insetos polinizadores, mas sempre que se sente ameaçada (ou os seus ninhos), pode reagir de forma agressiva, frequentemente em grupo, com perseguições que podem durar centenas de metros. Presente principalmente em zonas urbanas e periurbanas, pode ser observada a partir de maio, em grandes ninhos, albergando algumas centenas de vespas, localizados em árvores ou estruturas edificadas. A picada deste animal é dolorosa e provoca uma reação local de inchaço e vermelhidão similar à picada de outros insetos, como a abelha e a vespa. Esta não representa risco grave para a saúde da pessoa picada, a não ser em caso de alergia ao veneno. Neste caso, e se se verificarem muitas picadas, pode levar a um choque anafilático potencialmente grave.

(...)

leia este artigo na íntegra na edição impressa.

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Telma Lopes*

*Médica Especialista de Medicina Geral e Familiar, Matosinhos

Catarina Rebelo**

**Médica Interna de Medicina Geral e Familiar, Matosinhos

 

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