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Edição de 31-05-2019
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    Arquivo: Edição de 15-05-2008

    SECÇÃO: Cultura


    Jacarandá (Jacaranda minoseafolia, família bignoniaceae)

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    Todos os anos esperava o início do Verão, para os ver frondosos, desfolhando flores, criando tapetes dum lilás incomparável.

    Velhos companheiros dos meus percursos, no Porto, São Lázaro, 24 de Agosto, Largo do Viriato, e em Lisboa, 5 de Outubro, Parque Eduardo VII, Príncipe Real.

    Memórias de alguns jacarandás com os quais me cruzei e hoje os relembro, uns com saudades, outros com ternura, mas sempre um banho de primavera renascida, uma dádiva da natureza, que nos conforta, que nos dá alento.

    Cantado por poetas, as suas flores são a verdadeira encarnação do espírito feminino, a elas se referem sempre como à beleza e ao seu poder encantatório…

    Fotos ARQUIVO
    Fotos ARQUIVO

    O jacarandá florido

    Brando cantar trazia

    Branda a viola da noite

    Branda a flauta de dia

    O jacarandá florido

    Brando cantar trazia

    O vinho doce da noite

    A água leve de dia

    Quem o olhava bebia

    Quem o olhava escutava

    O jacarandá florido

    Que o silêncio cantava

    Por: Matilde Rosa Araújo

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    O nome decerto lhe foi dado por vozes quentes, tropicais. Só cantando o podemos dizer, a saborear-lhe as sílabas, prolongando a alegria da tónica: Ja-ca-ran-dáá. As flores brotam, triunfantes, decididas, a pincelar o negro dos braços nus. Dizem li-láás nos nossos olhos, na sala de espera de mais um verão. Retiram-se, discretas, quando o recorte verde das folhas se anuncia. Todos os anos as procuro nas velhas ruas da cidade. Receio que um dia lá não estejam. Quero que fiquem para contar do meu sorriso sazonal e da minha voz dizendo a quem passa: Vejam como estão lindos. Já floriram os ja-ca-ran-dáás!!

    Por: Licínia Quitério

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    Despedida

    Junho chegou ao fim, a magoada

    Luz dos jacarandás, que me pousava

    Nos ombros, era agora o que tinha

    Para repartir contigo

    Um coração desmantelado

    Que só aos gatos servirá de abrigo

    Por: Eugénio de Andrade

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    A menina dos olhos de quem não anda distraído com futilidades.

    O Jacarandá a flor da cidade, seu adorno, seu património indizível

    Eugénio tinha um caso de amor com esta árvore, no mês de Maio vestida de flor purpurina.

    Eugénio via da janela do Hospital de Santo António as folhas da árvore, as plantas de amor.

    Por: Mário Cláudio

    Por: Fernanda Lage

     

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