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Edição de 31-05-2019
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    Arquivo: Edição de 15-03-2009

    SECÇÃO: Editorial


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    As mulheres são as primeiras a sentir na carne os efeitos da crise

    A crise passa, em primeira mão, pelas mulheres, mas são elas as primeiras a inovar para a vencer. Tem sido assim ao longo dos tempos e mesmo hoje continuam, na sua maioria, a serem elas as primeiras a sentir na carne as dificuldades geradas pelo desemprego, pelos baixos salários, tentando que o essencial não falte, especialmente aos filhos.

    A data de 8 de Março foi adoptada pelas Nações Unidas, em 1977, para lembrar tanto as conquistas sociais, políticas e económicas das mulheres, como as discriminações e as violências a que muitas mulheres ainda estão sujeitas em todo o Mundo. Portugal não é excepção e nunca é demais lembrar o lugar que a violência doméstica ocupa nos media, no discurso político, nos trabalhos de investigação e estudos académicos.

    A mulher tem vindo a conquistar a sua independência económica, mas carrega na maior parte das vezes com uma sobrecarga de trabalho e responsabilidade, quer em relação ao bom funcionamento da casa, encarregando-se das tarefas domésticas, quer no próprio acompanhamento e educação dos filhos.

    Mas a luta pela igualdade ainda faz todo o sentido, as mulheres têm cada vez melhor formação, mas ocupam muitas das vezes trabalhos mais precários e frequentemente mais mal pagos o que acentua a dependência económica das mulheres em relação aos maridos.

    Este ano de 2009 em todo o lado a crise esteve bem presente nas comemorações do dia 8 de Março. Festejou-se com manifestações e luta.

    Hoje recordo todas as mulheres que sofrem e estou ao lado delas…

    Aos nossos leitores deixo-os com um poema que diz muito do que são na sua essência as mulheres.

    Mulheres

    Elas sorriem quando querem gritar.

    Elas cantam quando querem chorar.

    Elas choram quando estão felizes.

    E riem quando estão nervosas.

    Elas brigam por aquilo em que acreditam.

    Elas levantam-se pela injustiça.

    Elas não levam “não” como resposta quando

    acreditam que existe uma melhor solução.

    Elas andam sem sapatos novos para

    as suas crianças poderem tê-los.

    Elas vão ao médico com uma amiga assustada.

    Elas amam incondicionalmente.

    Elas choram quando as suas crianças adoecem

    alegram-se quando as suas crianças ganham prémios.

    Elas ficam contentes quando ouvem sobre

    um aniversário ou um novo casamento.

    Pablo Neruda

    Por: Fernanda Lage

     

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