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Edição de 31-05-2019
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    Arquivo: Edição de 20-10-2010

    SECÇÃO: Educação


    O DESAFIO DA VIDA (EDUCAÇÃO & SAÚDE)

    Envelhecimento activo – encarar o envelhecimento de forma positiva

    O nosso desafio é esclarecê-lo e ajuda-lo a superar os obstáculos da vida para ser feliz. Somos uma equipa transdiscipliar e é para isso que existimos. Tem o nosso apoio em www.felicity.com.pt ou geral@felicity.com.pt

    Foto GLENDA POWERS - FOTOLIA
    Foto GLENDA POWERS - FOTOLIA
    Envelhecer acontece. Faz parte do nosso ciclo de vida e, como tal, é um processo de mudança progressivo e contínuo. Ao longo do tempo, as perspectivas sociais, culturais e científicas sobre o envelhecimento têm mudado e adquirido uma conotação mais ou menos positiva. Passamos então a apresentar a perspectiva actual, implementada pela Organização Mundial de Saúde como linha orientadora das políticas de saúde para a terceira idade.

    Antes de mais, convém referir que o envelhecimento não comporta apenas o aspecto biológico; de facto, apresenta uma componente social e psicológica. Paúl (2005) citando Schroots e Birren, considera que a componente biológica do envelhecimento resulta da progressiva vulnerabilidade física e maior probabilidade de morrer, processo designado de senescência. O envelhecimento social é relativo aos papéis sociais, ajustados de acordo com as expectativas da sociedade para esta faixa etária; e o envelhecimento psicológico advém da adaptação ao processo de senescência e envelhecimento.

    Como se pode ver, o envelhecimento não acontece unicamente num campo e as suas várias determinantes são complexas, multifacetadas, e vivenciadas de uma forma pessoal mas também social. No entanto, existe um marcador, a idade: considera-se que uma pessoa é idosa quando atinge a idade de 65 anos, em países desenvolvidos, ou 60 anos para países em desenvolvimento. Existem ainda outros marcadores, como por exemplo a reforma, que podem traduzir um momento de passagem.

    As alterações demográficas do último século e o consequente envelhecimento da população, ao nível mundial, obrigaram a sociedade a repensar a forma de vivenciar, reagir, pensar e preparar o envelhecimento. Num sentido de pensar o envelhecimento com maior qualidade de vida, surge, a partir de 2002, o conceito de “envelhecimento activo” da forma como foi desenvolvido por grupos de trabalho sobre Saúde e Idade da Organização Mundial de Saúde. O documento “Active Aging: A Policy Framework”, vem formalizar o conceito e oferecer linhas orientadoras para as políticas de saúde.

    Envelhecimento activo é então o processo de optimizar oportunidades para saúde, participação e segurança, a fim melhorar a qualidade de vida à medida que a pessoa envelhece. Reconhece assim que é fundamental pensar o envelhecimento ao longo da vida, numa atitude mais preventiva e promotora da saúde e da autonomia. “Activo” não se refere exclusivamente à capacidade física ou de trabalho da pessoa, mas sim ao continuar a participação nos assuntos sociais, económicos, culturais, espirituais e cívicos. As pessoas podem, muitas vezes, ter uma contribuição activa na sociedade e na família, mesmo que reformadas, com doença ou incapacidade.

    Este conceito abrange tanto os indivíduos como grupos populacionais. Pretende que a pessoa atinja o máximo de bem-estar ao nível físico, social e mental ao longo da sua vida, e que participe na sociedade de acordo com as suas necessidades, desejos e competências. Pretende ainda que se crie um ambiente de adequada protecção, segurança e cuidado quando as pessoas necessitam de assistência. O envelhecimento activo tem como objectivo aumentar a expectativa de vida saudável e qualidade de vida para todas as pessoas à medida que envelhecem, incluindo aquelas que são frágeis, que têm incapacidades e que necessitam de cuidados.

    Em Portugal, o Programa Nacional para a Saúde das Pessoas Idosas (2004-2010), já contempla esta perspectiva, visando a “manutenção da autonomia, independência, qualidade de vida e recuperação global das pessoas idosas”, e estabelece orientações para o Serviço Nacional de Saúde nesse sentido.

    A tomada de consciência de que o cidadão idoso tem poder sobre a sua qualidade vida e que pode colaborar activamente na sociedade ainda é um processo que se está a desenrolar. As políticas de saúde e bem-estar para esta faixa etária devem continuar a ser exploradas e implementadas, para que a vida seja um continuo de oportunidades e não de desespero.

    Por: Magda Lomba (*)

    (*) Terapeuta ocupacional

     

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