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Edição de 30-04-2022
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    Arquivo: Edição de 31-01-2016

    SECÇÃO: Editorial


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    Coisas que acontecem

    Confesso que nunca tinha pensado ser diretor d' A Voz de Ermesinde. Mas aconteceu. Quando menos esperamos, somos surpreendidos com um encontro que não estava marcado. A vida é isso mesmo: imprevisto, novidade. Exige que, em todos os dias, haja uma linha em branco na nossa agenda.

    Quando me foi lançado o repto, a minha preocupação imediata foi saber se estava preparado para isso. A Voz de Ermesinde teve, ao longo da sua história com mais de meio século de publicação ininterrupta, diretores que souberam dar-lhe dimensão, rigor e qualidade. Daí a minha dúvida: serei eu a pessoa certa para o lugar que outros tão distintamente ocuparam? Disseram-me que sim. Espero corresponder às expectativas.

    Alguém dizia que a vida é um caminho longo, onde se é mestre e aluno: algumas vezes ensinamos e todos os dias aprendemos. "Nunca sabemos tudo, nunca estamos seguros de saber o suficiente ou de não ignorar o mais importante". É com este espírito de abertura e humildade que estou determinado a fazer o que sei e posso, para levar o mais longe possível a voz e a letra d' A Voz de Ermesinde. Acredito que esse objetivo vai ser conseguido, paulatinamente, sem roturas com o passado, com a inestimável ajuda dos atuais colaboradores e de outros que venham a aderir ao projeto. Conto, ainda, com a generosa contribuição da população de Ermesinde. A todos agradeço, já, o empenho e dedicação.

    Tudo farei com isenção e sem paixões. De alguma coisa me hão-de valer as cicatrizes deixadas pelo apego à verdade e à liberdade, valores que me são muito caros.

    Seguirei as sábias recomendações de Miguel Torga:

    Recomeça…

    Se puderes,

    Sem angústia e sem pressa.

    E os passos que deres,

    Nesse caminho duro

    Do futuro,

    Dá-os em liberdade.

    Enquanto não alcances

    Não descanses.

    De nenhum fruto queiras só metade.

    E, nunca saciado,

    Vai colhendo

    Ilusões sucessivas no pomar.

    Sempre a sonhar

    E vendo,

    Acordado,

    O logro da aventura.

    És homem, não te esqueças!

    Só é tua a loucura

    Onde, com lucidez te reconheças.

    Miguel Torga, Diário XIII, p. 20

    Por: Casimiro Sousa

     

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