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AVAFER é a prova viva de que Ermesinde é uma terra com paixão pelo Mundo da Ferrovia
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| É NO PRIMEIRO ANDAR DO EDIFÍCIO DA ESTAÇÃO DE VALONGO QUE A ASSOCIAÇÃO TERÁ A SUA NOVA CASA |
Nas vésperas daquela que será a 4.ª edição do Entrelinhas – Festa do Ferroviário – que este ano irá decorrer entre os dias 10 e 12 de julho – fomos conhecer um exemplo de movimento associativo que desde 2010 se move pelo entusiasmo e interesse em torno do mundo da ferrovia. Fomos, pois, conhecer a AVAFER - Associação Valonguense Amigos da Ferrovia, uma entidade nascida em Ermesinde em outubro do já citado ano de 2010. E para nos receber esteve Gabriel Lopes, que além de ter sido um dos três fundadores da AVAFER, é igualmente o presidente da direção da associação, tendo sido ele o nosso maquinista nesta viagem que teve como cenário a Estação de Valongo. Apesar de nunca ter sido ferroviário, o presidente da direção da AVAFER começa por nos contar que desde muito novo gosta dos caminhos de ferro, desde logo porque cresceu junto à via férrea, mais concretamente junto à Estação de Rio Tinto, e como tal desde tenra idade que os comboios e tudo o que os rodeia tornaram-se numa paixão. Foi este fascínio pelo mundo da ferrovia partilhado com outras duas pessoas amigas – uma delas oriunda de Santo Tirso e outra também de Rio Tinto – que daria origem ao nascimento da AVAFER em Ermesinde. Porquê a nossa cidade? Porque aqui há uma forte tradição ferroviária, como nos diz, algo que não existe, por exemplo, em Santo Tirso, onde reside outro dos três fundadores, que também nada tem a ver profissionalmente com a ferrovia, sendo que o único mentor da AVAFER que esteve ligado (ainda que pouco tempo) a este mundo ferroviário já faleceu.
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| GABRIEL LOPES, O PRESIDENTE DA DIREÇÃO DA AVAFER |
ENTRELINHAS TEM CONTRIBUÍDO PARA O RECONHECIMENTO DA AVAFER
O nascimento desta associação não foi fácil, como nos diz o seu presidente, desde logo porque ainda nos dias de hoje esta vai fazendo o seu caminho para atingir um estatuto de reconhecimento baseado na humildade e na honestidade. E o Entrelinhas – Festa do Ferroviário tem contribuído para esse reconhecimento, já que foi através deste evento que de há quatro anos a esta parte se realiza na nossa cidade que a associação se tem catapultado. «Sem dúvida que o Entrelinhas na sua primeira edição permitiu dar a conhecer ao concelho de Valongo o que é a AVAFER, a qual apesar de ter nascido em 2010 só há quatro anos se tornou conhecida», lembra Gabriel Lopes.
Curiosamente, e olhando para o presente, apesar de esta ser uma associação ligada à ferrovia nenhum dos seus associados é ferroviário. Gabriel Lopes explica que a AVAFER é uma casa multifacetada, isto é, composta por pessoas que mesmo não tendo ligação direta com a ferrovia gostam de viajar, gostam de engenharia (ferroviária), ou que gostam da história dos caminhos de ferro. «Ou seja, gostar do caminho de ferro envolve muitas coisas sobre as quais podemos ganhar entusiasmo. Eu pessoalmente, gosto de viajar (de comboio, claro está) e do colecionismo (coleciona selos afetos à ferrovia e bilhetes de cartão que antigamente se vendiam nas estações)», explica o presidente da AVAFER.
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| OS QUATRO NÚMEROS QUE FORAM EDITADOS DA REVISTA KM 16 |
TURISMO FERROVIÁRIO É A ATIVIDADE PRINCIPAL
Viagens são digamos que a principal atividade que esta associação tem desenvolvido com os seus associados, os quais até à data desta entrevista eram 50, a esmagadora maioria oriundos de Ermesinde e de Valongo, com “um ou outro” de fora (Lisboa, Galiza e Catalunha, por exemplo). «Se me perguntar se todos os sócios da AVAFER gostam de comboios, eu respondo que nem todos. Mas gostam de passear e nós temos aproveitado os passeios para angariar alguma receita para o dia a dia da associação, mas não numa ótica comercial», explica Gabriel Lopes, acrescentando que essa receita angariada tem servido, por exemplo, para publicar uma revista semestral em suporte de papel denominada de KM 16. Até hoje foram publicados quatro números, sendo que neste momento a revista se encontra parada precisamente por falta de verbas. Mas já lá vamos à revista que é entregue gratuitamente aos associados da AVAFER.
Ainda a propósito dos passeios (de comboio) que a associação realiza, o presidente da direção diz-nos que todos os anos o plano de atividades da AVAFER é feito com base numa palavra chave. Este ano a palavra chave foi “praia”. E onde se consegue ir de comboio até à praia? À Linha do Oeste, por exemplo, sendo, pois, que este ano se apontou inicialmente por uma ida às Caldas da Rainha e posteriormente à praia de S. Martinho do Porto, planos esses que acabaram por ter de ser adiados (a associação substituiu este passeio por uma ida a Vila Praia de Âncora através da Linha do Minho) devido às intempéries que assolaram aquela região. No entanto, este passeio está previsto para o próximo mês de outubro, mês em que a AVAFER comemora o seu aniversário. Mas há outras ideias de turismo ferroviário em mente para o futuro, como por exemplo uma ida à Barragem de Belver, a qual se faz rodear de uma série de atrativos (como praias fluviais, atividades náuticas, etc.) e que pode ser acessada de comboio, claro está, pela Linha da Beira Baixa.
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| A FOTO DE FAMÍLIA NUM DOS MUITOS PASSEIOS REALIZADOS DE COMBOIO PELA AVAFER |
PARTICIPAÇÃO ATIVA NO ENTRELINHAS DESTE ANO
Bom, mas para além dos passeios organizados a AVAFER tem colaborado com vários municípios sob o ponto de vista cultural, isto é, com a cedência/realização de exposições fotográficas, por exemplo. Claro que tem sido com o Município de Valongo que a associação tem mantido uma colaboração mais regular, desde logo tendo o Entrelinhas como ex-libris dessa parceria. Na edição deste ano do evento, a principal exposição que ali estará patente será “obra” da AVAFER, conforme revela Gabriel Lopes. «Vamos ter um conjunto de 30 ou 40 fotografias sobre a Estação de Ermesinde. Ou seja, fotografias que retratam a evolução da estação desde os anos 70 até aos dias de hoje, que vão desde o tempo (das composições a) do vapor, passando pelo diesel e acabando na tração elétrica. Além disso, como este ano se celebra a eletrificação do primeiro troço da Linha do Minho entre Campanhã e Ermesinde achamos por bem lançar o convite à Câmara Municipal de Valongo (CMV) se esta queria celebrar esta data que diz respeito a Ermesinde. A autarquia de imediato aceitou, e decidiu que esta seria a exposição principal da edição deste ano do Entrelinhas», conta.
Ainda a propósito desta edição do festival, o dirigente associativo acrescenta que a capa da edição de novembro de 1966 do jornal A Voz de Ermesinde, que ilustra precisamente o momento da cerimónia da eletrificação da linha, será objeto de um
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Por:
MB
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