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Edição de 31-10-2020
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    Arquivo: Edição de 20-10-2017

    SECÇÃO: Cultura


    Música, dança, teatro e história deram o mote para a II Semana Académica da Universidade Sénior de Ermesinde

    Fotos USE
    Fotos USE
    A Ágorarte - Associação Cultural e Artística de Ermesinde levou a cabo nos passados dias 9, 10, 11, 12 e 13 de outubro, nos auditórios do Fórum Cultural de Ermesinde e da Junta de Freguesia de Ermesinde (JFE), a segunda edição da sua Semana Académica da Universidade Sénior de Ermesinde.

    Aberto aos associados, alunos e professores da Universidade Sénior de Ermesinde (que é, recorde-se, uma das valências da Ágorarte) e à comunidade local, o programa do evento foi composto por espetáculos diversificados: música, dança, canto, teatro e palestras, sendo que a esmagadora maioria destes espetáculos esteve a cargo da "prata da casa", isto é, dos alunos da Universidade Sénior de Ermesinde (USE), embora com um ou outro apontamento levado a cabo pela Universidade Sénior de Valongo e pela Associação Académica e Cultural de Ermesinde.

    O DIA-A-DIA

    DA SEMANA

    ACADÉMICA

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    Organizada com o apoio da JFE e da Câmara de Valongo, esta segunda semana académica teve então início no dia 9, altura em que a organização ofereceu um lanche que serviu para a receção dos alunos (mais de uma centena) no Pólo I da USE (no Instituto Bom Pastor), tendo havido ainda tempo para a estreia de um novo grupo musical de USE: O Quinteto - Los Quatro.

    No dia 10, à tarde, no auditório da JFE, exibiu-se o maior grupo musical da USE Cantigas d'Ouvido, e o Grupo das Adufeiras, também da USE; sendo que, à noite, no auditório do Fórum Cultural de Ermesinde, se realizou um dos primeiros momentos altos, quanto a nós, da semana académica: a conferência intitulada "Os 180 anos da criação do concelho de Valongo", ministrada por Manuel Augusto Dias. Apesar de a conferência decorrer em noite de futebol - a seleção nacional jogava uma cartada decisiva com vista ao apuramento para o Campeonato do Mundo - a sala do fórum apresentou-se bem composta. Entre muitos outros factos históricos, esta conferência recordou os combates da Guerra Civil (1832-1834) que tiveram lugar no território do nosso concelho; o momento em que D. Pedro IV, de passagem com as suas tropas por Valongo, terá estranhado que esta fosse ainda uma simples freguesia, dado tratar-se de tão grande povoado; ou ainda a data de 28 de novembro de 1836, altura em que a rainha D. Maria II decreta a criação do concelho de Valongo, por ter sido aqui que seu pai, D. Pedro IV, venceu uma importante batalha no âmbito da referida Guerra Civil - batalha essa travada na Ponte Ferreira (Campo). O almoço oferecido pela Câmara de Valongo em 1852 precisamente à rainha D. Maria II na Travagem; o registo biográfico de António Dias de Oliveira - o primeiro presidente da Câmara de Valongo; a primeira sessão camarária ocorrida no dia 3 de março de 1837, que serviu essencialmente para agradecer à rainha a criação do concelho de Valongo e apelar que a sua sede fosse elevada à categoria de vila (algo que viria a ocorrer em abril desse ano); ou a inauguração, em 1857, do troço da linha do Douro entre Ermesinde e Penafiel - facto que permitiu ao concelho ganhar um novo estímulo - foram outros dos apontamentos desta interessante aula de história que foi encerrada com a atuação do Grupo de Danças Tradicionais da USE.

    Depois de no dia 11 o cartaz ter sido preenchido por música e teatro - atuaram o Grupo de Danças Modernas da Universidade Sénior Rotary de Valongo e à noite estreou-se o Grupo de Teatro da USE, com a peça "A que horas passará o Autocarro?" seguido da atuação do grupo "Cordas Mágicas" - os caminhos da história voltaram a ser trilhados na noite de 12 de outubro, altura em que no auditório da JFE o presidente da Ágorarte, Carlos Faria, conduziu a análise à obra "Quando os Lobos Uivam", da autoria de Aquilino Ribeiro. Esta análise foi precedida de uma pequena introdução de cariz histórico, por intermédio de Manuel Augusto Dias, que falou da censura no período do Estado Novo, dando inúmeros exemplos de censura na imprensa - em que os jornais apareciam muitas vezes com espaços em branco a tapar artigos censurados -, na rádio, no cinema, e na literatura. Este tema serviu de mote para a análise - e leitura de várias passagens - de Carlos Faria a um dos livros mais censurados da história, precisamente "Quando os Lobos Uivam", que em linhas gerais retrata a saga dos beirões em defesa dos terrenos baldios durante a ditadura, nos finais dos anos 40 e início dos anos 50. A noite ficou concluída com mais uma estreia musical, desta feita do grupo da USE "Jograis do Leça".

    No derradeiro dia desta semana académica decorreu, também no auditório da JFE, uma nova conferência a cargo de Manuel Augusto Dias e de Carlos Faria, desta feita dedicada ao Centenário da última aparição mariana em Fátima, no dia 13 de outubro de 1917, tendo a organização oferecido a cada um dos presentes um CD (por gentileza de um amigo da USE) com muita documentação sobre Fátima, tendo esta conferência finalizado com a projeção do filme "Fátima, Terra de Fé" de 1943. À noite o encerramento fez-se com um Festival de Tunas, com a participação da Tuna Feminina de Medicina da Universidade do Porto, da Tuna Mista Paula Frassinetti e da Tuna Feminina de Enfermagem do Porto.

    É ainda de referir que esta semana académica marcou, digamos assim, o arranque do ano letivo 2017/18 da USE, que conta neste momento com mais de uma centena de alunos.

    Por: MB

     

     

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