Subscrever RSS Subscrever RSS
Edição de 31-05-2019
  • Edição Actual
  • Jornal Online

    Arquivo: Edição de 25-07-2012

    SECÇÃO: Opinião


    foto

    Inspeção à Lusófona

    Talvez a contragosto, o ministro da Educação, do Ensino Superior e da Ciência, lá determinou uma inspeção à Universidade Lusófona, forçado pela pressão da opinião pública e partidária que de várias formas se tem manifestado contra o que a generalidade das pessoas considera como “escândalo” a referida instituição ter conferido um certificado de licenciatura ao fim de praticamente um ano de ter rececionado um pedido para o efeito, quando os seus alunos para obterem idêntico “canudo” precisam de “suar as estopinhas” ao longo de pelo menos três anos, rompendo os fundilhos nos bancos das salas, expondo-se e vencendo o “stress” dos exames e pagando as consequentes propinas.

    Foto ARQUIVO
    Foto ARQUIVO
    A decisão de Nuno Crato aparenta, assim, ter como objetivo esclarecer todo o processo para sossego dos portugueses. Todavia, ao referir que deseja fazer as coisas devagar e prometendo resultados para o fim do verão (21 de setembro), deixa escondido o “rabo” do gato, que é como quem diz: deixemos que o tempo faça esquecer o episódio que atualmente é motivo de conversa e largos espaços na comunicação social, para então, quando toda a gente estiver ocupada e preocupada com a preparação do próximo orçamento do Estado, se lavrar um qualquer despacho para que tudo fique em “águas de bacalhau”, o que aliás é tradição entre nós.

    Se assim não fosse, o assunto precisaria mais de quinze ou trinta dias para ser escalpelizado e conhecer-se o que realmente se passou na Lusófona? Bastaria afetar-se um ou dois inspetores que chegados ao local da “tramoia” mandasse reunir toda a documentação em meia ou uma hora, fizesse assinar pelo responsável da instituição um auto de que a documentação apresentada é toda a existente sobre a matéria sob escrutínio, para seguidamente a examinasse e elaborasse o respetivo relatório. Trabalhoso? Demorado? Não parece!

    Assim sendo, o larguíssimo tempo concedido pelo ministro só será explicável pela lentidão do funcionamento da máquina do Estado e da condescendência dos responsáveis que aceitam tal estado de coisas, sem que se conheça um “rasgo” de investida para a contrariar. Tínhamos esperança que a determinação e pragmatismo de Nuno Crato o assumisse, mas ficamos frustrados.

    Por: A. Alvaro de Sousa

     

    Outras Notícias

     

    este espaço pode ser seu Este espaço pode ser seu Este espaço pode ser seu
    © 2005 A Voz de Ermesinde - Produzido por ardina.com, um produto da Dom Digital.
    Comentários sobre o site: webmaster@domdigital.pt.