Subscrever RSS Subscrever RSS
Edição de 31-05-2026
Jornal Online

SECÇÃO: Desporto


ENTREVISTA COM O PRESIDENTE DA DIREÇÃO DO ERMESINDE 1936, PEDRO CUNHA

«Somos um clube de massas, e se calhar não é despropositado sermos apelidados como o clube das multidões, porque de facto o somos e demonstrámos isso na final»

Foto JFE
Foto JFE
AVE: O Pedro Cunha está há sensivelmente um ano como líder do clube. Nesse sentido, imaginava que neste seu primeiro ano de presidência pudesse alcançar este sucesso?

Pedro Cunha (PC): À semelhança da minha forma de estar na vida todos os projetos que abraço normalmente faço-o sempre com a convicção de que as coisas são para acontecer. Se me pergunta se esperava vencer a taça, não, não esperava. Se me pergunta que iríamos ter um campeonato em salvo erro umas duas ou três derrotas que na minha opinião foram injustas e que se não tivessem acontecido nós estaríamos hoje, se calhar, entre o 1.º e o 2.º lugar do campeonato, eu se calhar diria que isso não era possível numa primeira época. Até porque tivemos muitas adversidades no início da época, principalmente porque a equipa passava para fora a imagem que era uma equipa de miúdos, que não estava entrosada, que íamos descer de divisão, e, portanto, as expectativas eram muito baixas, havia muito pouca gente a acreditar neste projeto. Agora, se me pergunta a mim, individualmente, se eu acreditava na equipa, eu digo que sim, porque desde o primeiro momento em que contratei o Ricardo Barros acreditei no projeto, acreditei na pessoa, acreditei no homem, houve aqui uma simbiose muito bonita entre mim e ele. Havia muito pouca gente (de fora) a acreditar nisto, mas, fruto de muito trabalho da direção, da equipa técnica, do treinador mais concretamente, as coisas devagarinho foram acontecendo e nós fomos começando a devolver às pessoas a fé e a esperança e elas foram percebendo que a equipa estava a jogar, que afinal não era só uma equipa de miúdos, mas uma equipa de miúdos que jogava bem futebol. E, portanto, as coisas foram acontecendo paulatinamente, os resultados foram aparecendo, e efetivamente esta equipa veio mostrar a muita gente que as equipas jovens também praticam bom futebol e também se conseguem superar. Mas voltando à questão, não contava que isto pudesse acontecer logo no primeiro ano, mas nunca baixei a guarda, nem nunca deixei de acreditar. Se me perguntassem no início da época se estaria convicto de que iria ganhar a taça ou acabar no top 5 do campeonato eu iria dizer: não sei, que não ia ser fácil, mas acreditava que isso seria possível, porque acreditava naqueles homens que fazem o plantel e acreditava muito na equipa técnica e acreditava muito no treinador. Ele fez um trabalho brutal, não só sob o ponto de vista técnico-tático, mas também do ponto de vista humano. É um homem com uma força muito grande. E acho que foi através de tudo isto que se conseguiu que o trabalho fluísse e que as coisas acontecessem.

AVE: Esta vitória não é só de jogadores, técnicos, mas também de muita gente que está por trás, como dirigentes, colaboradores, mas também da massa adepta…

PC: Este título é sobretudo deles, da massa adepta, nós trabalhamos muito para eles, porque os adeptos foram sempre o nosso 12.º jogador. Sem eles isto não era possível. Por muito bom trabalho que se fizesse se não sentíssemos este calor humano não teria sido possível, e como lhe disse antes no inicio da época houve descrédito em relação ao plantel, mas rapidamente as pessoas perceberam que o projeto estava bem montado, que o trabalho estava a ser feito, e as pessoas de pronto se uniram a nós jogo após jogo, e isso trouxe também uma força muito grande para dentro do grupo. Quando digo grupo, digo jogadores, equipa técnica e direção, o qual sentiu a força da nossa massa adepta. E isto é como em tudo na vida, quando temos uma orgânica à nossa volta onde toda a gente está unida, porque foi isso que aconteceu, o trabalho fica mais fácil de fazer em todas as vertentes. E perdoe-me fazer aqui um aparte para dizer o seguinte: Perguntavam-me, na final da taça, se eu estava feliz com aquela conquista. É indiscutível que fiquei, porque foi um feito único, foi a primeira vez que este clube conquista a taça. Mas eu acho que a grande vitória foi efetivamente a união que nós trouxemos entre todos, direção, jogadores, equipa técnica, formação, pais, e massa adepta. Acho que se criou aqui uma unidade tal que isso foi visível jogo após jogo. Perguntavam-me ainda há dias se eu estava feliz e eu respondi que sim, estava, sobretudo porque consegui uma das coisas que para mim era uma das prioridades desta direção, criar uma união entre todos. E acho que quando estamos todos unidos, todos saímos a ganhar. E neste caso o clube sai a ganhar.

