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Edição de 31-10-2019
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    Arquivo: Edição de 31-10-2016

    SECÇÃO: História


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    60º Aniversário do Centro Social de Ermesinde (21)

    O Centro de Assistência Social há 56 anos

    Em 1960, o Centro de Assistência Social, depois de ver alterados os Estatutos a 31 de dezembro de 1959, segundo os quais seria extinta a antiga "Sopa dos Pobres" e criado em sua substituição o próprio Centro de Assistência Social de Ermesinde, elegeu a 1 de fevereiro de 1960 novos Corpos Gerentes, que tinham a seguinte constituição: Assembleia Geral - Dr. José Ribeiro Pereira (Presidente), Dr. Luís António Ferreira Ramos (Vogal) e António Américo Pinto de Almeida (Vogal). Direção - António Moreira da Silva (Presidente), Joaquim da Silva Seabra (Secretário), António Ferreira do Vale (Tesoureiro), José Ferreira do Vale (Vogal) e Luís António (Vogal). Na ata não há qualquer referência ao Conselho Fiscal, pelo que se depreende não estar previsto nos Estatutos.

    Uma das importantes valências do Centro de Assistência era precisamente este jornal, "A Voz de Ermesinde", que durante as primeiras 25 edições se chamou "Sopa dos Pobres".

    A edição de dezembro de 1960, completou 3 anos de publicação. Manuel Ribeiro na edição de janeiro de 1961 de "A Voz de Ermesinde", como seu Diretor, e a propósito do 3.º aniversário de publicação do jornal que dirige, escreve:

    Palavras

    do Diretor

    de "A Voz

    de Ermesinde",

    em 1961

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    "Com o presente número entra o nosso jornalsinho no quarto ano da sua publicação. Às incertezas dos primeiros tempos vão-se sucedendo factos tão expressivos e tão agradàvelmente encorajadores que hoje pode afirmar-se, sem receio, que a sua existência está firmemente assegurada.

    Obra de todos, a todos cabe uma parte do seu triunfo. Os seus responsáveis directos, sentem neste momento uma intima satisfação em poder afirmar que tem sido tão grande e sincero o apoio recebido da população de Ermesinde e dos Amigos da sua Obra Assistêncial, que a dura tarefa que aceitaram com todos os trabalhos e canseiras que envolve, está tão facilitada que cada dia é maior o carinho e boa vontade com que a executam.

    Já não faltam assinantes nem leitores, nem anunciantes, nem mesmo volumoso original, que necessariamente tem de ser seleccionado, mas é perfeito testemunho do interesse e apreço pelo jornal, e sobretudo, não falta aquele entusiasmo e incitamento onde só há a verdade e espirito de colaboração, que diàriamente nos chega e o que mais ainda o valoriza, dimanado daqueles que há muitos anos aqui não vivem, espalhados por várias partes do mundo, onde sentem pulsar o coração de portugueses e cultivam a saudade por esta linda terra e pelos amigos que aqui deixaram.

    Não os poderemos esquecer e gostaríamos de exprimir nesta referência especial o reconhecimento daqueles a quem a sua ajuda é destinada e que são afinal a razão de ser da Obra do Centro de Assistência Social e a deste Jornal - os pobres de Ermesinde. - A esses bons amigos de longe, prometemos levar-lhes sempre que possível noticias desta progressiva terra, que nem o tempo nem a distância conseguem afastar do pensamento de cada um.

    Ao iniciar-se o trabalho neste quarto ano de publicação do Jornal "A Voz de Ermesinde" propomo-nos continuar a defender o engrandecimento da magnifica Obra que o criou e a cuja Dig.ª Direcção, bem como a todo o povo de Ermesinde, apresentamos os nossos agradecimentos pelas facilidades e atenções que se têm dignado dispensar-nos.

    E assim, de mãos dadas ninguém nos impedirá de atingir o fim que nos propomos: elevar cada vez mais alto o nome de Ermesinde".

    E agora

    a opinião

    de um jornalista

    de "A Voz

    de Ermesinde"

    de 1961

    Parece-nos ser pertinente divulgar também a opinião de um dos seus jornalistas mais ativos, que ainda hoje figura na ficha técnica de "A Voz de Ermesinde", Manuel Conceição Pereira.

    "Com a publicação deste número, embora com outra denominação nos primeiros vinte e cinco meses de vida, completa "A Voz de Ermesinde" o terceiro ano de existência, motivo pelo que muito nos congratulamos, sentindo-nos imensamente orgulhosos e felizes, pois cada ano que passa - embora nesse espaço de tempo muitas dores de cabeça e apreensões nos motive - vemos "A Voz de Ermesinde" avançar, serena e confiante, sem nunca se desviar daquele caminho recto e desassombrado que, inicialmente, lhe foi traçado, embora, por vezes, coberto de cardos e espinhos, cheio de dificuldades e trabalhos, difícil de percorrer, na sua pequenês, na sua humildade e pobreza, julgamos ter sabido mantê-la dentro dos princípios para que foi criada: servir, divulgar a obra que lhe deu o ser, abrir as suas páginas a todos aqueles bem intencionados que delas queiram fazer uso, pugnar pelos interesses locais, fazer crítica construtiva e honesta e defender, com justiça, firmeza e entusiasmo, os desprotegidos, os pobres, os que sofrem, moral e fisicamente, os desfavores da sorte.

    Assim, "A Voz de Ermesinde", que, mês após mês, numa cadência certa e regular, vem saindo à luz da publicidade para saciar a avidez de muitos dos seus leitores principalmente aqueles que lhe são mais afeiçoados e que se contam, felizmente, em elevado número, vai-se tornando estimado, conhecido e respeitado, pois leva a muitas terras distantes o nome do Centro de Assistência Social e, com ele, os seus relevantes e incalculáveis benefícios prestados a todas as pessoas de condição humilde, doentes sem recursos e indigentes, demonstrando, assim, que a caridade não é uma palavra vã, pois ela manifesta-se, clara e profundamente, no coração desta boa e piedosa gente da terra. Mas, para que "A Voz Ermesinde" possa continuar a avançar, transpondo, gloriosamente, uma após outra, as barreiras que lhe surjam no caminho, será necessário a vossa preciosa ajuda, o vosso indefectível e desvelado carinho.

    Fazei propaganda da Obra e do jornal, falai dela e dele às pessoas amigas e conhecidas e pedi-lhes que sejam benfeitoras da Obra ou, simplesmente, assinantes do jornal de todos os ermesindenses, para que ela e ele possam ter uma vida boa e aurifulgente, como devem e merecem ter.

    Agora, que decorre o terceiro aniversário de "A Voz de Ermesinde", a nós, que mais de perto auscultamos o pulsar do seu coração, dedicando à sua vida a nossa melhor alegria, como se ela fosse um tesouro, um filho dilecto que muito se ama, mesmo quando ele nos rouba muitas horas de sono e descanso; sim, nós, nesta hora de festa íntima, sem música e foguetes, lhe desejamos as maiores prosperidades (…)".

    Por: Manuel Augusto Dias

     

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