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Edição de 30-06-2020
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    Arquivo: Edição de 31-05-2020

    SECÇÃO: Editorial


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    Regresso à suposta normalidade

    Esgotado o prazo da fase de emergência no passado dia 2 de maio que quase parou o país, durante mês e meio, segue-se o estado de calamidade, com o regresso a uma suposta normalidade, que está ainda muito longe de o ser (aliás, não se sabe se alguma vez o será, dentro daquilo que eram os nossos diversos hábitos).

    Reabriram as escolas secundárias para os alunos que frequentam disciplinas sujeitas a exame, começaram a abrir os restaurantes, os cafés e as esplanadas, bem como as lojas de maior dimensão e os espaços museológicos. Intensificou-se o trânsito nas ruas, estradas e autoestradas, e a vida, pouco a pouco, parece voltar à normalidade. Mas é uma normalidade, muito aparente, porque as regras de convivência social continuam a apostar num distanciamento social obrigatório e no uso de máscara nos locais públicos. Entretanto, o bom tempo empurrou muitas pessoas para a praia e, se uns interiorizaram a necessidade de atitudes e comportamentos cuidados e responsáveis, outros acharam que o tempo é de absoluta normalidade e que a possibilidade de serem infetados não é para eles (porque, “só acontece aos outros”).

    Na verdade, qualquer semelhança com o que era a nossa vida antes da pandemia é pura coincidência. É ponto assente que a partir de agora os nossos hábitos pessoais e sociais se alteraram. Se alguns têm esperança de que, dentro de pouco tempo, toda esta tragédia termine porque o vírus deixa de ser uma ameaça, outros, porventura mais acautelados e contidos, têm sérias reservas quanto a tal alvitre.

    O regresso à desejada normalidade, com a anunciada retoma do futebol ao mais alto nível, mas sem espetadores diretos, trouxe também as tradicionais lutas políticas internas, em torno do ministério das Finanças, das próximas eleições presidenciais, das transferências de milhões dos cofres do estado para bancos e empresas.

    Virando-me, agora, para a nossa cidade e para o jornal que lhe dá voz, a maioria do seu conteúdo diz respeito, como não podia deixar de ser, à situação muito preocupante que se vive, em resultado da pandemia.

    A nossa atenção centrou-se nas pessoas que sofreram, de imediato, cortes nos seus rendimentos e que têm de ter o apoio das instituições e das pessoas para poderem sobreviver e superar esta fase particularmente difícil das suas vidas.

    Assim, ouvimos os responsáveis pela Refood de Ermesinde, pela Conferência de S. Vicente de Paulo, o executivo da Junta de Freguesia e a Câmara Municipal. Fica-nos a convicção de que todas estas instituições estão a fazer o seu melhor no sentido de apoiar quem realmente precisa, peça ou não essa ajuda. Também as pessoas particulares que podem vão ajudando diretamente, ou fazendo serviço de voluntariado para permitir que todos possam ter o mínimo para sobreviver com dignidade. Divulgamos email e Iban para quem quiser contribuir para ajudar os que mais precisam, nesta fase tão complicada da vida da nossa comunidade.

    Introduzimos, nesta edição, um estudo sobre o impacto que a pandemia está a ter na educação das nossas crianças e jovens, que não vão à escola física, desde o meio de março. Os pais tiveram de acrescentar às suas tradicionais funções domésticas e laborais a de apoio docente aos seus filhos, para que eles acompanhem, efetivamente, todo o processo de ensino-aprendizagem que lhes é proposto diariamente, por escolas e professores. Não está a ser fácil para ninguém, e os alunos sentem falta da escola e da interação com colegas e professores. Oxalá, o início do próximo ano letivo se faça com mais normalidade e os alunos consigam, efetivamente, superar as dificuldades e sequelas que, por certo, hão de ficar deste longo período de Escola à Distância.

    Queremos acreditar que a normalidade em pleno há de chegar e que o Homem, mais uma vez, será capaz de ultrapassar este período menos positivo do seu porvir.

    Por: Manuel Augusto Dias

     

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