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Edição de 31-07-2018
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    Arquivo: Edição de 31-03-2018

    SECÇÃO: História


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    60.º ANIVERSÁRIO DO CENTRO SOCIAL DE ERMESINDE (37)

    "Sopa dos Pobres de Ermesinde"

    O antepassado deste periódico, com o título "Sopa dos Pobres de Ermesinde", que se publicou entre janeiro de 1958 e janeiro de 1960 (inclusive), ao longo de 23 números, teve como diretor, Manuel Ferreira Ribeiro, e editor, António Reis Júnior. Nesse período, a redação funcionou sempre nas instalações da Casa do Povo de Ermesinde. A composição e impressão começou a ser feita na "Empresa de Publicidade do Norte", na cidade do Porto, passando, a partir do n.º 7, para a "Editorial Crisos, de Ermesinde", a partir do n.º 16/17 para a "Esc. Tip. Of. São José", do Porto e, a partir do n.º 23, para a "Sociedade de Papelaria Lda.", do Porto

    O n.º 1 da "Sopa dos Pobres de Ermesinde", com apenas 4 páginas, apresentou colaborações assinadas de Manuel Ribeiro (diretor), António Reis, Elmano Silva, J. V., Aurélio de Sousa Ribeiro e Manuel Ramos Nogueira. O seu conteúdo serviu para explicar aos leitores a sua razão de ser, recordar a figura importante da fundação da Obra de Caridade, chamada "Sopa dos Pobres de Ermesinde" - o Prof. Sebastião Pereira, falar da pobreza que então existia, da atividade da "Sopa dos Pobres" e, entre outras coisas, recordar o Teatro Amador em Ermesinde, falando concretamente no grupo ermesindense "Flor de Sampaio".

    Os primeiros 4 anúncios, publicados nas páginas 3 e 4 da edição n.º 1, foram da "Casa de Malas, de Normando Virgílio Teixeira Campos, Largo da Feira, em Ermesinde"; do "Café Central, de Matosinhos, situado na Rua Rodrigues de Freitas"; das "Malas Victória, de A. R. Moreira, no Alto da Costa, em Ermesinde e com Oficina no Porto, na Rua Visconde de Setúbal" e da "Drogaria da Travagem, de Braz & Ramos, Limitada, na Rua Elias Garcia, em Ermesinde". No período de publicação da "Sopas dos Pobres", quase todos as edições foram de 4 páginas, com as seguintes exceções: n.º 12 (20 páginas), n.º 13 (8 páginas), n.º 16/17 (8 páginas), n.º 19 (10 páginas), n.º 23 (12 páginas) e n.º 24 (8 páginas).

    A ÚLTIMA PÁGINA DA ÚLTIMA EDIÇÃO DESTE ÓRGÃO DE INFORMAÇÃO COM O TÍTULO
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    Nos números seguintes, surgem novos colaboradores: Frei Lourenço Moreira da Silva (n.º 2 [o n.º indicado dentro de parêntesis curvos é uma referência ao n.º do jornal em que surge pela primeira vez um artigo assinado pelo novo colaborador]), monge no Mosteiro de Singeverga, natural de Ermesinde, que se congratula com o aparecimento do novo jornal; Fernando Alvarenga (n.º 2), homem das letras, que também tem palavras de elogio para com o novo mensário ermesindense; F. C. (n.º 2) que faz uma uma entrevista ao Presidente da "Sopa dos Pobres", António Moreira; A. Vale (n.º 2) [no n.º 10, surge uma colaboração assinada por A. Ferreira do Vale, achamos que se trata da mesma pessoa] que liga, na missão altruísta, a "Sopa dos Pobres" e os "Bombeiros de Ermesinde"; Manuel Joaquim Catarino (n.º 2) que apela à generosidade dos que podem para ajudar os que precisam; Manuel Joaquim Moreira dos Santos (n.º 4), que se congratula com os primeiros passos do novo jornal de Ermesinde; António Coutinho (n.º 4) que enaltece todas as obras de auxílio social; Manuel Feliciano Vieira da Cruz (n.º 5), presidente da Junta de Freguesia de Ermesinde, que esclarece os leitores acerca de alguns problemas em Ermesinde de que o jornal fez eco; A. C. (n.º 5) que fala da história de S. Lourenço de Asmes/Ermesinde e destaca as Festas da Santa Rita desse ano de 1958; António Pinto Costa (n.º 5) que a propósito de um artigo publicado no Jornal de Notícias se refere aos pobres de Ermesinde; José A. F. Ribeiro (n.º 7) que critica a falta de unidade dos homens de boa vontade, de Ermesinde; Marques de Almeida (n.º 7) que se mostra admirador da obra da "Sopa dos Pobres de Ermesinde" - será colaborador deste jornal e de "A Voz de Ermesinde" ao longo de muitos anos; Maria Rosa de Sousa Reis (n.º 8) que publica um poema intitulado "Uma boa acção"; Luís António (n.º 8) que divulga o movimento da Cantina da "Sopa dos Pobres" no mês de julho de 1958; Carlos de Valle Bom (n.º 9) que divulga o 1.º de uma série de contos, destinados aos leitores mais jovens; M. Nogueira (n.º 10) que levanta problemas relacionados com o acumular de lixo nas ruas da vila, e a má frequência do lardo da estação, sala de visitas de Ermesinde; José Ferreira Raimundo (n.º 11) que escreve sobre a mendicidade em Ermesinde; Maria Beatriz de Arrochela Lobbo (n.º 12) que escreve sobre a Rainha Santa Isabel; Manuel Conceição Pereira (n.º 12) que escreve sobre os ausentes da Pátria e na primeira página do 1.º suplemento do jornal por ocasião do Natal de 1958 - nome importantíssimo neste órgão de comunicação social de que foi redator (figurando nesta qualidade, desde o n.º 20, no cabeçalho do jornal), administrador e diretor; Alberto Delgado (n.º 12) que publica uma carta de um soldado expedicionário na Índia, sob a forma de poema; major Aires Martins (n.º 12) que sob o título "Afirmação de Espírito" elogia todos aqueles que se consagram à causa dos pobres; Luís Bastos Gonçalves (n.º 13) que publica um poema dedicado ao "Menino Jesus"; João Netto (n.º 15) que divulga o seu Poema "Milagre das Rosas"; C. Abbot (n.º 18) que assina os desenhos da primeira banda desenhada do jornal, com versos de M. R. [Manuel Ribeiro] sobre a história de Ermesinde; Maria Augusta Nogueira (n.º 21) que publica um poema dedicado à "Sopa dos Pobres".

    O último n.º deste jornal com o título "Sopa dos Pobres de Ermesinde", que por engano tem o n.º 25, no cabeçalho, em vez de 24, datado de janeiro de 1960, tem 8 páginas, a última das quais, é de publicidade ao Colégio de Ermesinde (ver imagem) apresentando uma imagem aérea deste importante estabelecimento de ensino da então vila de Ermesinde que levou longe, por boas razões, o nome desta terra.

    Por: Manuel Augusto Dias

     

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