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VAMOS FALAR DE ASSOCIATIVISMO (95)
Entre abril e maio, onde muita coisa acontece
Passados os períodos de festas, os primeiros meses de execução dos planos de atividades e orçamentos, a aprovação dos relatórios e contas, a par da execução de iniciativas previamente programadas para datas marcantes das atividades em várias regiões de todo o país, muito trabalho está a acontecer, promovido pelas associações populares.
Três factos distintos, merecedores da nossa atenção, remetem-nos a um período vivido entre abril e maio, chamando a atenção para as exigências de aplicação das leis constantes na Constituição da República de 1976, em defesa das nossas coletividades, passados que estão os seus 50 anos de existência: Pela aplicação e execução do Programa de Ação 2026/2030, aprovado no Congresso recentemente realizado, o qual, só por si, oferece-nos um conjunto de propostas de trabalho, a merecer cuidados atentos.
Pela sua aplicação, uma vez que já em maio se dá início à execução do PESSOAS 2030, que, no caso do seu Eixo 3, define a capacitação dos parceiros da Economia Social, cabendo à Confederação e a todo o movimento associativo participar atentamente na formação dos dirigentes associativos.
Inclui-se também, e não menos importante, o Eixo 1 – Coesão e sustentabilidade financeira de toda a Estrutura Associativa Confederada, realidade consagrada em lei, e que remete para a permanente necessidade de pensarmos a nossa sustentabilidade e organização.
Encontramos, em todos os outros Eixos do PA para o mandato, um conjunto de obrigações extremamente importantes, na perspetiva de melhorar muito do nosso trabalho de organização.
Sendo que tal obedecerá a uma consistência do grau de criatividade, de animação, de motivação e envolvimento, surpreendendo com atitude, de forma a que se ganhe mais dirigentes e associados ativos.
A criatividade conseguida, permitirá a utilização dos espaços de animação associativa, aproximando todos os que nos circundam, dentro e fora da coletividade.
Um novo projeto
A Confederação assumiu novamente, correspondendo ao assinalado no Eixo 3, o compromisso de um novo projeto de capacitação. Tem o seu início já a partir do mês de maio, sendo uma medida em funcionamento até 2029.
É, para nós, um compromisso extremamente exigente e arriscado, na medida em que, impondo objetivos com vista à sua aplicação, dá origem ao estabelecer de um funcionamento mais regular, impondo também uma correspondência de pré-financiamento, o que apela à compreensão de todos nós, no maior apoio e envolvimento possível.
O processo de capacitação dos dirigentes associativos acontece em continuidade desde 2015, derivando da importância sempre prestada pela Confederação, no quadro do maior envolvimento com os parceiros da Economia Social, sendo matéria assumida como de maior importância para o associativismo popular que representamos.
Capacitação
Assinalam-se adiante alguns indicativos introdutórios, retirados da candidatura apresentada, descritos como memória descritiva do projeto 2026-2029.
Correspondendo a uma candidatura da CPCCRD ao designado PESSOAS-2025-17 – Capacitação de Parceiros da Economia Social, Membros do Conselho Nacional para a Economia Social (CNES), no âmbito do Programa PESSOAS 2030, cofinanciado pelo Fundo Social Europeu Mais (FSE+), foi com toda a naturalidade e responsabilidade que assumimos tal participação.
Trata-se de uma candidatura que se enquadra na “tipologia de operação destinada ao reforço da capacidade institucional, organizacional e técnica dos parceiros da economia social, promovendo a modernização, inovação, digitalização e sustentabilidade das estruturas representativas do setor.”
A CPCCRD, enquanto membro efetivo do CNES, é uma entidade pioneira na representação do Movimento Associativo Popular (MAP), com um histórico de utilidade pública reconhecida e um percurso de mais de cento e vinte anos de serviço à comunidade.
Ao representar um universo estimado em 35.000 associações de base comunitária, a CPCCRD desempenha um papel central na valorização das entidades com fins altruísticos, reforçando a sua importância na promoção da cultura, da solidariedade, da participação cívica e da coesão social.
Valorizando a nossa atividade, considera-se que “O trabalho da Confederação assenta numa lógica de rede e cooperação, favorecendo a
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Adelino Soares*
*CPCCRD
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