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Edição de 31-10-2022
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    Arquivo: Edição de 30-09-2011

    SECÇÃO: Editorial


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    Mais uma vez as mulheres!

    Nestes momentos de crise económica e financeira as mulheres são duplamente atingidas. Se por um lado a crise atinge todos, homens e mulheres, por outro lado nas classes mais desfavorecidas são as mulheres que têm de fazer verdadeiros milagres para conseguirem partilhar o pouco que conseguem pela família, em especial com os filhos, quando os têm.

    As mulheres portuguesas continuam a ser das que mais trabalham na União Europeia, mais mal pagas e muitas vezes penalizadas por estarem grávidas ou por terem de acompanhar os filhos doentes.

    Pintura BOTTICELLI
    Pintura BOTTICELLI
    Em todos os países da Europa a taxa de natalidade está abaixo do valor mínimo para a renovação da população (que devia ser de 2,1 por casal) e para a sustentabilidade do sistema de Segurança Social. Nós estamos na cauda com 1,3 por casal.

    Todos são unânimes em afirmar que a taxa de natalidade tem de aumentar mas quando uma mulher procura emprego as empresas querem que as suas funcionárias prometam que não tencionam engravidar enquanto estiverem ao seu serviço ou que ignorem as doenças dos filhos para não faltarem.

    Os políticos estão muito preocupados com a baixa da taxa de natalidade no nosso país mas as causas estão mais que identificadas, alguém dizia que se o Governo dedicasse à proteção da maternidade o mesmo que dedica à redução do défice éramos os primeiros da Europa.

    Todos sabemos que os principais motivos para os casais não desejarem ter filhos prendem-se com as dificuldades em conciliar a família e emprego; com os custos associados ao crescimento das crianças; e com as dificuldades relacionadas com a sua educação.

    Ao contrário do que muitas vezes se pensa, muitos jovens gostariam de ter filhos mas não sentem um mínimo de segurança para o assumirem com responsabilidade.

    Numa sociedade em que as pessoas são cada vez mais meros números e menos seres humanos, não admira que chegássemos a esta encruzilhada em que todos falam na necessidade de aumentarmos a taxa de natalidade e pouco fazemos para criar condições aos jovens casais para o conseguirem, muito especialmente às mulheres, sim porque não me consta que nos inquéritos perguntem aos jovens do sexo masculino se tencionam ter filhos e se vão com eles ao médico.

    Por muito que nos custe, a mulher ainda tem uma luta pela frente, já conseguiu fazer uma longa caminhada, mas há muito caminho para desbravar, em especial para as mulheres com menos posses que não têm capacidade económica ou ajuda de familiares que possam apoiar na casa ou na educação dos filhos.

    Muitos dos atuais avós ainda trabalham, outros vivem longe dos filhos, a ausência da ajuda e do convívio dos avós vai sendo cada vez mais notória.

    Muitos pais e avós gostariam de estar mais tempo com os filhos ou netos mas não podem, e desta forma, as nossas crianças vão crescendo cada vez mais distantes da família.

    Por: Fernanda Lage

     

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