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Edição de 31-05-2019
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    Arquivo: Edição de 31-01-2014

    SECÇÃO: Editorial


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    Em busca das raízes na era da globalização

    Neste mundo global em que hoje vivemos é natural que nos preocupemos com a perda de identidade dos povos, das suas raízes e das suas culturas.

    Na verdade as sociedades a nível mundial estão a tornar-se cada vez mais iguais.

    Uma cultura global e emergente estabeleceu padrões pelos quais as diferentes culturas foram normalizadas, tornando-as inteligíveis e compatíveis para diferentes povos.

    Alguém dizia que «a globalização é como um oceano onde desaguam povos e culturas».

    Durante séculos o mundo ocidental impôs a sua cultura, as suas crenças, o seu poder, fê-lo nas Cruzadas, nos Descobrimentos, e sempre que conquistou ou dominou outros povos. Hoje, nesse mar imenso, desaguam todos esses povos.

    A uma visão do mundo baseada numa economia que privilegia a importância da produtividade e da rentabilidade temos de acrescentar a ética e a ecologia.

    Ontem como hoje a uma cultura única devemos contrapor uma que respeite a diversidade e tenha presente a natureza.

    A esta tentativa de impor padrões de comportamento homogéneos, a cultura pode funcionar como uma importante resistência à massificação dos povos.

    TAPEÇARIA FERNANDA LAGE
    TAPEÇARIA FERNANDA LAGE
    Hoje esta massificação é cada vez mais rápida e eficaz através dos meios de comunicação e da forma como são usados.

    Não admira portanto esta preocupação, que se tem intensificado nos últimos tempos, de perda de identidade cultural, da procura e preservação das raízes culturais, do património histórico, mesmo do imaterial.

    Neste contexto o património histórico é visto como um contraponto à globalização e às suas tendências niveladoras.

    No nosso país terras como Ermesinde, situadas nas periferias das grandes cidades, perderam muitas das suas características, para o bem e para o mal.

    Perderam-se algumas referências, adquiriram-se outras. Importante é recolher, estudar, registar e divulgar numa perspetiva inovadora que nos ajude a encontrar a diferença com qualidade.

    As escolas têm aqui um papel importante e sei que vai sendo hábito em diferentes disciplinas propor aos alunos trabalhos sobre as suas terras, as tradições, as festas, a culinária, a música, o teatro, as lendas, os jogos, figuras que se salientaram por diferentes saberes, quer da cultura erudita quer da popular.

    A escola deve ser um exemplo dessa procura, essa ideia de que são assuntos que os alunos não gostam depende muito de como as propostas são tratadas. Muitos professores deste país têm feito trabalhos de grande rigor com a colaboração dos alunos, são os alunos que conhecem muitas vezes pessoas ou lugares, costumes e tradições.

    A utilização de imagens, música, danças e histórias que utilizamos com os mais pequenos são por vezes duma banalidade e mau gosto que sempre me assustaram como educadora e mãe.

    Até a brincar podemos encontrar valores culturais que estão escondidos.

    Por: Fernanda Lage

     

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