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Edição de 30-09-2020
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    Arquivo: Edição de 30-04-2008

    SECÇÃO: Gestão


    Crescimento ou desenvolvimento

    De uma forma geral as questões de Crescimento e de Desenvolvimento colocam-se a todas as Organizações e às Sociedades em geral.

    Normalmente o Crescimento mede--se através de indicadores quantitativos como, por exemplo, o nível de crescimento do produto nacional, através da variação do PIB, nas empresas, pelo volume de facturação, nas famílias pelo rendimento disponível ou ainda pelo numero de empresas em determinada região, ou até pela população.

    Como é já bem conhecido, quantidade não é sinónimo de qualidade. Assim, também Crescimento não é sinónimo de Desenvolvimento. O Desenvolvimento está associado a uma multiplicidade de valores como por exemplo: os níveis culturais, os níveis de bem-estar e conforto, os índices de conhecimento tecnológico, ou até as condições de trabalho e de realização pessoal.

    Quer dizer que para termos um crescimento sustentável o Crescimento e o Desenvolvimento têm que andar a par, caso contrário surgem as crises de crescimento com consequências nefastas e imprevisíveis.

    Esta evidência deve aplicar-se a qualquer nível de Organização a começar pelos países, onde politicas nacionais de crescimento têm que ser acompanhadas de outras que promovam os factores de sustentabilidade, como por exemplo: a inovação, a qualidade, a própria dignidade social, de acordo com os padrões das sociedades democráticas.

    Também nas Empresas esta é uma preocupação dos empreendedores modernos que não olham apenas para “a caixa registadora” e os níveis de facturação. Cada vez mais as preocupações e as responsabilidades sociais das empresas estão na ordem do dia, bem como outros factores de competitividade como os investimentos em I&D, na qualidade, design e formação profissional, entre outros. São estas as preocupações que geram motivação e cumplicidade dentro das empresas e as transformam em empresas ricas, lato sensu.

    Num cenário regional ou municipal esta questão faz sentido acrescido, pois as políticas das autoridades eleitas têm um reflexo próximo e directo com os cidadãos eleitores. Em termos de Desenvolvimento há que identificar indicadores que reflictam o bem--estar das pessoas, das famílias e da sua qualidade de vida. A este nível existem muitos sectores onde se pode actuar, a começar desde logo por alternativas ocupacionais das diferentes faixas etárias da população.

    Aqui existe um trabalho vasto que pode ser feito, ou a criação de condições para que se realize. Começando pela idade escolar, há um conjunto variado de actividades ligadas às ocupações de tempos livres que se constituem como factores determinantes de qualidade de vida quer dos utentes, quer dos pais, que deixam os seus filhos em locais seguros e de aprendizagem.

    Numa faixa etária superior – os adolescentes –, as associações culturais e desportivas assumem um papel vital na atracção dos jovens, protegendo-os de ambientes terríveis como a toxicodependência ou a marginalidade em geral. Também a qualidade do ensino nas escolas, a sua protecção associada a actividades periféricas de cultura e de educação, por exemplo: bibliotecas, informática e outras, são fundamentais para a formação do tal Desenvolvimento.

    Mais adiante, na faixa dos adultos, o desporto, a educação física ou actividades culturais como o teatro, exposições e outras actividades saudáveis, deverão ser da responsabilidade das autoridades na promoção da qualidade de vida.

    Finalmente, os nossos idosos deparam--se com uma enorme crise de solidão e isolamento, vivendo à margem de um mundo agitado e stressante, onde não há lugar nem estruturas para lhes dedicar um pouco de atenção. Também aqui as actividades físicas e culturais e a ocupação dos tempos livres deveriam ser fomentadas e incentivadas de forma a atender às necessidades daqueles que muitas vezes são esquecidos.

    Para se promover o Desenvolvimento das regiões não podemos só pensar no Crescimento – população, construção, empresas, etc. –, mas devemos fundamentalmente pensar nas condições em que ocorre esse Crescimento, proporcionando qualidade de vida e felicidade a todos os concidadãos.

    Por: José Quintanilha

     

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