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    Arquivo: Edição de 16-05-2014

    SECÇÃO: Opinião


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    Farsa sim, mas mais moderada

    Que a mentira é substância aderente sempre presente na epiderme dos políticos, é algo que todo o mundo sabe e que eles geralmente procuram esconder de todas as formas e feitios. Há, pois, razões para não estranhar quando esta gente que povoa os partidos e a governação surge a afirmar o que qualquer mortal, por mais distraído ou inculto que seja, logo se apercebe tratar-se de mais uma farsa política. Mas há limites, ou linhas vermelhas, que o comum dos cidadãos não deve desculpar.

    EMPOBRECER ATÉ À EXAUSTÃO QUEM VIVE DO TRABALHO

    Vem isto a propósito do comportamento do ministro do Emprego e da Segurança Social na última reunião com os parceiros sociais na qual apresentou uma proposta no sentido de impor como cominação pelo não acordo de revisão dos contratos coletivos de trabalho, o corte de todos os subsídios, impondo aos trabalhadores passarem a receber o salário base enquanto não se “cheguem à frente” num novo texto, que é como quem diz, perda de garantias anteriormente previstas na convenção que regula as relações de trabalho de determinado setor empresarial.

    A matriz seguida pelos partidos da coligação governamental, de empobrecer até à exaustão quem vive do seu trabalho, é o guião que PSD/CDS continuam a abraçar como objetivo da passagem pela governação, mesmo depois do famigerado próximo dia 17 do corrente. E, na esteira deste alvo, a proposta de Mota Soares faz todo o sentido. O que não é entendível são as suas declarações de «que, para o Governo, é fundamental a proteção dos trabalhadores durante o período de caducidade e de sobrevivência», acrescentando que por isso «não iremos propor qualquer alteração à atual legislação». Se se trata de um recuo do Governo ou de estratégia, logo veremos.

    Um governante que tem este comportamento merecerá algum crédito quando fala? Então a proposta rechaçada pela UGT não era uma pura chantagem para obrigar os trabalhadores a aceitarem a renovação das convenções coletivas com a diminuição de direitos e aumento de obrigações? Não revelava ela completo desprezo pela proteção dos trabalhadores durante o período de caducidade e de sobrevivência do instrumento regulador do trabalho?

    A recorrente “figura” que Mota Soares faz no tratamento dos assuntos relacionados com o seu Ministério, tantos são os avanços e recuos, leva-nos a pensar que ele ou não tem consciência da imagem de “pau mandado” que exibe, ou tudo suporta por ainda não lhe terem assegurado a “gaiola” dourada que normalmente é oferecida aos ex-governantes portugueses. De qualquer modo, um pouco mais de coerência não lhe ficaria mal.

    Por: A. Alvaro de Sousa

     

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