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Edição de 30-06-2022
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    Arquivo: Edição de 10-10-2010

    SECÇÃO: Gestão


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    República: A Coisa Pública

    A revolução de 5 de Outubro de 1910 tem grandes semelhanças com o recente 25 de Abril de 1974. São os argumentos de justiça social, e a degradação económica que se levantam e proclamam, mudanças de regimes.

    O centenário da República Portuguesa é um aniversário importante, que sugere uma reflexão sobre as evidentes mudanças decorrentes de um novo regime. Assim, o que vemos? Vivemos mais cem anos da nossa vida colectiva: avanços tecnológicos, desenvolvimentos na medicina, mais e melhores infra-estruturas... enfim, um país moderno, comprometido com a Europa.

    Por outro lado vivemos também altos níveis de desemprego, pobreza crescente, a população envelhecida, os casais do nosso tempo evitam ter filhos dada a carestia de vida, vivemos numa Europa periférica onde cresce uma nova geração, a chamada geração dos 500 euros por mês, que mal dão para uma sobrevivência digna, sem alternativas nem oportunidades,

    Há também os muito, muito ricos, e os acomodados, que vivem “à boleia” de bons tachos e boas cunhas, por vezes numa lógica que mais faz lembrar os sistemas oligárquicos próprios da Monarquia, normalmente próximos de ambientes políticos, ou instituições públicas, ou ainda, das empresas do Sistema, mais pomposamente apelidadas de empresas produtoras de bens não transaccionáveis…. E são estes senhores que administram a coisa pública.

    É neste contexto que festejamos alegremente o centenário da República.

    Mais uma vez, e não me canso de apregoar: Ser-se rico não é obrigatoriamente ser--se feliz... Ser-se um eficiente profissional não é obrigatoriamente, ser-se culto... Ser-se legalista não é obrigatoriamente ser-se justo. Vivemos numa época eminentemente materialista, onde os Valores e Moral estão muito degradados. As pessoas estão desacreditadas do Futuro, não há Esperança e a Vida teima em ser cada vez mais difícil… Existem dois mundos distintos: Aquele que nos querem fazer acreditar, e esse é um mundo virtual; e o outro, o verdadeiro, aquele em que realmente vivemos, e que não aprece na TV ou nas revistas “cor de rosa”, a menos que permita aumentos de share, ou seja, o mundo do espectáculo, que muitas vezes se confunde com a miséria ou a desgraça de alguns.

    Tanto a República como a Democracia, cujos valores tenho dificuldade em distinguir, eram ideologicamente virtuosos, apontavam vias e modelos de sociedade de mais Justiça Social, Cidadania e Bem-Estar colectivo; Só que o Sistema Económico e Financeiro em que assenta, provoca a sua degeneração, e emergem interesses fundados no Vil Metal, que nada tem a ver com as tão proclamadas Felicidade, Cultura e Justiça para todos. Esses Valores têm de ser interiorizados por todos os cidadãos e não podem servir de capa, onde se escondem aqueles que se aproveitam e defendem o status quo.

    Por: José Quintanilha

     

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