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Edição de 30-11-2021
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    Arquivo: Edição de 15-11-2011

    SECÇÃO: Cultura


    “A Bailarina Vai às Compras estreia na Barraca e depois vem ao concelho no fim do mês

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    “A Bailarina Vai às Compras”, uma peça com texto e dramaturgia de Júnior Sampaio e Quico Cadaval, coordenação artística de Maria do Céu Guerra e interpretada pelo próprio Júnior Sampaio, vai estar em cena de 17 a 20 de novembro no Teatro Cinearte/A Barraca, sendo que o espetáculo do dia 20 se realiza às 17h00, ao contrário de todos os outros, às 21h30. A mesma peça vai ser apresentada depois ao público do Grande Porto de 23 a 27 de novembro, no Centro Cultural de Campo, estando todos os espetáculos marcados para as 21h30, com exceção do último, que terá lugar às 17h00.

    “A Bailarina Vai às Compras”, segundo a sinopse da peça, «revela um transexual de meia idade a fazer um espetáculo performativo nos corredores do supermercado central de Tolaboa, sendo sucessivamente interrompido por telefonemas que o impedem de concretizar o seu objetivo.

    Com o carrinho repleto de necessidades básicas e impossibilitado de as pagar, ele percorre o supermercado de frente para trás a devolver às prateleiras todos os bens de consumo.

    A cada objeto que devolve à prateleira ele, a Bailarina, dá mais um passo no caminho incerto…

    Dança com as palavras num jogo de quem não tem nada a perder. Canta com o corpo em movimento, num jogo de quem não tem nada a ganhar.

    Da razão ao delírio, do bom senso ao grotesco, do trágico ao cómico, do clássico ao contemporâneo, da mulher ao homem, do sexo ao amor, do social ao íntimo a Bailarina fala, canta e dança pelos corredores do Supermercado até se recolher no sonho da arte que lhe permite continuar a viver neste mundo».

    Conforme aponta Maria do Céu Guerra referindo-se à peça que ajudou a criar, «estamos perante um texto que nos leva a um mundo que não conhecemos bem, que nos leva à paixão, onde estamos  habituados a ver purpurinas e a intuir frivolidades. É para isso também que serve o Teatro. Para nos levar para o outro lado do espelho, para o outro lado da porta, para mais longe do que o olhar. O Texto oferece-nos o trânsito de alguém que se assume como um “erro da natureza” mas que, mesmo assim, ama, tem mãe, tem normalidade, tem médica que lhe minimiza (ou agudiza?) a dor e tem compulsão para comprar.

    Não  tem a aceitação dos outros, nem tem dinheiro. E por isso a personagem simula a aquisição. Não precisamos de saber se é cleptómana, se tem pulsão aquisitiva, ou se quer aquelas coisas porque precisa delas. Açúcar, farinha, arroz, bens essenciais que não tem dinheiro para pagar. E acaba por devolver tudo e fazer do acto uma terapia contra a compulsão. E oferece-se ao público vulgar, transformando o supermercado no seu teatro e as caixeiras em público. Como todos nós a personagem faz teatro para que a amem e para se tratar. E escolhe uma máscara que amplia, distancia, enormiza mas aflora a Dor das suas dores. Afinal, a bailarina vai comprar Amor. E não tem dinheiro para pagar. E volta à sua intimidade, ao seu silêncio, ao seu amor retribuído. E, por fim, mais livre, a Bailarina encontra uma arte mais limpa, mais perto do coração para se expressar. Deve haver uma maneira de aliviar a nossa dor, pensa ela, e descobre a sua Arte.

    Estamos perante um trabalho que nos enriquece».

    Ficha Artística e Técnica:

    texto e dramaturgia

    Júnior Sampaio e Quico Cadaval

    coordenação artística

    Maria do Céu Guerra

    encenação

    Rita Lello

    interpretação

    Júnior Sampaio

    música

    Rui Lima e Sérgio Martins

    movimento

    Ruben Garcia e Vânia Naia

    cenografia

    Bruno Guerra

    figurinos

    Manuela Bronze

    voz

    Maria Luís França

    desenho de luz

    Vasco Letria

    produção executiva

    Amélia Carrapito

    design

    Vitor Cardoso

    classificação M/16

    Projeto Financiado pela Secretaria de Estado da Cultura /DGArtes

     

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