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VAMOS FALAR DE ASSOCIATIVISMO (96)
A raiz está plantada. Saibamos solidificá-la, regando-a continuamente!
O Movimento Associativo Popular (MAP), todas as coletividades nacionais têm o seu Dia Nacional: 31 de maio!
No último dia do mês de maio de cada ano, a Confederação Portuguesa das Coletividades (CPCCRD), as suas Estruturas Descentralizadas e muitas coletividades, individualmente, assinalam a comemoração da sua constituição, enquanto entidade nacional representativa de todo o Movimento Associativo Popular, quer seja nossa filiada ou não filiada. Tal comemoração estende-se pelo prazo de um mês (15/5 a 15/6), para não coincidir com outras atividades associativas, ou para permitir presenças de representação dos órgãos diretivos.
Tais raízes foram plantadas há cerca de 300 anos, sob a forma diminuta de uma árvore, com o aparecimento dos primeiros embriões associativos, reforçada há 102 anos, chegando aos dias de hoje sob a forma de uma árvore de enorme porte, originando um processo de continuada preocupação com a organização associativa em crescimento nacional, após anos de trabalho apurado, com muito empenho construtivo, acompanhado pelas dificuldades criadas por diversas crises sociais, com muitos entraves surgidos de várias origens, com muita avaliação crítica interna, com muito ainda por fazer e com uma vontade enorme de continuidade, para além da nossa momentânea e ocasional vontade individual.
Raízes que permitiram processos híbridos de organização de associados, onde os seus Órgãos Sociais seriam designados consoante as necessidades e possibilidades, caminhando-se para um processo de dirigentes eleitos democraticamente, ultrapassando dificuldades momentâneas, aprendendo a gerir através da apresentação de contas com regularidade, onde todos sempre exerceram solidariamente a sua atividade gratuitamente, assumindo e gerindo as suas responsabilidades enquanto entidades “sem fins lucrativos”.
Com a naturalidade de entidades que vêm do povo, que envolvem cidadãos e cidadãs com várias formações, onde se procuram atitudes de envolvimento social, de gente que muitas das vezes não se conhece tão bem, onde nem tudo poderá funcionar na perfeição desejada, mas onde se aprende fazendo e melhorando em permanência, com esforços acrescidos, com o envolvimento em formações oficializadas ou não, acrescentadas ao que foi adquirido no processo formativo ao longo da vida de cada um.
Responsabilidades crescentes
Comemora-se a existência de uma estrutura nacional com enorme dimensão, com responsabilidades diversas, assumindo e projetando desde então a ideia de representação de todo o movimento associativo popular, dando sentido organizado às associações de todo o país, convidando-as permanentemente à sua integração neste grande coletivo associativo, pensando e construindo, em permanência, o seu trabalho de organização.
Juntando forças à medida que nas populações se entendiam e acrescentavam vontades para conviver e comunicar, aprendendo uns com os outros. Inicialmente, por ação do homem, dos mais ou menos esclarecidos socialmente.
Às mulheres só muito mais tarde foi concedido o acesso às sedes das suas coletividades, inicialmente em tarefas menores dentro da coletividade, mas em importante evolução até aos dias de hoje, onde se pode evidenciar a realidade de centenas de mulheres associadas e dirigentes.
É neste contexto de crescimento que faz sentido a necessidade de avanços para unir coletividades, que as envolva na defesa de interesses coletivos, trabalhando na perspetiva de as juntar, como uma força que se pretende maior.
Acompanhando assim o reconhecimento constante e o nosso respeito para com
(...)
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Adelino Soares*
*CPCCRD
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