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Edição de 30-09-2020
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    Arquivo: Edição de 30-11-2009

    SECÇÃO: Cultura


    A COMPANHIA DE TEATRO DA AACE VOLTOU A DEMONSTRAR A QUALIDADE DO SEU TRABALHO EM BEJA!

    Casca de Nós – 2º Prémio no Concurso Nacional de Teatro Amador do INATEL

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    Foi com cerca de 20 minutos de atraso - o que deixa antever a dificuldade da decisão - que o júri entrou na sala para comunicar os resultados desta final nacional de teatro:

    1º Grupo de Teatro O Celeiro (Montemor-o-Velho), 139 pts;

    2º Grupo Casca de Nós - Associação Académica Cultural de Ermesinde, 137 pts;

    3º Grupo de Animação e Teatro Espelho Mágico (Setúbal), 96 pts;

    4º O TAL- Associação de Teatro Amador do Livramento (Madeira), 89 pts;

    5º Associação Grupo de Teatro de Amadores de Vila Viçosa, 79 pts;

    6º Pedra Mó - Grupo de Teatro (Açores), 70 pts.

    Percebemos o porquê da demora... dois grandes espectáculos... a dividirem a opinião do júri!

    Na cerimónia de entrega do prémio, Virgílio Castelo, actor e director de actores, e um dos membros do júri, destacou a «qualidade superior» dos espectáculos apresentados e defendeu a necessidade de no futuro «se dar maior visibilidade ao movimento do teatro amador, porque ele tem neste momento, a avaliar pelos espectáculos que passaram pela final, uma importância muito maior do que alguns pensam». Cucha Carvalheiro, actual directora artística do Teatro da Trindade e considerada melhor actriz portuguesa em 2004, que integrou também o júri - para além da jovem actriz e encenadora Maria João Miguel -, por sua vez, pediu aos grupos "excluídos" para que «não esmoreçam, que continuem». «Como directora artística do Teatro da Trindade tomei mais notas sobre aqueles grupos que não venceram mas que têm que continuar a merecer o esforço e o apoio da Fundação Inatel no sentido de continuarem a melhorar as suas condições de trabalho», disse.

    A final do concurso foi disputada por seis companhias de teatro, que foram apuradas em eliminatórias regionais realizadas no mês de Outubro (Norte, Centro, Sul, Lisboa e Vale do Tejo, Madeira e Açores).

    O prémio para o grupo vencedor consiste - para além da entrega de um cheque «com um valor monetário simbólico que pretende ser apenas uma pequena ajuda» - no apoio à produção de um novo espectáculo, com base em textos do concurso de dramaturgia promovido igualmente pela Fundação Inatel, espectáculo esse que será apresentado no Teatro da Trindade, em Lisboa, seguindo-se depois uma digressão de quatro ou cinco apresentações pelo País.

    Para Cristina Baptista, vogal do conselho de administração da Fundação Inatel e responsável pelo pelouro da Cultura, este apoio à produção, por parte do Inatel e do Teatro da Trindade, que resulta depois na apresentação do espectáculo «num grande teatro, de referência, que tem uma direcção artística e uma direcção de programação de elevada qualidade e reconhecida», assume-se como bastante importante, uma vez que «o que estes grupos querem é ter uma oportunidade de mostrar o seu trabalho».

    O concurso de teatro insere-se numa das três componentes de um trabalho que a Fundação Inatel tem vindo a desenvolver ao longo dos anos junto dos grupos amadores de teatro - apoio, formação e divulgação. «É nesta componente da divulgação que se enquadram os concursos e que estão a sofrer uma grande alteração, que se vai manter. Estamos muito empenhados em dignificar as práticas culturais amadoras, porque efectivamente elas são de elevadíssima qualidade e merecem ser conhecidas globalmente pela sua qualidade e pela importância que têm nas dinâmicas culturais, sociais e económicas das regiões onde acontecem. Estes grupos, quer no teatro, na música, na etnografia, no folclore e noutras práticas amadoras, são escolas de cidadania e é preciso que olhemos para estas práticas com um novo olhar. «Também é uma forma de reforçarmos a nossa auto-estima», concluiu a responsável.

    Por: Maria Fernanda Barbosa

     

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