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Edição de 30-06-2020
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    Arquivo: Edição de 15-05-2010

    SECÇÃO: Opinião


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    Medidas de austeridade

    O primeiro-ministro português deve ter passado um dos seus piores dias quando, em Bruxelas, teve de ouvir, acompanhado do seu camarada espanhol, que os alemães não estavam disponíveis para voltar a injectar mais largos milhões de euros para cobrir dívidas de (des)governos socialistas, cujas consequências são verdadeiras ameaças à existência da moeda única e coesão social europeia.

    Em resultado, Sócrates lá teve de meter o “rabo entre pernas”, engavetar a sua arrogância e vir pedir “batatinhas” à oposição para se manter no poder, promovendo a fuga de informações que dão como provável aumento de impostos e cortes nos salários de quem vive do seu trabalho, querendo disfarçar que são coisas impostas do exterior e causadas por especuladores e má gestão grega.

    Dito apenas isto, já seria de censurável a um governante que anda desde de antes das eleições a enganar os portugueses com afirmações politicamente desonestas de que tudo continuaria como prometido no programa eleitoral: nada de aumento de impostos, défice controlado, margem para aumento de salários da função pública como nunca se tinha visto. Numa palavra, com os socialistas a governar, os portugueses poderiam estar descansados que a crise lhes passaria ao lado, tal o talento dos ministros e a super-sapiência de José Sócrates.

    O tempo, porém, é inexorável, a mentira tem perna curta e vai sendo tempo de incriminar quem, tendo o dever de zelar pelos dinheiros públicos e saúde das finanças do Estado, se apressa a assumir compromissos incompreensíveis para no momento seguinte procurar defender-se que agora, com contratos de concessões assinados, já não se pode voltar a trás. É aguentar e cara alegre! Não, portugueses! Alguém tem de pedir responsabilidades, políticas e criminais, a quem, sabendo o estado das finanças públicas, não podendo ignorar as exigências comunitárias, assina a correr contratos de obras públicas geradoras de mais financiamentos externos e futuros custos de exploração, hipotecando o país a níveis tais, que a solução passa por novamente pedir mais e mais gravosos sacrifícios aos de sempre: pagadores de impostos, trabalhadores por conta de outrem e pensionistas.

    Enquanto não passarmos das palavras aos actos, os “atrevidos” que “assaltaram” o poder continuarão a condenar os portugueses a um futuro sem esperança, a deitar a mão a todos os subterfúgios para esconder a verdade aos governados e, quando o pântano nos bater à porta, fugirão deixando para trás o caos económico, financeiros e social, partindo para “outra” que lhes garanta o estatuto que só a política lhes deu.

    Não sabemos quem o poderá fazer, mas talvez começando por mobilizar todos os partidos da oposição na denúncia do verdadeiro estado das finanças e défice públicos, recusando qualquer apoio à continuação do desmando, com a comunicação social não afecta ao governo e o Ministério Público, na investigação de eventuais negócios espúrios e de gestão danosa da coisa pública, se consiga travar a deriva suicidária e identificar os culpados do desbaratamento dos dinheiros provenientes do sacrifício dos contribuintes. Se esta “empresa” for tentada e bem sucedida, talvez que os “patos bravos” da política arrepiem caminho e procurem outras ocupações, deixando de se empanturrar à mesa do orçamento.

    Por: A. Alvaro de Sousa

     

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