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Edição de 31-05-2019
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    Arquivo: Edição de 30-05-2011

    SECÇÃO: Editorial


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    Em véspera de eleições

    Nunca como hoje o mundo me pareceu tão embrulhado. Cada país, cada região, enrolou-se sobre si próprio de tal modo que quando deu conta não consegue encontrar uma saída, no entanto a alta finança está atenta e soube boicotar de forma eficaz todas as alternativas.

    Hoje sentimos que estamos a caminhar em sentido contrário, que algo alterou a nossa caminhada, que temos de voltar ao princípio para encontrar uma saída liberta de empecilhos.

    Mas será mesmo assim?

    Eu julgo que o caminho se faz caminhando e como tal há muitas etapas a vencer, há recuos, há mudanças, mas não podemos perder o norte, o importante é não nos deixarmos iludir com esta nova vaga que se tem vindo a generalizar através de um discurso e de uma prática política que se baseia no apelo populista através dos media, é disso exemplo o que se passou em Itália e que aos poucos se faz sentir noutros países.

    Nunca a campanha eleitoral foi tão vazia de conteúdos, num momento tão difícil para o País ninguém foi capaz de apresentar propostas credíveis e realistas para a saída da crise.

    Ninguém encontrou uma forma, uma saída para a criação de empregos. Pelos menos não nos prometeram o impossível!...

    Vamos votar, espero que esclarecidos e convictos de que temos a razão do nosso lado e só assim podemos denunciar energicamente os erros dos outros.

    O voto é a nossa arma, usemo-lo bem.

    Entretanto neste compasso de espera pelo dia 5 de junho, mas acima de tudo do que virá a seguir, é bom prepararmo--nos para uma mudança radical de vida porque os tempos que se avizinham serão tudo menos fáceis.

    Quantas desculpas, quantas lamúrias, quantas acusações já se preparam para o chamado dia seguinte, agora andamos entretidos com as sondagens, depois vamos andar a justificar os resultados e o FMI a entrar e a exigir que se aperte mais o cinto…

    Numa terra como a nossa, situada na região do Grande Porto, onde o desemprego se tem vindo a acentuar, resta-nos apelar à solidariedade dos ermesindenses, à sua participação ativa nas instituições e organizações da terra, numa perspetiva construtiva e dinâmica que nos ajude a manter ânimo e nos mantenha ativos, onde possamos desenvolver a criatividade e sermos úteis para a nossa felicidade e para o bem dos outros.

    Temos de nos manter vivos, lúcidos e capazes de lutar para aguentar e vencer mais uma etapa da nossa vida que não me parece que vá ser muito fácil.

    Por: Fernanda Lage

     

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