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Edição de 30-09-2020
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    Arquivo: Edição de 30-04-2008

    SECÇÃO: Psicologia


    A IMPORTÂNCIA DA SAÚDE MENTAL

    Síndrome de Asperger

    Este é um espaço de reflexão e diálogo sobre temas do domínio da Psicologia, que procurarei dinamizar com regularidade, trazendo para aqui os principais problemas do foro psicológico que afectam pessoas de todas as idades. Na qualidade de psicóloga estou disponível para os leitores de “A Voz de Ermesinde” me poderem colocar as questões que desejarem ver esclarecidas, através de carta para a redacção deste quinzenário ou para o seguinte “e-mail”: joanapatriciadias@sapo.pt

    O chamado Síndrome de Asperger é o nome dado a um grupo de problemas que algumas crianças (e adultos) têm, quando tentam comunicar com outras pessoas.

    Trata-se de uma desordem do espectro autista, diferenciando-se deste por não apresentar nenhum atraso no desenvolvimento cognitivo ou da linguagem.

    O marco mais óbvio desta síndrome é a característica que faz destes indivíduos únicos e fascinantes: a sua particular idiossincrasia de “interesses especiais”. Normalmente estes convergem por áreas intelectuais específicas.

    Os sintomas mais comuns são a dificuldade de relacionamento social, a falta de empatia pelos outros, a interpretação literal daquilo que se lhes diz, a má adaptação a mudanças e a manutenção de comportamentos estereotipados.

    Não obstante as dificuldades de socialização, estas não costumam ser tão marcadas quanto no autismo. É comum que estas crianças sejam conotadas pelos pais como “vivendo no seu próprio mundo”, mas este deslocamento da realidade não costuma ser tão extremista quanto na outra patologia.

    O diagnóstico é difícil de se realizar, pelo que não existe um exame clínico que o detecte.

    Estes indivíduos costumam desenvolver um interesse intenso e mesmo obsessivo por assuntos particulares, facto esse que se costuma manter preservado ao longo da vida.

    Por norma é quando as crianças vão para a escola que costumam mostrar mais acentuadamente um interesse específico por determinado assunto, como por exemplo, na área da matemática, ciências, leitura, história ou geografia, querendo aprender tudo quanto possível acerca do objecto, tendendo a insistir nisso em conversas e jogos livres. Em consequência, apresentam desmotivação e pouca paciência para assuntos fora do seu campo de interesse.

    Professores podem considerar estas crianças ora como inaptas, ora como sobredotadas, claramente capazes de superar os colegas no seu domínio de interesse, mas constantemente desmotivados para realizar os trabalhos de casa comuns.

    A combinação dos problemas sociais com os interesses específicos pode levar a comportamentos inapropriados, como, por exemplo, abordar um desconhecido e iniciar um monólogo acerca de um assunto do seu interesse particular, ao invés de se apresentar primeiro de uma maneira socialmente aceitável.

    Devido ao facto do síndrome de Asperger ser de conhecimento relativamente recente, muitas das abordagens de tratamento estão ainda em fase inicial. No entanto, é importante que cedo se elabore o diagnóstico, pois quanto mais precoce for o tratamento, melhor será a recuperação. O terapeuta deve incidir nos níveis psicoterapêutico, educacional e social.

    As abordagens psicoterapêuticas com ênfase comportamental são mais efectivas do que as terapias centradas na emoção, pois estas últimas podem ser bastante desconfortáveis para as crianças.

    Sem embargo, indivíduos portadores deste síndrome podem vir a ter uma vida praticamente normal, chegando a alcançar cargos profissionais com distinção no seu meio laboral.

    Por: Joana Dias

     

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