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Edição de 31-03-2021
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    Arquivo: Edição de 31-10-2008

    SECÇÃO: Psicologia


    A IMPORTÂNCIA DA SAÚDE MENTAL

    “Os indicadores inconvenientes da minha balança” - Compreender a Obesidade

    Este é um espaço de reflexão e diálogo sobre temas do domínio da Psicologia, que procurarei dinamizar com regularidade, trazendo para aqui os principais problemas do foro psicológico que afectam pessoas de todas as idades.

    Na qualidade de psicóloga estou disponível para os leitores de “A Voz de Ermesinde” me poderem colocar as questões que desejarem ver esclarecidas, através de carta para a redacção deste quinzenário ou para o seguinte “e--mail”: joanapatriciadias@sapo.pt

    Segundo a Organização Mundial de Saúde, a obesidade é uma doença em que o excesso de gordura corporal acumulada é passível de atingir níveis que afectam a saúde do paciente.

    Trata-se de uma afecção crónica, cuja incidência tem vindo a aumentar, especialmente nos países industrializados. Atinge homens e mulheres de igual forma, seja qual for a idade; reduz significativamente a qualidade de vida e a taxa de mortalidade é já considerada elevada.

    Sedentarismo, factores genéticos, gravidez e menopausa, são alguns factores de risco.

    Exerce consequências ao nível da saúde, múltiplas e graves, como por exemplo, ao nível do aparelho cardiovascular, metabolismo (hiperlipidemia, diabetes, gota), sistema pulmonar, aparelho gastro-intestinal, genito-urinário e reprodutor (incontinência, infertilidade, amenorreia…).

    A obesidade provoca também outro tipo de alterações. Discriminação, isolamento, depressão e falta de auto-estima são alguns exemplos.

    Importa salientar que o tratamento é um processo moroso, o qual está sujeito a várias recaídas por parte do paciente, por isso é necessário um acompanhamento profissional, estabelecendo-se metas sempre realistas.

    Desde programas de actividade física a dietas individualizadas, passando pela cirurgia bariátrica (obesidade mórbida), a intervenção psicológica assume um papel crucial ao longo de todo o processo.

    A terapia comportamental tem sido aquela que exerce melhores resultados. Compreender os processos fundamentais da causa da doença, ajudam o paciente na tomada de consciência, bem como no estabelecimento das metas a alcançar com o avanço da terapia.

    Existem alguns grupos de apoio em locais especializados, que têm por base uma re-educação alimentar. Os resultados alcançados têm sido bastante positivos.

    Ficam alguns exemplos de exercícios a seguir pelo paciente quando orientado por intermédio da terapia comportamentalista:

    - Não fazer compras quando sentir fome;

    - Preferir a utilização de escadas ao invés do elevador;

    - Mastigar muito lentamente os alimentos;

    - Ir pousando os talheres enquanto mastiga, ao longo da refeição;

    - Não comer enquanto vê televisão.

    A re-educação alimentar implica uma mudança desmedida no estilo de vida do paciente, pelo que o acompanhamento contínuo por uma equipa multidisciplinar de profissionais é fundamental não só ao longo do processo, como após o alcance dos primeiros objectivos.

    Por: Joana Dias

     

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