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Edição de 31-07-2019
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    Arquivo: Edição de 10-05-2013

    SECÇÃO: Automóvel


    23º Desfile de Carros Elétricos Históricos

    Fotos PEDRO TEIXEIRA
    Fotos PEDRO TEIXEIRA
    Ocorreu no passado dia 4 de maio o 23º Desfile Anual de Carros Elétricos Históricos, na Linha da Marginal do Porto. Este evento foi organizado pelo Museu do Carro Elétrico, em parceria com a Sociedade de Transportes Coletivos do Porto (STCP) tendo contado com a presença de 12 veículos pertencentes ao acervo do museu. Após o desfile, numa viagem especial entre Massarelos e a Batalha, decorreu uma degustação de vinhos a bordo, organizado pela Linha 22 – Mercearia/Café.

    Subordinado ao tema dos 50 anos da inauguração da Ponte da Arrábida, o certame contou com a presença dos veículos mais importantes dessa era, nos quais se destacam os carros elétricos n.º 373 e 500, que são os representantes da última série de veículos desenhados e fabricados nas Oficinas Gerais da STCP. Esta série, cuja produção ocorreu entre 1947 e 1952, assemelha-se visualmente a um autocarro e introduziu como principais inovações as portas de comando automático com o seu funcionamento a ar comprimido e a campainha elétrica. Para além disso, foi a primeira série a contar com um lugar sentado para o guarda-freio e outro para o cobrador. Tinham também a particularidade de serem veículos unidirecionais, obrigando a uma raquete ou rotunda para a inversão de marcha, tendo sido esta limitação dos percursos a circular um fator preponderante para a sua retirada de circulação em 1967. O elétrico 373 neste desfile fazia composição com um atrelado do mesmo género, tendo-se assim tornado numa das suas principais atrações. Os carros desta série de veículos, devido à sua apresentação exterior completamente diferente do que era até então comum, passaram a ser conhecidos como “Pipis”, uma designação vulgarmente utilizada para referir pessoas elegantes.

    Obviamente que também marcaram presença no desfile veículos de outras épocas. Nestes, destacam-se o carro elétrico n.º 100, por ser um carro totalmente aberto, sendo apenas protegido por cortinas de pano riscado. Estes carros que marcaram presença na cidade entre 1910 e 1928, circulavam principalmente no verão, dado que a sua utilização principal era a de transportar turistas para as praias da cidade. Infelizmente, um destes veículos foi completamente destruído num incêndio ocorrido em 1928, o que levou o outro único exemplar existente a ser convertido num carro fechado. Todavia, em 1995 foi construída uma réplica de um dos veículos originais, possibilitando assim a oportunidade de se apreciar este veículo único. Finalmente, e dos veículos que participaram no desfile, uma última referência para um veículo americano que é o antecessor dos carros elétricos. O americano n.º 8 é uma carruagem rebocada por cavalos em que a carruagem circula nos carris. Este exemplar é o último restante dos primórdios dos serviços de transporte público em Portugal ,que se iniciou em 1872, com a linha entre a Foz e o Infante.

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    Uma última alusão para dois veículos ímpares que estavam presentes na remise de Massarelos, mas que não marcaram presença no desfile. O elétrico n.º 49 era utilizado pelos serviços de reparação da linha aérea da empresa, pelo que possui uma plataforma na parte superior do veículo para permitir o acesso à linha elétrica. A simples observação deste elétrico permite também compreender a evolução das condições de segurança para os trabalhadores ao longo destes anos, pois este elétrico não possui qualquer sistema que impeça a queda do funcionário durante esta operação de manutenção. O outro veículo que deve ser aludido é o carro elétrico n.º 77, por ser um elétrico de carga, sendo constituído por duas cabines, uma de cada lado do veículo, e um espaço de carga entre estas. Este carro era utilizado para o transporte da linha férrea para os locais a necessitar de reparações.

    No próximo ano haverá mais uma oportunidade de ver alguns destes veículos a circular. Infelizmente e, devido a obras, o Museu do Carro Elétrico encontra-se temporariamente encerrado, pelo que é impossível de momento visitar-se este património.

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    Por: Pedro Teixeira

     

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