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Edição de 30-04-2022
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    Arquivo: Edição de 10-12-2011

    SECÇÃO: Gestão


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    A economia real e a economia financeira

    No sistema capitalista a função capital é o fundamento principal. A acumulação de capital funciona como um fator fundamental de produção a par de outros como o trabalho, o risco e a propriedade.

    Por outro lado criou-se um volume artificial de capital que não tem a devida correspondência na economia real funcionando como um catalisador da economia e alavancando a criação de riqueza.

    O que se passou com a crise financeira de há dois anos não foi mais do que o reconhecimento de que os recursos financeiros e o crédito não espelhavam a economia real, criando-se um vazio em que muitos acreditaram mas que não tinha qualquer valor.

    Depressa se reconheceu que aquele desequilíbrio daria origem a uma crise que teve como expressão a falta de confiança na economia real e todos os agentes financeiros se retraíram fazendo refrear a economia.

    Para alem das questões financeiras também se sentiram problemas monetários associados à crise, designadamente o valor do euro nos diferentes espaços económicos, ou seja, a falta de correspondência entre o valor do meio de troca e a respetiva economia real.

    Assim, com a diferente mobilidade dos recursos económicos, criam-se absurdos que têm como expressão o diferente preço do trabalho com o consequente nível de vida e de bem estar de cada economia.

    Este problema tomou tais proporções que levou a colocar em causa a moeda única, que não tem políticas harmonizadas em todas as economias, designadamente a fiscal, a laboral e a própria política industrial ou das pescas, etc.. (ao nível da agricultura houve ensaios de harmonização através da PAC).

    Por outro lado os diferentes níveis de desenvolvimento económico também não contribuíram para a União Económica, pois sem processos de transferências compensatórias para as zonas periféricas, agravaram ainda mais as diferenças contrariando a homogeneidade das economias dos 27.

    Parece que a experiência europeia não foi muito bem sucedida, e no dia em que o Conselho Europeu se reúne para discutir a crise que se vive na Europa, e a própria sobrevivência do euro, estão agendadas novas adesões para uma zona económica que tem dado provas de grandes fragilidades (veja-se a Grécia e os resgates de algumas economias) e de uma incapacidade para internamente se reunirem esforços no sentido de promover a principal união do mundo em detrimento de alguns interesses nacionalistas.

    A este nível há que rever e reanalisar o conceito de Soberania neste novo mundo globalizado.

    Por: José Quintanilha

     

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