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Edição de 31-10-2019
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    Arquivo: Edição de 20-12-2010

    SECÇÃO: Saúde


    A importância do tacto no ser humano

    «Vamos desenhar um quadrado na mão, com 1 cm de lado» – assim começa a viagem pelo mundo do Toque. Convidamos os leitores a embarcarem!

    Nesse quadradinho desenhado na nossa mão encontramos, em média: 5 milhões de células, 2 receptores de calor, 12 receptores de frio, 25 receptores de pressão, 200 receptores de dor, 170 glândulas sudoríferas, 5 000 receptores proprioceptivos, 4 metros de fibras nervosas, 1 metro de vasos sanguíneos, 5 fios de pêlo.

    Com estes dados podemos perceber a importância de um abraço, um toque, um carinho, ou um colo, na vida de uma pessoa, no desenvolvimento de uma criança.

    O toque é uma das nossas necessidades básicas, tendo sido já verificado que tanto pessoas como animais se desenvolvem muito lentamente ou morrem mesmo, se forem dele privados.

    A necessidade do toque tem uma base biológica: o tacto é o sentido que se desenvolve mais cedo (investigações demonstram que já na sétima semana de gravidez, o bebé reage ao toque), é o sentido mais abrangente e fundamental do ser humano. É o primeiro a desenvolver-se no ventre, e o último a deixar-nos no final da vida.

    Com a disponibilização de novas investigações, começa-se a verificar que o toque tem benefícios médicos.

    Em estudos do Touch Research Institute, bebés prematuros sujeitos a terapia por massagem aumentaram 47% mais peso do que os não massajados, tinham sono mais profundo, os seus níveis de hormonas de stress diminuíram, e tiveram alta 4 dias mais cedo.

    «A linguagem dos sentidos, na qual todos podemos ser socializados, é capaz de ampliar a nossa valorização em relação ao outro e ao mundo em que vivemos... Tocar é a principal dessas outras linguagens. As comunicações, que transmitimos por meio do toque, constituem o mais poderoso meio de criar relacionamentos humanos... o bebé dependente está destinado a crescer e a desenvolver-se socialmente por meio de contacto e, por toda a sua vida, a manter contacto com os outros...» (Ashley Montagu).

    Por: Diana Silva/Joana Viterbo (*)

    (*) Fisioterapeutas

     

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