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Edição de 31-03-2021
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    Arquivo: Edição de 30-06-2012

    SECÇÃO: Tecnologias


    A informática no reino de Liliput – a moda dos minicomputadores (1)

    Aproveitando uma conjugação de fatores muito interessante – a miniaturização eletrónica das boards, o surgimento de processadores de muito baixo consumo de energia, a disponibilidade de pequenos discos muito rápidos SSD, os acessíveis recursos da net e a disponibilidade de sistemas operativos livres e gratuitos –, uma geração de novos minicomputadores tem vindo a fazer o seu aparecimento com uma cada vez maior frequência.

    Este é o primeiro de alguns artigos que apontam exemplos desta nova tendência na informática pessoal.

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    Não pretendendo ser uma inventariação completa ou exaustiva das propostas de minicomputadores que nestes últimos tempos têm afluído ao mercado, aqui se pretendem apontar alguns dos exemplos,pondo a tónica em questões como o preço e a portabilidade. Convém contudo esclarecer que não se pretende aqui abordar quer o mercado dos portáteis – sejam eles os netbooks, pouco performantes, mas acessíveis e perfeitamente capazes das operações básicas e do manejo da net, sejam os ultrabooks (última tendência), com processadores muito mais potentes e capazes de quase tudo, mas também ligeiros e com grande autonomia, quer sejam as propostas dos tablets, a outra das grandes tendências atuais do mercado.

    A ideia aqui presente aproxima-se mais do conceito introduzido pela Apple com o seu Mac Mini (imagem abaixo), uma caixinha com as portas e ligações suficientes para receber os periféricos e torná--lo um computador funcional.

    A ideia seria aproveitar teclados, ratos, monitores e outros periféricos porventura disponíveis, sendo então o único dispêndio o da aquisição da caixinha fundamental.

    Uma pen que é

    um computador:

    o Cotton Candy

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    Com o surgimento dos smartphones e a evolução dos leves e ágeis processadores ARM e outros, começaram então a surgir muitas propostas que deixam o Mac Mini corado de inveja quanto à miniaturização e, sobretudo o preço.

    Uma das primeiras propostas a surgir neste segmento foi o Cotton Candy, cuja particularidade mais notória, logo à primeira vista é o facto de não ser maior do que uma pen USB e se assemelhar inclusive muito a ela. As suas dimensões não ultrapassam os 8 por 2,5 cm, sendo dotado de uma ligação USDB, uma HDMI, uma microSD e ainda capaz de comunicações via Bluetooth e Wifi.

    O Cotton Candy (imagens acima nesta coluna e abaixo, nesta página) vem armado com um processador ARM Cortex A9 duasl core, a 1,2 Ghz e uma carta gráfica Mali-400 MP quad-core, permitindo a descodificação de video MPEG.4 e H.264, a partir de de uma memória DRAM de 1Gb.

    O armazenamento pode ir até 64Gb por microSD.

    Pode ser nele instalado, por exemplo, um sistema operativo Android ou mesmo Ubuntu ou outra distribuição Linux que suporte os novos processadores ARM. O que significa que permite também correre ambientes Windows e Mac virtualizados.

    Fala-se num preço de cerca de 200 dólares para esta proposta.

    Entre as vantagens apontadas pelos seus criadores figuram:

    • Permite uma solução de baixo consumo no acesso à “nuvem”;

    • Acelera a adoção de smart screens;

    • Estende a vida útil do hardware (laptops, monitotes, TVs, set topo boxes, tablets acedendo aos últimos sistemas operativos, software e aplicações;

    • Permite uma experiência consistente em todos os ecrãs;

    • Permite criar um único ponto de armazenamento de informação;

    • Permite consolidar e organizar os conteúdos pessoais digitais;

    • Permite a partilha de informação de aparelhos móveis em grandes ecrãs e projetores – videos, filmes, fotos, jogos e outros;

    • Permite baixar consideravalmente o custo da informática pessoal, permitindo a mais pessoas ter um computador pessoal seguro.

    O Cotton Candy pode ser ligado a qualquer monitor ou televisão com HDMI, pode até ser ligado, por exemplo, a um portátil Mac e, através da porta USB, ter acesso imediato ao sistema operativo Android ou Ubuntu.

    E o mesmo, evidentemente, para um computador portátil com o sistema operativo Windows instalado.

    Por: LC (*)

    (*) Com base em informações recolhidas sobretudo no site http://www.lffl.org/ e nos sites dos respetivos fabricantes.

     

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