AVE: Com esta vitória acha que a fasquia ficou mais alta para as próximas épocas, ou seja, os adeptos vão querer igual ou melhor e tudo o que seja abaixo disto vão ficar insatisfeitos?

PC: É verdade, isto vai elevar a fasquia, vai criar expectativas, mas eu acho também o Ermesinde deve estar a outro nível e só não está porque clubes como o nosso têm dificuldades financeiras muito grandes. Dificuldades essas que são transversais a clubes como o nosso. Mas, se eu fosse colocar de lado a questão financeira o Ermesinde é um clube que não ficaria mal-estar a disputar um Campeonato de Portugal. Portanto, não me choca, antes pelo contrário, elevar a fasquia, porque o Ermesinde, atendendo à dimensão da cidade, porque efetivamente é o clube representativo da cidade e um dos mais representativos do concelho, senão até o mais representativo do concelho de Valongo, merece estar nesse nível acima. Agora, se me pergunta se é fácil lá chegar, eu digo que não é, pela própria situação financeira que clubes como este vivem, com muitas dificuldades, e sabemos que estar a competir no Campeonato de Portugal, em que as exigências financeiras e logísticas são muito grandes, fica difícil e é preciso criar aqui um equilíbrio. E esta foi também uma prioridade desta direção, de tentar estabilizar o mais possível a situação financeira. Obviamente que eu gostava muito de ver o Ermesinde no Campeonato de Portugal, e gostava que o Ermesinde fizesse um bom percurso na Taça de Portugal da próxima época, acho que era prestigiante para o clube, para a cidade e para o concelho. Nós já estamos a preparar a próxima época e eu não tenho dúvidas nenhumas do que quer que venha a acontecer há uma coisa que nunca vai deixar de existir, é a força, a mística, o trabalho, a vontade que toda esta gente tem, e quando digo toda a gente digo a massa adepta, os atletas, a equipa técnica, e a direção. Não tenho dúvida que se conseguiu esta época a tal vitória que eu queria, que era a união de todos e a partir daqui tudo fica mais fácil de conseguir. Também não tenho dúvidas de que em relação às expectativas que vão ser criadas nós não vamos deixar de lutar por elas.

AVE: Sente que este título aproximou mais a cidade do clube, Ermesinde começou a olhar mais para o seu clube?

PC: Se bem se recorda na primeira entrevista que dei à A Voz de Ermesinde disse que um dos meus grandes objetivos era

(...)

leia esta entrevista na íntegra na edição impressa.

Nota: Desde há algum tempo que o jornal "A Voz de Ermesinde" permite aos seus leitores a opção pela edição digital do jornal. Trata-se de uma opção bastante mais acessível, 6,50 euros por ano, o que dá direito a receber, pontualmente, via e-mail a edição completa (igual à edição impressa, página a página, e diferente do jornal online) em formato PDF. Se esta for a sua escolha, efetue o pagamento (de acordo com as mesmas orientações existentes na assinatura do jornal impresso) e envie para o nosso endereço eletrónico ([email protected]) o nome, o NIF e o seu endereço eletrónico para lhe serem enviadas ao longo do ano, por e-mail, as 12 edições do jornal em PDF.

Mas se preferir a edição em papel receba comodamente o Jornal em sua casa pelo período de 1 ano (12 números) pela quantia de 13,00 euros.

Em ambos os casos o NIB para a transferência é o seguinte: 0036 0090 99100069476 62

Posteriormente deverá enviar para o nosso endereço eletrónico ([email protected]) o comprovativo de pagamento, o seu nome, a sua morada e o NIF.

 

 

este espaço pode ser seu Este espaço pode ser seu Este espaço pode ser seu
© 2005 A Voz de Ermesinde - Produzido por ardina.com, um produto da Dom Digital.
Comentários sobre o site: [email protected].