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Edição de 15-09-2017
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    Arquivo: Edição de 10-07-2008

    SECÇÃO: Editorial


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    Na Feira à procura de valores e referências

    Não tenho heróis nem grupo de futebol, o que me coloca por vezes um pouco à margem nas chamadas conversas de café.

    Dei comigo a pensar nestas coisas em plena Feira do Livro. Realmente não simpatizo, nem corro atrás de heróis de momento, de livros sensacionalistas ou muito badalados, desconfio sempre da sua real valia, a sociedade de consumo levou-me a ser muito céptica, alguns dirão que é insegurança. Será mesmo?

    Mas uma feira é uma feira, direi mesmo uma festa, um local privilegiado de encontros, de partilha, de conhecer livros e autores, de encontrar velhos amigos, de trocar ideias que vão para além das do futebol, onde eu realmente sou uma nulidade.

    Ganhar o gosto pela leitura passa por encontrar livros. E também se cultiva, provando… Por isso gosto de feiras, mesmo consciente de todas as manobras de marketing que as comandam, em especial as grandes feiras. Não foi por acaso que este ano a feira de Lisboa teve os problemas que teve.

    Mas as feiras de livros já têm uma longa história e uma grande importância cultural, comercial e até política.

    Desde o tempo de Gutenberg que Frankfurt é a capital europeia do livro.

    No entanto a Feira do Livro foi transferida no século XVIII para Leipzig e só muito mais tarde, depois da II Grande Guerra, em 1949, voltou a realizar-se em Frankfurt.

    A Alemanha atravessava um momento de profunda reestruturação económica, e a indústria editorial enfrentava grandes dificuldades, no entanto é em Frankfurt que se vão desenvolver as grandes editoras alemãs.

    Em 1950 a Associação do Comércio Livreiro Alemão instituiu o prémio da Paz, «uma tentativa de conciliação da Alemanha com o mundo, após as atrocidades cometidas pela ditadura nazi».

    O primeiro autor contemplado com este prémio foi Max Tau.

    Hoje a Feira de Frankfurt é um ponto de encontro da literatura mundial.

    Paralelamente ao acontecimento cultural e económico que representa esta feira em termos de exposição e divulgação de livros de todo o mundo, ela é pretexto e plataforma para profundas reflexões e discussões culturais.

    Por cá, como em muitos outros países, trabalhamos a outra escala e ficamos muito contentes se sentirmos que vamos melhorando de ano para ano.

    A Feira do Livro da nossa terra encontrou definitivamente o local certo, a população vai dando a sua resposta e tem melhorado de ano para ano a sua programação.

    Sinto que a vida se vai alterando e haja actividades com interesse que a população aparece!

    Por: Fernanda Lage

     

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