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Edição de 31-05-2019
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    Arquivo: Edição de 15-01-2008

    SECÇÃO: Gestão


    O sistema produtivo e a conjuntura

    Tomando o Sistema Produtivo como o complexo integrado dos agentes nacionais que participam na produção da riqueza nacional, estamos, indiscutivelmente, a falar das Empresas.

    Considerando a Conjuntura como a envolvente que condiciona a actividade das Empresas podemos abordá-la a três níveis:

    - Ao Nível Sectorial;

    - Ao Nível Nacional;

    - E ao Nível Internacional.

    Temos, portanto, um conjunto de condições internas nas empresas que, tendencialmente, conduzem a níveis acrescidos de produtividade e à optimização dos sistemas internos da organização.

    Na gestão empresarial procura-se permanentemente métodos e formulas de produção e venda mais eficazes e com os menores custos possíveis, tendências estas também elas pressionadas pelos avanços tecnológicos e pela própria concorrência.

    Segundo o modelo microeconómico, os agentes produtivos – Empresas – tendem, a prazo, a situar-se em níveis de lucro nulo num processo de concorrência que leva a que outras sejam atraídas para esse sector que gera lucros, na perspectiva de aproveitarem também essa oportunidade até um limite de saturação.

    Portanto, os instrumentos de que as empresas dispõem para racionalizarem ao máximo os seus recursos com vista à produção de bens e serviços competitivos face à concorrência, têm também os seus limites. Chegamos a um ponto em que nos começamos a aproximar do limite de rendimento nulo.

    Chegados a este ponto começamos a assistir ao abandono das empresas desses sectores saturados, assumindo formas diversas como encerramentos, falências ou então a permanência em actividade de forma artificial recorrendo a soluções de incumprimentos financeiros e fiscais, e criando situações de concorrência desleal face às congéneres.

    É altura de abordar as condicionantes ao Nível Nacional, ou seja, das condições económicas criadas com vista à sustentabilidade do Sistema Produtivo. Esta envolvente comporta diversas dimensões: assim, começamos pela própria politica económica de estímulo à função empresarial privada, sem duvida a mais dinâmica e mais eficiente (em contraposição com a função empresarial do Estado). Que politicas de estímulos às exportações, por exemplo, sector que se supõem ser a alavanca da retoma económica? E aos outros sectores? Que opções de politica estão a ser tomadas? Que acções estão a ser empreendidas pelas Entidades reguladoras nacionais face a um sector de capital importância em qualquer economia: o Sector Financeiro? Que politicas? A Concentração! Já diz o provérbio “riqueza de bancos pobreza de povo!”

    E ao nível fiscal? Que estímulos estão a ser dados às empresas?

    O que se tem verificado é que em vez de se facilitar o financiamento das empresas, é o próprio Estado que se financia nelas, através de processos de diversos, adiantamentos, retenções e pagamentos por conta!... Isto para além da forte carga fiscal e parafiscal a que estão sujeitas.

    Haverá correcções que estão a ser tentadas ao nível das funções basilares do Estado como a Justiça, a Saúde, a Educação, a própria Segurança Publica ou a Defesa, mas os resultados ainda não se sentem…

    Temos assistido a uma demissão da função reguladora do Estado em favor de preocupações consigo próprio e com as suas finanças públicas.

    Quanto à envolvente nacional estamos falados.

    Finalmente a envolvente Internacional na qual as adversidades reinam, como a pobreza, as guerras de interesses, o terrorismo e as crises energéticas e ambientais.

    Será que o sistema económico mundial dominante está também ele perto do esgotamento? Precisamos de uma nova Revolução? … de Valores?

    O que é feito do Bem-Estar e da Qualidade de Vida? .

    Por: José Quintanilha*

    * Director Técnico da JMBQ – Contabilidade e Gestão Unipessoal, Lda.

     

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