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Edição de 20-10-2017
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    Arquivo: Edição de 31-07-2017

    SECÇÃO: Saúde


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    A famosa vitamina D

    A vitamina D é uma hormona responsável pela regulação dos níveis de cálcio no sangue e pela absorção e fósforo no intestino delgado. Tem ainda a importante função de ajudar no processo de absorção de cálcio pelos ossos. Para além disso, a vitamina D também é importante para uma boa função neuromuscular e do sistema imunitário.

    Podemos obter vitamina D essencialmente por duas fontes (interna e externa). A fonte interna de vitamina D, pode ser adquirida através da exposição da nossa pele ao sol. O sol tem uma ação sobre a pele, ajudando o nosso organismo na produção de vitamina D, para isso a exposição solar recomendada é de 15 minutos no mínimo.

    A fonte externa de vitamina D pode ser obtida através da alimentação. Os alimentos ricos em vitamina D são essencialmente os peixes com mais gordura (salmão, sardinha,atum), queijo, leite e óleo de fígado de peixe.O que acontece é que na maioria da população ingestão desta vitamina é insuficiente.

    DÉFICE

    DE VITAMINA D

    Os níveis de vitamina D vão reduzindo ao longo do tempo, ou seja, quanto mais idoso, maiores são as necessidades diárias em vitamina D. A deficiência de vitamina D tem alta prevalência nos idosos, estando associada a fraqueza muscular e à ocorrência de quedas nesta população.

    Sabe-se que alguns grupos de pessoas merecem especial cuidado, uma vez que parecem ter maior risco de vir a desenvolver um défice de vitamina D: idosos, pessoas sujeitas a pouca exposição solar, com pele mais escura e obesas.

    Determinadas patologias que são bastante comuns na população idosa estão relacionadas com a deficiência desta vitamina, como o aparecimento de osteoporose, fraturas, demência, doença cardiovascular e cancro. Ou seja, o défice desta vitamina não está somente relacionada com doenças ósseas.

    QUEM DEVE FAZER

    SUPLEMENTOS DEVE

    FAZER SUPLEMENTOS

    DE VITAMINA D?

    O défice de vitamina D pode ser diagnosticado através de uma análise ao sangue de forma a dosear os níveis da mesma em circulação. Uma vez que o rastreio (análise ao sangue)não está recomendado à população em geral, mas sim aos indivíduos de risco, deverá aconselhar-se com o seu médico de família, para em conjunto perceberem a necessidade de fazer suplementação. A decisão de iniciar a suplementação é uma decisão que deve ser tomada caso a caso, porém a DGS recomenda em pessoas com osteoporose e com mais de 65 anos de idade.

    Por: Daniela Medeiros Coelho*

    *Médica Interna de Medicina Geral e Familiar, Pós-graduada em Geriatria Clínica

     

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