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Edição de 31-03-2021
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    Arquivo: Edição de 10-07-2010

    SECÇÃO: Educação


    O DESAFIO DA VIDA (EDUCAÇÃO & SAÚDE)

    A voz dos mais pequenos

    O nosso desafio é esclarecê-lo e ajuda-lo a superar os obstáculos da vida para ser feliz. Somos uma equipa transdiscipliar e é para isso que existimos. Tem o nosso apoio em www.felicity.com.pt ou geral@felicity.com.pt

    Foto SERGIY N - FOTOLIA
    Foto SERGIY N - FOTOLIA
    O excesso de ruído nos recreios, a competitividade natural dos seres humanos (quem grita mais, manda mais), a agressividade presente nas actividades lúdicas infantis, a falta de preocupação dos pais e professores com a rouquidão da criança e o pouco interesse da própria criança, são alguns dos factores predisponentes para alterações significativas na qualidade vocal na infância. Além disso, as crianças estão mais sujeitas a quadros de alergias e quadros de infecção e inflamações das vias aéreas superiores, como as laringites e amigdalites, que irritam as mucosas e fragilizam o sistema fonador.

    A grosso modo, a disfonia corresponde a uma má qualidade vocal. A disfonia funcional infantil caracteriza-se por um comportamento de esforço vocal acentuado, acompanhado por uma modificação das características da voz infantil, que normalmente é muito “fininha” em ambos os sexos. Segundo estudos realizados, a disfonia infantil é mais frequente em rapazes do que em raparigas. Esta patologia surge por volta dos 6/7 anos, o que corresponde ao início da escolarização. Contudo, a disfonia infantil pode surgir em idades mais precoces.

    Existem dois tipos de crianças disfónicas, as do denominado perfil I e as do perfil II. Ao primeiro grupo, pertencem crianças hipercinéticas, crianças muito mexidas nas quais o movimento do corpo acompanha a fala. No perfil II inserem-se crianças tímidas, mas que fazem bloqueios respiratórios constantes. O perfil I é o mais frequentemente encontrado nesta patologia e também o mais fácil de detectar.

    As alterações mais fáceis de identificar são: voz mais grave, rouquidão e falha de voz no final das frases. Caso tenha reparado em alterações da voz, por mais de quinze dias, dor ao falar, sensação de esforço ou cansaço vocal deve consultar o médico otorrinolaringologista. Os nódulos vocais são a alteração laríngea mais frequente no decorrer de comportamentos vocais erróneos na infância.

    A saúde vocal refere-se a uma série de aspectos como: voz limpa e clara, produzida sem esforço e agradável ao ouvinte.

    Muitas crianças costumam gritar bastante, falar enquanto fazem desporto, falar muito e muito rápido e não bebem água. Estes comportamentos prejudicam a voz e têm impacto na vida social, uma vez que se torna difícil para a criança ser ouvida por exemplo, em locais com muito barulho. Todos nós, profissionais de saúde, da educação e pais, devemos tomar um papel activo e ajudá-los a cuidar da sua voz. Afinal eles aprendem rápido a cuidar do ambiente, e de tantas outras questões para as quais hoje estamos atentos…

    Pequenos gestos hoje, criam hábitos saudáveis para o futuro e evitam casos sérios!

    Por: Rita Regêncio (*)

    (*) Terapeuta da fala

     

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