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Edição de 31-10-2018
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    Arquivo: Edição de 31-07-2018

    SECÇÃO: Editorial


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    Vila há 80 anos

    No passado dia 12 de julho completaram-se 80 anos sobre a data em que Ermesinde foi elevada à categoria de Vila. Era um título que já usava mesmo antes das autoridades governativas lho reconhecerem, em virtude do grande número de habitantes e dos sinais de prosperidade que evidenciava.

    O seu crescimento imparável começou no período da Primeira República e manifestou-se no cada vez maior número de pessoas, indústrias, comércio e até turismo interno - o Leça, então puro e límpido, fez de Ermesinde uma estância balnear das gentes do Porto que para aqui rumavam em grande número ao fim de semana. A linha do elétrico n.º 9 saía da Praça de D. Pedro (hoje Praça da Liberdade, bem no centro da Capital do Norte), e vinha, primeiro até à Areosa, mais tarde até Águas Santas e, a partir de 8 de fevereiro de 1916, até Ermesinde (Largo da Estação), percorrendo uma extensão total de 10 382 metros. Este benefício, em termos de comunicações, a juntar à via-férrea que já existia há mais de 40 anos, ficou a dever-se a muita insistência e esforço de algumas das mais destacadas personalidades ermesindenses daquele tempo, designadamente Augusto César Mendonça, Amadeu Vilar, Dr. Joaquim Maia Aguiar, José Joaquim Ribeiro Teles, Alberto Dias Taborda e Francisco Silveira Machado Soares. Segundo registos conhecidos, entre julho de 1920 e julho de 1922, venderam-se quase 500 mil bilhetes para o elétrico que ligava o Porto a Ermesinde. Aquando da implantação da República (em 1910), S. Lourenço de Asmes ainda era acentuadamente rural. Tinha apenas 3500 habitantes (mas 35 anos antes, quando o comboio ainda cá não tinha chegado, eram só 1200), sendo a 2.ª freguesia mais populosa do concelho, logo a seguir à da sede, onde residiam mais 200 pessoas. Decorrida, entretanto, a 1.ª década de regime republicano e 4 anos após a chegada do elétrico a Ermesinde, o número dos seus habitantes aumentou 25%, passando para 4403 habitantes, tornando-se, desde então, a freguesia mais populosa do concelho de Valongo (a sede do concelho, na mesma década, viu até baixar a sua população residente em mais de 3%, talvez devido ao impacto da 1.ª Grande Guerra e à pneumónica, fixando-se, em 1920, em 3605 pessoas).

    Já no fim da década de 1920, outro importante melhoramento chegava a Ermesinde, a iluminação elétrica, era domingo, dia 29 de setembro de 1929, quando os ermesindenses inauguravam, festivamente, a iluminação das suas principais ruas com a nova energia. Nesse tempo, muitas sedes de concelho, pelo país fora, estavam ainda longe de conseguir tal melhoria.

    Nessa altura, Ermesinde mostrava já um grande dinamismo comercial e industrial, sobretudo no setor dos têxteis e da cerâmica. Também o Colégio de Ermesinde, criado no decurso da Primeira República, se tornou um autêntico "ex-libris" desta terra, primeiro, como Internato da Escola Guerreiro (1911-1912) e, desde 1912, como Colégio de Ermesinde. Também a prestigiada Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Ermesinde seria fundada logo no início da década de 1920 (mais concretamente, no dia 1 de junho de 1921).

    Sobre as circunstâncias concretas da elevação a vila, no ano de 1938, pode o leitor ficar com mais pormenores, lendo o artigo que publicamos na página 19 desta edição.

    Em 1938, aquando da elevação a vila, a Junta de Freguesia de Ermesinde tinha como presidente, Serafim Ferreira dos Santos; vice-presidente e secretário, Adelino da Costa Freitas; e tesoureiro, Agostinho Marques Assunção.

    Como o seu progresso e desenvolvimento continuaram, já nas décadas de 1970 e 1980, Ermesinde merecia, quer pelo número de habitantes quer pelas características da povoação, o título de cidade. Chegaria 52 anos depois da elevação a vila, já no período da democracia, a 13 de julho de 1990.

    Agora, importa que os poderes autárquicos tudo façam para que os ermesindenses desfrutem de qualidade de vida que merecem. Têm sido dados passos importantes nesse sentido, como a inauguração do Parque Urbano ou, mais recentemente, da Loja do Cidadão. Mas é preciso ir mais longe…

    NOTA: Votos de Boas Férias. Como é hábito "A Voz de Ermesinde" não se publicará no mês de agosto; voltará em setembro. Aos nossos leitores, colaboradores e anunciantes formulamos os melhores votos de Boas Férias!

    Por: Manuel Augusto Dias

     

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