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Edição de 30-06-2020
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    Arquivo: Edição de 15-05-2010

    SECÇÃO: Gestão


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    O papel da Cultura na Sociedade

    Não é inocentemente que coloco a esta perspectiva cultural um cenário de crise social económica como aquela em que vivemos. Por um lado é importante interpretar os valores e o espírito humanista que está por detrás de qualquer expressão cultural; por outro o ambiente, que por vezes potencia a reflexão sobre certos temas, clarificando e caricaturando determinadas situações e denunciando desequilíbrios ou diversas injustiças.

    De facto, a cultura tem esse mérito de descodificar certas redes de interesses ou relações inadequadas por vezes incompreensíveis, simplificando-as através das suas caricaturas, de forma inteligente e por vezes genial.

    A cultura é também harmonia e beleza, elementos fundamentais ao bem-estar e à qualidade de vida de qualquer sociedade. É descoberta e criação! E é também solidariedade e partilha. Valores de produtividade e crescimento que levam ao desenvolvimento económico mas também o cariz social de acolher os outros pares.

    Há umas boas dezenas de anos falava-se na China e na revolução cultural. Hoje temos os resultados no contexto económico internacional.

    Qualquer manifestação cultural, nasce do interior do Homem e com ela uma lógica virtuosa de criação e um ideal que também tem um cariz económico e social.

    Dizia que não era inocentemente que pegava neste tema da cultura pois, na nossa terra temos também artistas e agentes culturais que importa acarinhar e fomentar. Mais uma vez, saliento o papel da Associação Cultural de Ermesinde que tem sido fundamental na promoção cultural da nossa Cidade, conferindo-lhe cada vez mais uma identidade e uma força maior para todos. A propósito, aproveito para felicitar e divulgar o grupo de teatro Casca de Noz, que estreou numa nova peça: “Os Velhos não Devem Namorar” que muito nos orgulha, pois a sua apresentação vem carregada de brilho, alegria e de um espírito satírico próprio do tema que aborda, e que aconselho vivamente a partilha desse espectáculo.

    Numa altura em que a crise está para se agravar, onde os desequilíbrios se acentuam e fenómenos de pobreza e indigência, são os valores que estão em crise! Cabe aos artistas e agentes culturais identificar as origens destes males. Já noutros tempos nomes como Rafael Bordalo Pinheiro ou mais recentemente António Aleixo e o sempre presente Zeca Afonso, tentaram de uma forma ou de outra apontar os erros e as falhas dos sistemas através de manifestações artísticas. Também no seu tempo eram por vezes consideradas pessoas incómodas por revelarem as suas Verdades.

    Estamos num tempo em que importa tomar consciência da verdadeira situação em que nos encontramos, e aqui a Cultura tem um papel importante na tomada de consciência de alguns absurdos e cria um clima de mobilização e solidariedade através do apelo a valores humanistas e de verdadeira prosperidade.

    Por: José Quintanilha

     

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