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Edição de 31-05-2017
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12-05-2017 14:04
2ª revisão orçamental foi aprovada com os votos contra da coligação PSD/PPM e a abstenção da CDU
Foi aprovada ontem com o voto de qualidade do presidente da Câmara a proposta da 2ª revisão orçamental, a qual inclui uma verba de 3,8 milhões de euros no orçamento da autarquia para 2017. Recorde-se que a primeira vez em que a proposta esteve em cima da mesa, no dia 20 de abril, os vereadores da oposição (CDU e a coligação PSD/PPM) chumbaram o referido documento, alegando então que não foram consultados previamente para a discussão do mesmo no sentido de darem o seu contributo para a elaboração deste. Ontem, em sessão pública do Executivo, a proposta foi novamente discutida após reuniões entre as várias forças partidárias representadas no Executivo, apresentando agora algumas alterações propostas pelas forças políticas da oposição.

No entanto, e apesar deste contributo para a elaboração da nova proposta, a votação da mesma voltou a não gerar consenso entre os membros do Executivo, já que o PSD/PPM manteve o seu voto contra e a CDU votou pela abstenção, tendo o PS mantido o seu voto favorável. Face a esta votação, o presidente da Câmara, José Manuel Ribeiro, teve de usar o seu voto de qualidade para viabilizar então a 2ª revisão orçamental.

Para a coligação PSD/PPM foram dados alguns passos nesta nova proposta, mas não os suficientes nem os concretos, acrescentando os vereadores social-democratas na sua argumentação que esperavam sinais claros de intenção de investimento no concelho, algo que em seu entender não aconteceu. O vereador Hélio Rebelo disse então que apesar de terem sido contempladas neste novo documento algumas propostas do PSD não foram dados sinais de intenção de execução dessas propostas, e como tal, a coligação PSD/PPM iria manter o seu voto contra esta 2ª revisão orçamental. No leque de propostas apresentadas pelo seu partido, Hélio Rebelo destacou, por exemplo, o facto de ter sido aceite uma verba de 100.000 euros para apoiar a construção da nova sede da Junta de Freguesia de Alfena, outra de 25.000 euros para a instalação de um elevador para pessoas com mobilidade reduzida na sala das artes do Auditório António Macedo (Valongo). No entanto, as propostas para a inclusão de verbas para obras de requalificação do Complexo Desportivo dos Montes da Costa e do Pavilhão da Bela, ou a aquisição de um terreno para a construção da piscina de Campo/Sobrado ficaram muito aquém das intenções.

Por seu turno, a CDU adiantou que iria viabilizar esta nova proposta com o voto de abstenção. Segundo o vereador Adriano Ribeiro, esta revisão orçamental de 3,8 milhões de euros irá permitir resolver algumas situações que se arrastam há anos, destacando neste ponto a reposição da iluminação pública, o aumento dos subsídios dados às duas corporações de bombeiros do concelho, ou o encontro de soluções para inúmeros problemas ligados à área da Educação. Lançou, no entanto, duras críticas ao PS na sequência do chumbo da primeira proposta de revisão orçamental, acusando este partido de conduta reprovável pela forma como conduziu o assunto após a oposição ter inviabilizado a proposta a 20 de abril passado.

José Manuel Ribeiro usaria também da palavra na discussão deste ponto, recordando algumas das áreas que irão ser intervencionadas na sequência 2ª revisão orçamental, a título de exemplo, a construção e reparação de parques infantis, a requalificação de escolas e equipamentos desportivos, arruamentos, bem como a reposição da iluminação pública em todo o concelho, uma medida que segundo o autarca tem sido acolhida de forma muito positiva por parte de toda a população.

 

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