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Edição de 31-03-2020
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    Arquivo: Edição de 10-12-2009

    SECÇÃO: Gestão


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    Corpos e corporações (I)

    A definição física de corpo, é a de um conjunto de massas que formam um determinado objecto e cujas características podem ser analisadas parcelarmente. Já a definição anatómica do corpo é a de um conjunto de várias partes que compõem um animal. Em qualquer das definições a ideia é que um corpo é uma unidade autónoma cujas partes têm uma natureza e funções determinadas, com vista ao objectivo final que é o da utilidade ou do desempenho desse corpo.

    Parece que, o corpo tem também uma natureza processual coerente que recebe estímulos (inputs) e debita reacções (outputs). De qualquer maneira, a ideia básica deste conceito é de uma grande unidade e homogeneidade apesar da heterogeneidade das partes que os compõem.

    Há no entanto um elemento de coesão que congrega esforços num único sentido e com um único objectivo. A ideia que subjaz ao conceito de corpo é de um certo comando cerebral que determina o sentido das suas acções, fazendo interagir as suas potencialidades com as suas fragilidades numa lógica de realização e defesa na relação com o seu exterior.

    Esta reflexão, remete-nos também para o conceito político do corpo que pressupõe um poder legislativo atribuído a diferentes grupos de interesses económicos, sendo nessa qualidade que a cidadania e a intervenção social e política se efectuam. Temos, a este propósito o sistema político que vigorou na Itália Fascista de Mussolini, ou na vizinha Espanha no tempo do Generalíssimo Franco ou ainda em outras experiências em diversos países como no Brasil ou em França e também o exemplo tão próximo do Regime Salazarista que vigorou até Abril de 74.

    O pensamento que importa reter, é da utilidade e do desempenho dos corpos como um processo que recebe e entrega Valor, isto é, acrescenta valor decorrente da sua actividade.

    A questão que se coloca é se o que o corpo recebe mais ou menos do que aquilo que entrega; é uma questão de equilíbrio deste deve/haver.

    É com base nesta equação que teremos corpos saudáveis e equilibrados, produtivos e fortes, ou ao contrário, corpos deficitários ou doentes, parasitários ou gordos, com desempenhos menores. Estes qualificativos alargam-se naturalmente, às partes que constituem esse corpo.

    Por: José Quintanilha

     

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