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Edição de 31-05-2019
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    Arquivo: Edição de 24-12-2012

    SECÇÃO: Saúde


    VIH/SIDA: Programa Nacional quer reduzir em 25% número de novas infeções

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    «Pretendemos reduzir em 25% o número de infeções VIH/SIDA no período de 2012 a 2016», reiterou António Diniz, diretor do Programa Nacional para a Infeção VIH/SIDA, em entrevista no âmbito do XI Congresso Nacional de Doenças Infeciosas e Microbiologia Clínica e IX Congresso Nacional Sobre SIDA, que decorreram entre 15 e 18 de dezembro no Porto.

    António Diniz participou na mesa-redonda “A Luta Contra a SIDA”, que decorreu na manhã do dia 17, no terceiro dia dos congressos que reuniram mais de 500 médicos especialistas em matéria de Infeciologia.

    O diretor do Pograma Nacional referiu que se pretende eliminar a transmissão da infeção por VIH de mãe para filho até 2016, reduzir de 65% para 35% os diagnósticos tardios, e baixar em 50% os números de novos casos de SIDA, tal como de mortes associadas a SIDA. Como áreas prioritárias, referiu a implementação de um sistema de informação e de conhecimento epidemiológico da infeção, a prevenção, a atenção a populações vulneráveis, o diagnóstico precoce, o melhor tratamento, apoio e cuidados, o combate ao estigma e à descriminação, a investigação e a cooperação e relações internacionais.

    De acordo com António Diniz, até 31 de outubro de 2012 estavam notificados 42 350 casos de infeção por VIH, sendo que «43,5% correspondiam a transmissão heterossexual e 13,7% à categoria de transmissão ‘homo/bissexual’, 37,9% diziam respeito a utilizadores de drogas intravenosas e em 0,8% dos casos a transmissão foi de mãe/filho». Nessa altura, estavam notificados 17 300 casos de SIDA, o que «representa 40,9% dos casos de infeção por VIH».

    Cura da SIDA é possível mas requer mudança

    na atitude dos sistemas de saúde

    Na mesma mesa-redonda, Eugénio Teófilo, médico internista do Hospital dos Capuchos e dedicado ao estudo desta patologia, falou sobre a possibilidade de cura da infeção VIH/SIDA. Para o especialista, «a cura da SIDA é possível, sim, mas isso implica uma mudança de atitude nos sistemas de saúde, que só agora parece quererem dar os primeiros passos, e em países conservadores na atitude médica, como o nosso, isso pode levar ainda anos a ser realidade». Eugénio Teófilo apelou ainda para a que «a deteção e tratamento precoce sejam rapidamente realizados na nossa sociedade».

    O XI Congresso Nacional de Doenças Infeciosas e Microbiologia Clínica e IX Congresso Nacional de SIDA foram organizados pela Sociedade Portuguesa de Doenças Infeciosas e Microbiologia Clínica (SPDIMC) e pela Associação Portuguesa para o Estudo da SIDA.

     

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