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Edição de 31-07-2019
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    Arquivo: Edição de 30-12-2007

    SECÇÃO: Saúde


    Os riscos da automedicação – está nas suas mãos a sua saúde!

    Analgésico, antigripal, anti-inflamatório... Remédios que podem resolver uma simples dor de cabeça, mas também podem... até matar. Eis um alerta para os riscos da auto-medicação, que ainda é uma prática muito comum em Portugal. Tomar remédios por conta própria pode trazer diversos efeitos colaterais; os mais graves, no entanto, são aqueles que só aparecem mais tarde.

    Apontam-se três situações de risco da auto-medicação: a primeira é o efeito acumulativo, quando uma pessoa consome grande quantidade de um determinado remédio por muito tempo, como exemplo, o princípio activo corticóide, encontrado em anti-alérgicos. O medicamento, nesse caso, além de combater o antígeno da doença, extermina também as células imunológicas, enfraquecendo o sistema de defesa do organismo. Outra situação de risco é a superdosagem que pode causar intoxicações graves e provocar reacções adversas. Por último, o risco da baixa dosagem, nos antibióticos, por exemplo. A dosagem menor do que a necessária, em vez de destruir, acaba dando resistência à bactéria e o medicamento fica sem efeito.

    O uso efectivo dos medicamentos depende essencialmente dos doentes. Conheça os medicamentos que toma. Os medicamentos ajudam a prevenir, a tratar e a curar doenças, mas não há medicamentos inócuos, todos têm benefícios e riscos.

    Os benefícios são os efeitos positivos que têm sobre a sua saúde, enquanto os riscos são efeitos adversos relacionados com o uso. Conhecê-los é fundamental para uma utilização efectiva e segura dos medicamentos.

    Um doente responsável é um doente informado, sendo que a dúvida pode levar ao erro. Pergunte ao seu médico ou enfermeiro tudo o que precisa saber sobre os seus medicamentos.

    MEDICAMENTOS COM NOMES DIFERENTES

    MAS COM AS MESMAS SUBSTÂNCIAS

    Há medicamentos com nomes diferentes, mas com as mesmas substâncias, por isso iguais. Conhecer os medicamentos que toma e os efeitos positivos é importante para o tratamento. Pode ser necessário tomar certas precauções quando se tomam: não beber álcool, não conduzir máquinas, não ingerir certos alimentos ou afastar a toma de outros medicamentos.

    Entregue os medicamentos fora de uso ou fora de prazo na farmácia, nunca se deve colocá-los no lixo comum.

    Não partilhe os medicamentos com familiares ou vizinhos, mesmo que os sintomas pareçam os mesmos; deveremos sim recorrer ao médico, usando apenas medicamentos aconselhados por profissionais de saúde.

    Os medicamentos levam tempo a fazer efeito, por isso o tratamento não deve ser interrompido, devendo ser realizado na sua totalidade e respeitar sempre as indicações dos profissionais de saúde. Estes estão aptos para esclarecer sobre a forma de utilização, a duração do tratamento, os possíveis efeitos adversos e o modo de os ultrapassar.

    São do conhecimento geral todas estas informações, mas porque não se respeitam?

    Talvez se pense que a nossa saúde está nas mãos de outras pessoas que não as nossas...

    É sabido que só se vai às consultas quando se está doente, mas porque não começar a pensar na vigilância da nossa saúde, fazendo consultas de vigilância, rastreios de acordo com a nossa faixa etária e/ou sexo?

    O Plano Nacional de Saúde estipula que todos os indivíduos devem realizar consultas de vigilância de saúde.

    Na Carta dos Direitos e Deveres do Doente é referido que «o doente tem direito a receber os cuidados apropriados ao seu estado de saúde, no âmbito dos cuidados preventivos, curativos, de reabilitação…».

    Todos nós somos responsáveis pela nossa saúde, devendo para tal ter um projecto de saúde, tal como temos projecto profissional e um projecto familiar.

    Por: Luísa Couto/Fátima Cruz *

    * Enfermeiras a frequentar Pós-Graduação Especialização Enfermagem Comunitária.

     

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