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Edição de 31-05-2017
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    Arquivo: Edição de 10-07-2008

    SECÇÃO: Gestão


    Mais Estado, menos Estado

    Neste espaço que pretendemos dedicar à gestão e aos problemas das Empresas, designadamente às Pequenas e Médias (… pois as grandes não revelam sentir problemas de maior, designadamente aquelas que actuam em ambientes monopolistas ou cartelizados), não podemos alhear-nos das condições dos mercados, das condicionantes internacionais ou do enquadramento fiscal que o Estado nos impõe.

    Estes últimos anos a Economia dos particulares e das empresas tem sofrido bastante com o processo de reequilíbrio orçamental do Estado, devolvendo a este e aos seus Ministérios maior dignidade, maior capacidade de intervenção, que resulta num Estado mais forte.

    Os custos deste processo foram muito pesados para a maior parte dos portugueses; surgiu muita pobreza envergonhada, daquela que não consta nas estatísticas, e estatísticas que revelam aumentos de consumos de conservas e salsichas, e baixas nos consumos de carne e peixe fresco! E ainda o desemprego, as falências, portanto uma Economia que não arranca.

    As pessoas e as empresas, na hora de pagar os seus impostos preferem pagar aos seus fornecedores ou funcionários, pois são a única garantia de manutenção das suas actividades, esquecendo-se dos riscos que correm grade parte das vezes terminam com surpresas desagradáveis, ou acções de penhora sobre o seu património individual e familiar, que irá a hasta publica para ser aproveitado por um qualquer especulador que encontra aí, mais uma oportunidade para realizar mais valias. É assim que o Estado se fortalece.

    O Estado forte pode dar origem a duas interpretações: ou estamos perante um modelo escandinavo onde a imagem de um Estado forte e interventor corresponde a uma economia vigorosa e pujante; ou então estamos perante um modelo de Estado forte, musculado, muitas vezes representado pelas ditaduras do extremo oriente e Indochina ou alguns países da América Latina.

    De facto, esta dualidade de mais Estado ou menos Estado tem uma carga ideológica muito marcada, caminho que não gostaria de perseguir. Todavia há aqui uma opção que se prende com a economia real e com a qualidade de vida das pessoas, que passa inevitavelmente por princípios de liberdade e democracia.

    Se mais Estado, Estado forte, for compaginável com crescimento e desenvolvimento económicos, então sim esta é a opção certa. Se ao contrário, Estado forte conviver com uma economia de alguns e a miséria de quase todos, privados de dignidade e liberdade, como infelizmente existem tristes exemplos por este mundo fora, esta não é opção.

    A força do Estado tem de estar ao serviço da economia de forma a que as empresas e as pessoas em geral, possam aproveitar essa força, e a riqueza do Estado tenha efeitos multiplicadores nos países.

    O que se tem passado em Portugal é que a economia tem estado à mercê do Estado, engordando o seu orçamento, eliminando os seus deficits, gerando uma economia cada vez mais fria e estagnada, e multiplicando os problemas sociais consequentes. Se esta é a força do Estado, então a opção também não é esta.

    A opção de menos Estado e melhor Estado parece que ainda não foi experimentada! … Se calhar, a opção seria ter a coragem e a estratégia politica de afrontar os lobbies, os pequenos feudos instalados, e dar espaço a quem quer de facto enfrentar a vida com energia e sentido de realização, estimular a produtividade e a eficiência e rejeitar definitivamente a incompetência, moralizando a sociedade sempre sobre o primaz da liberdade democrática e a qualidade de vida dos cidadãos.

    Por: José Quintanilha

     

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